O esporte como ferramenta de educação e inclusão

Por: Alice Kuerten, mãe do Guga e presidente do Instituto Guga Kuerten

Foto: Alice Kuerten / Arquivo Pessoal

A minha história com voluntariado começa aos 14 anos, me envolvendo em trabalhos de igrejas, creches e comunidades. Dei continuidade a este trabalho depois com a chegada dos filhos. Nós sempre íamos fazer algum trabalho de solidariedade. A ideia de montar um Instituto começou com as próprias atividades que o Guga exercia, com a ideia de agir mais voltados para o lado social, institucionalizar a filantropia e fazer mais investimentos sociais.

Hoje crescemos. São mais de 300 projetos em 178 municípios do estado de Santa Catarina. Atuamos junto às escolas e instituições e financiamos projetos, acompanhamos a entidade e capacitamos profissionais dentro das áreas que eles escolhem.

Atualmente o Instituto Guga Kuerten atua em dois focos: o esporte como ferramenta educacional, que abrange crianças de 7 a 15 anos; e a inclusão da pessoa com deficiência, do nascimento até a velhice.

Fotos: Alice Kuerten / Arquivo Pessoal

No foco esportivo, trabalhamos com projetos que o Ministério do Esporte aprova. Na parte educacional, temos outras atividades como cuidadores terapêuticos para pessoas com deficiência e idosos. Nós incluímos sempre a pessoa com deficiência em nossos projetos.

Da parte do Ministério, contamos ainda com a ajuda da Lei de Incentivo ao Esporte, que nos ajuda muito no projeto de utilização do esporte. Com ele, nós podemos executar esse trabalho de atendimento de crianças de 7 a 15 anos.

Alice Kuerten. Foto: Arquivo Pessoal

Hoje vemos que não daria para pensar nesse trabalho todo sem a existência dessa Lei, especialmente porque as empresas querem ajudar, mas muitas vezes não contam com muitos recursos. A Lei de Incentivo nos ajuda neste sentido. A criação dessa possibilidade foi uma maravilha porque atendemos toda a comunidade, não só às crianças como à família, o entorno e muito mais gente.

Peço que os políticos fortaleçam a Lei de Incentivo ao Esporte para que possamos ter mais oportunidades. Somos a favor da transparência e da fiscalização, mas também acreditamos que temos que dar oportunidades para que as pessoas conheçam a sensação que o esporte oferece, que resulta na educação e no convívio. Isso é essencial. Quantos atletas olímpicos temos hoje que começaram dentro de um trabalho social? Em Pernambuco, temos exemplo do Thiago. Veio de uma pobreza grande e este ano carregou a tocha.

Fotos: Alice Kuerten / Arquivo Pessoal

Eu continuo acreditando que o esporte é uma grande ferramenta no desenvolvimento da pessoa como todo, como possibilidade até de relacionamento e convívio. É uma ferramenta maravilhosa para a educação. Seria fantástico se todos os atletas investissem nas suas comunidades, no seu estado. Desejo que isso seja uma verdade pra eles, uma possibilidade, que cada pessoa faça a sua parte. Nós estamos fazendo a nossa dentro de um contexto, mas existem outras tantas oportunidades por aí.

Por isso, peço aos atletas que olhem o seu entorno e proporcionem algo. Você não precisa fazer grandes coisas, faça pequenas envolvendo a sua sociedade. Se cada pessoa fizer um trabalho desses, o somatório vai dar um resultado feliz no final!


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