Saudade

Sabe quando saudade tem nome? No meu caso, cabelos castanhos. Olhos da mesma cor, só que mais claros. Sorriso caloroso. Cheiro inconfudível. Lábios atraentes. E uma personalidade apaixonante. Brabinha que só, as vezes. Uma existência deliciosa de se assistir, de se espelhar. Humana como eu e autêntica como jamais serei.

Saudade não é alta, baixinha até. Mas o tamanho dela dentro de mim é imensurável. Tudo bem, não aparece com tanta frequência mas está sempre na cidade.

Carrego-a desde que chegou mudando tudo. Sem saber, continua mudando. E mesmo quando foi, ficou. Afinal, somos isso também. Resultados das nossas saudades. Gostoso até, vai, da pra ser otimista.

Ainda assim, depois de tanto tempo, me pego pensando. E saudade? Será que sente saudades?

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