1984

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

COMUNICAÇÃO E SUAS NOVAS TECNOLOGIAS

PROFESSOR: ANDRE HOLANDA

ALUNAS: ANA BEATRIZ E. DOS SANTOS

RENATA RIJO

1984

O filme “1984”, de George Orwell, aborda a história de uma sociedade distópica e totalitária. A trama se passa na futurística Londres (Inglaterra) liderada pelo “big brother” que seria a personificação do governo e aquele que zela e vigia todos os cidadãos 24 horas por dia através das teletelas que são TVs que gravam sons e ações nos ambientes, tanto públicos como privados.

A população era alienada por meio desse tipo de controle que os intimava e retirava a liberdade do povo e também através da mudança de pensamento — onde o limitava através do dicionário técnico “Novilíngua” diminuindo assim a capacidade de expressar os sentimentos através das palavras.

Nessa sociedade era vetado o pensamento livre e a divergências de opiniões. Todos tinham que pensar igual e quem tinham opiniões contrárias simplesmente sumiam e todos os seus registros eram apagados. Além disso, as próprias pessoas se vigiavam, inclusive as crianças que eram as maiores delatoras do governo por ser totalmente moldadas denunciavam os próprios pais. Qualquer atitude suspeita era justificativa para tortura.

O longa retrata a vida de Winston Smith, o protagonista, membro do ministério da verdade, que recebia e alterava as informações através dos veículos de comunicação, afim de manipular a massa conforme os interesses do Estado, além disso, editava a história do país alterando assim, a memória da população — “A história é escrita sempre por vencedores”. Um dia repara em sua colega de trabalho, Julia por quem se apaixona e começa a viver uma aventura romântica secreta, já que era totalmente proibido criar laços e o único amor deveria ser o “grande irmão”. A partir daí tem inicio o conflito central da obra, o casal passa a se encontrar escondido e com frequência até num fatídico dia são pegos pela polícia de pensamento, por traição, flagrados por uma teletela que estava escondida atrás de um quadro no sobrado de um quarto onde se encontravam. ”Nada se esconde pra sempre da polícia do pensamento .”

Winston era um dos poucos que tinha senso crítico apurado, questionava seus governantes e seu desejo de mudar o sistema aumentava a cada dia. “Era uma falha no padrão, uma mancha que precisava ser removida”. Após ser pego pela polícia, o clímax passa a ser notado, o casal é levado para o cárcere e lá são separados. O protagonista sofre diversas ameaças psicológicas como, por exemplo, ficar preso em uma cela tomada de ratos — animal que o traumatizou na infância e torturas com eletricidade o fazendo se render forçadamente ao partido. Como consequência, teve sua mente controlada e lavada ao ponto de voltar a idolatrar o sistema junto aos demais e esquecer sua amada, Julia. O filme termina com a cena dele totalmente entregue ao Estado ecoando gritos de luta “viva o grande irmão” e os deixa a seguinte reflexão “Essa é a história do futuro, pode ser a história dos nossos filhos se falharmos em conservar a herança de liberdade” afinal, segundo o protagonista “liberdade, é a liberdade de dizer que 2+3= 4”

A temática e a desenvoltura do filme são atemporais, pois na época não existia os meios de comunicação que existem atualmente e nos leva a criticar e refletir no mundo em que vivemos rodeados por meios de comunicação e novas tecnologias. Será que através dos smartphones que não sai das nossas mãos, das câmeras das ruas que são instaladas a cada metro quadrado, da webcam no notebook e pesquisas na internet que costumamos fazer, não estamos sendo vigiados 24 horas ou será mera sensação? Além disso, através do abuso de poder, Winston editava e manipulava as notícias que circulavam na grande massa afim de promover o governo. No Brasil temos vários exemplos de como a grande mídia manipula e edita as notícias segundo seus interesses e a população acredita visto que, a maioria por falta de oportunidades não possui senso crítico apurado, recebe tais como verdade absoluta e por fim, acredita no que leem ou escutam.

O longa, que se tornou um best-seller, tem seus conceitos e ideais mais próximos do que pensamos. O Reality Show Big-Brother-Brasil, que caiu nas graças da população nada mais é que um reflexo do filme. O titulo do programa não é mera coincidência e está completamente ligado á problemática que é abordada na obra, a diferença é que no reality, apesar das situações que o vencedor passa de brigas, constrangimentos, amores rasos e saudade de casa no final ele é premiado e no filme o sistema opressor é o único vencedor.

O preço da liberdade é a eterna vigilância!

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