“Estamos trabalhando para que o futuro seja ainda mais promissor”, diz ministro do Esporte

Foto: Roberto Castro/ME

Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do ano passado, no Rio de Janeiro, garantiram para nossos atletas e para o Brasil marcas e medalhas até então nunca alcançadas. Esse espetacular desempenho nos impôs uma tarefa árdua e, ao mesmo tempo, empolgante: preparar o novo ciclo olímpico com vistas a Tóquio 2020, dotar nossos representantes dos melhores meios para atingir seus objetivos e cuidar do Legado, que é um patrimônio de todo o Brasil.

Desde que os últimos aplausos foram dados, no encerramento dos Jogos, nós, do Ministério do Esporte, estamos trabalhando para que o futuro seja ainda mais promissor. No dia 23 de dezembro, assumimos a responsabilidade de administrar as Arenas 1 e 2, o Velódromo e o Centro de Tênis do Parque Olímpico da Barra.

A prefeitura do Rio tentou repassar esses equipamentos, por meio de Parceria Público-Privada, para o empresariado, mas não obteve êxito. Por isso, atendendo a uma demanda do então prefeito Eduardo Paes, o Ministério aceitou cuidar desses bens. Para tanto, criou a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (Aglo), com prazo de duração de dois anos, para viabilizar a administração dos locais e fazer um planejamento para a melhor utilização desses espaços. Ao mesmo tempo, o Ministério economizou recursos ao transferir o escritório de representação que funcionava em um espaço alugado para dependências no próprio Parque, além de cortar cargos da antiga Autoridade Pública Olímpica, que, com a criação da Aglo, foi extinta.

Legado Olímpico. Rio Bike Fest marcou a volta das competições à pista que possibilitou a quebra de 35 recordes olímpicos, paralímpicos e mundiais em 2016: o velódromo do Parque Olímpico da Barra. Evento reuniu atletas de alto rendimento, feira de produtos ciclísticos e passeio de 20km.

No dia 26 de maio, publicamos no Diário Oficial da União a primeira lista dos atletas patrocinados pelo Bolsa Pódio para os Jogos de Tóquio em 2020. Foram contemplados, nessa primeira fase, 183 atletas olímpicos e paralímpicos, uma alta de 306% quando comparado à primeira publicação do ciclo anterior, em agosto de 2013. O investimento nesses 183 atletas será de R$ 23,8 milhões ao ano, com bolsas que variam de R$ 5 mil a R$ 15 mil. Outras listas serão publicadas nos próximos meses, aumentando ainda mais o número de contemplados.

“Acreditamos no potencial transformador que o esporte pode propiciar para a sociedade”

Nossa visão sobre a importância do esporte não se limita às competições ou aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Acreditamos no potencial transformador que o esporte pode propiciar para a sociedade. Tanto assim que em abril deste ano, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro e a Universidade Federal Fluminense (UFF), lançamos o projeto Esporte e Cidadania para Todos, destinado a crianças, adolescentes e jovens em vulnerabilidade social. O projeto vai atender 5,6 mil crianças e jovens na faixa etária de 6 a 21 anos. O Ministério irá repassar R$ 9,1 milhões para o convênio.

Há muito trabalho a ser feito e, com planejamento e o apoio de atletas, técnicos, dirigentes e a população em geral, temos certeza que apresentaremos ótimos resultados.

Leonardo Picciani
MINISTRO DO ESPORTE