Tudo em face do encanto, que nele se impregna o meu desalento. É que nesse objetivo falho e premeditado, as forças e os pensamentos que se fizeram latentes não conseguiram o alvo acertar. Das suas ações óbvias, quis eu pormenorizar, qualquer significância que viesse evidenciar o seu não interesse. Eu quis tentar, eu quis conhecer, eu quis explorar, eu quis viajar, eu quis planejar, eu quis acreditar, eu quis arriscar, eu quis falar, eu quis explicar, eu quis escutar, eu quis entender, eu quis mudar, eu quis viajar, eu quis abraçar, eu quis permanecer, eu quis amar, eu quis e fiz. Você, ponto. Das culpas, que não te encontram, o pesar vem na ânsia por dizer que não dá, que não quer se machucar, que não tem como conciliar. Dessa vez, a gota que tinha evapora um pouco mais. Eu, que escolhi nesse mundo não mais ficar, vejo de longe quando todo esse amor que evaporou, condensar e, por ventura, um dia vier a te molhar. É na presença que se faz a falta, é no encontro que se faz o laço, é na tentativa vã que se faz o desperdício, e na experiência que se faz mais vindouro. O milagre já não mais acontece. Eu. Você. Separados pela distância, redondamente quilométrica, infinita, trincheira e demasiadamente desnecessária, de um ponto. ― Prazer, meu nome é Pedro.