Crítica: Super Mario Bros

Lançado em 1985 para o NES, Super Mario Bros foi um dos jogos mais influentes de todos os tempos e deu um grande passo para a franquia (que já existia nos arcades em 1983, com um jogo completamente diferente) se tornar a mais popular do mundo dos games. O gênero side-scrolling já existia, mas foi Super Mario Bros que efetivamente popularizou a fórmula, mudando os cenários fixos que eram populares nos arcades e no Atari para uma jogabilidade que dava agência para o jogador circular livremente, em 2d, pela fase, dando uma nova dinâmica a noção de progresso em videogames e sendo influente em tantos gêneros diferentes que vieram a seguir: plataforma (“Sonic”), shooter (“Contra”, “Megaman”), beat em’ up (“Final Fight”) e mesmo clássicos tão esteticamente diferentes de Mario como Metroid e Castlevania devem muito a sua franquia. As noções de física do jogo eram insuperáveis para época e até hoje os lançamentos 2d de Mario não seguem uma fórmula tão diferente; o estilo artístico do jogo foi único, psicodélico e com lógicas que não operavam como a lógica da vida real. Mas tais lógicas e mecânicas de Mario (como o que faz o casco da tartaruga ou a florzinha) ficaram enraizados na cultura dos games e por décadas foram como o alfabeto para os gamers, e os personagens de uma série com história mínima tornaram-se icônicos pelo seu carisma. Uma obra-prima que olhou a frente do seu tempo, 30 anos depois, até mesmo indie games como Braid e Limbo devem a fórmula que Mario efetivou em 1985, quando entrou para a história como um dos lançamentos mais importantes e influentes da história dos games.