Tandara Caixeta se divide entre a rotina dentro das quadras e as tarefas como mãe

Tandara e Maria Clara — Foto: Arquivo Pessoal

Por Andrea Lopes

A vida de atleta é intensa. Isso todo mundo já sabe. A de mãe, então, nem se fala! Conciliar essas duas atividades se torna um desafio e tanto. Assim como muitas mamães atletas, a jogadora de vôlei Tandara Caixeta tem experimentado, há quase dois anos, atuar bem nas duas “carreiras”.

No momento, a mãe da Maria Clara (1 ano e 8 meses) está no Japão, onde disputa o Mundial de Clubes, como oposta da equipe do Vôlei Nestlé/Osasco. Seu segundo Dia das Mães será do outro lado do mundo.

Segundo Tandara, a vida é bem intensa, mas ela tenta aproveitar ao máximo os momentos que tem com a filha. “Minha vida requer viagens de curto e longo prazo e tenho que sacrificar um pouco minha vivência com ela, mas sempre na volta tento recompensar. Não abro mão, quando estou em casa, de dar banho, brincar e colocar para dormir. Amo esses momentos, pois só estamos eu e ela e o contato é maior”, conta a atleta.

A ponteira passou o período de gestação praticando esporte e a recuperação também foi toda acompanhada por atividades físicas. Ela voltou às quadras 36 dias após o nascimento de Maria Clara. “O esporte foi muito importante durante e após minha gravidez. Tive a gravidez mais tranquila e saudável possível por treinar até o 8º mês (com pilates, musculação, caminhada, corrida e natação). Em uma semana após o parto já estava fazendo caminhada e com 40 dias já estava saltando e treinando normalmente. Me senti muito bem”, relatou.

Mesmo com tranquilidade, a chegada da filha trouxe mudanças na rotina de Tandara. E não só relacionadas à rotina esportiva. “Como sempre quis ser mãe, pra mim, o nascimento da Maria Clara mudou tudo praticamente. Eu sempre fui de sair e curtir minha vida de uma forma sem limites. Com a chegada dela, tudo mudou. Passei a me dedicar mais a ela e a minha família. Confesso que, hoje, amo ficar em casa”.

Foto: Arquivo Pessoal

Se for pela vontade da campeã olímpica de 2012, a menina não seguirá os passos da mãe. “Eu sempre penso em proporcionar o melhor para ela. Na minha cabeça, não quero que ela seja atleta profissional, pois eu sou e sei que ela sofrerá muito. Nunca queremos ver nossos filhos sofrendo. Mas, será uma escolha dela”, afirmou.

Pelos planos de Tandara, a filha conhecerá alguns lugares que marcaram a infância da jogadora. “Penso em ensinar para ela o que meus pais me ensinaram. Quero mostrar o quão bacana são os momentos em família e quero refazer algumas viagens que fiz com meus pais quando pequena, como um acampamento em João Pinheiro (MG), Carnaval em Lago do Junco, no Maranhão, e, com certeza, voltar ao Araguaia para ela pescar, como meu pai fazia comigo e com meu irmão”.

Como toda mãe apaixonada, ela se derrete ao imaginar como seria se a filha visse essas declarações hoje: “Acredito que ela veria que a mamãe atleta Tandara só quer o bem. Quero cuidar e dar a felicidade que tive para ela. Com toda a certeza, ela é o meu maior amor. Ela é o verdadeiro significado da palavra amor”.