A força das mães nas vidas dos filhos

Por: Rose Vilela, mãe do nadador Thiago Pereira

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Foto: Arquivo Pessoal

Vai Thiago!, Vai meu filho… Vocês certamente já ouviram ou leram sobre esses gritos na beira da piscina. Esses gritos carregam uma história por trás! Foram muitos treinos, horas sem dormir, muitas orações, cobranças nos estudos e muito amor. Desde pequeno, o Thiago Pereira ouve meus berros das arquibancadas e a maior parte do público desde o Pan de 2003. Não me arrependo de nada e faria (e faço) tudo outra vez! Nós, mães de atletas, somos guerreiras, pois trocamos o nosso bem-estar pela vitória dos nossos filhos. Somos as primeiras psicólogas, treinadoras e patrocinadoras. As primeiras a chegar e as últimas a sair! Apoio nas derrotas e freio quando tudo dá certo. Sofremos demais quando eles crescem e decidem sair de casa. Esse momento foi o mais difícil, sem dúvida.

Aos 16 anos, o Thiago Pereira fez sua escolha de deixar Volta Redonda e nadar pelo Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte. Os 450 quilômetros de estrada entre as cidades eram menores do que minha saudade, mas era preciso mudar para ganhar o mundo. Na minha bagagem de torcedora, nunca um cronômetro, muito menos uma tabela de índice, apenas lanches, o grito na garganta e um “colinho” quando os resultados não atendiam às expectativas DELE, pois para mim já era um orgulho enorme ele estar competindo. Hoje, cidadão do mundo, o meu grito solitário ganhou um coro nacional, as arquibancadas e títulos são cada vez maiores, mas seu coração e caráter cresceram da mesma forma. Das arquibancadas da vida e de toda a eternidade ele sempre ouvirá: VAI THIAGO!!!!!!!!! VAI MEU FILHO!!!!!!!!!!!!! Meu nome é Rose Vilela e sou mãe do Thiago Pereira, nadador do Minas Tênis Clube e da seleção brasileira de natação, dono de 23 medalhas em Jogos Pan-Americanos, medalhista olímpico em Londres 2012, medalhista em mundiais de piscina curta e longa e maior vencedor da natação brasileira em eventos internacionais.

Durante a semana, num evento em São Paulo, da P&G, tive oportunidade de encontrar outras mães de atletas, como as do Arthur Zanetti, da Jaqueline Carvalho e da Ágatha Bednarczuk. Todas elas falaram da importância da força das mães na vida dos seus filhos. Disse que nunca fui para a piscina com um cronômetro na mão. Nunca levei uma tabela de índice. Meu papel como mãe é apoiar, gritar ‘Vai Thiago’. No Rio 2016 serão milhões de pessoas que vão torcer e empurrar os brasileiros.

Segundo o Comitê Olímpico Brasileiro, é preciso ter um milhão de crianças nadando para ter um atleta olímpico. Medalhista esse número dobra. Eu me sinto uma pessoa abençoada por Deus. Um filho e cidadão maravilhoso. Estarei onde ele estiver, sempre apoiando as escolhas dele.

Um Feliz Dia das Mães!!!!!!


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