Gigantes Adormecidos, do americano Sylvain Neuvel.

Dessa vez, trago a vocês o grande lançamento da Suma das Letras: Gigantes Adormecidos, do americano Sylvain Neuvel. Antes de falar sobre o livro, vou me ater a editora mesmo que, de uns tempos pra cá, vem trazendo grandes nomes do gênero da ficção cientifica. Recentemente, a editora relançou Guerra dos Mundos, do H.G. Wells, em uma edição definitiva com ótimas ilustrações, capa dura e uma entrevista.

Pelo que soube, eles não vão parar por aí e no próximo mês estarão no mercado alguns livros vencedores do Prêmio Hugo (os melhores da fantasia e ficção científica, sendo um dos grandes troféus do gênero). A Suma começará a atacar os fãs desse gênero e nós temos muito a ganhar.

Agora sim, indo ao Gigantes Adormecidos. Logo de cara, me identifiquei com o autor Sylvain Neuvel: na contracapa do seu livro dizia que “queria ser astronauta” e aí eu pensei “caramba, eu também eu queria ser”. Desse momento em diante, a leitura só fluiu.

“Não quero correr o risco de quebrar alguma coisa. Prefiro me concentrar em encontrar as outras peças.”

O livro começa com Rose, uma menina de 11 anos, passeando com sua nova bicicleta ganhada de seu pai no aniversário. Andando pelo bosque, de repente foi engolida por uma cratera, que intriga os bombeiros que chegam ao local para resgatá-la. Rose é encontrada caída na palma de uma gigantesca mão de ferro. E a partir desse momento se passam alguns anos e começam uma caçada pelas demais peças desse robô gigante.

A história se desenvolve bem e, a cada capítulo, Neuvel te prende de um jeito que nos faz querer descobrir o que afinal de contas é esse robô e o que farão com ele e toda a sua tecnologia. A Suma de Letras se destacou e ganhou muitos pontos positivos com esse livro: além da linda capa, temos um autor novo pisando em solo brasileiro e apresentando personagens fortes (às vezes difíceis de se identificar). Isso sem contar que a cada momento que eles vão se apresentando e mostrando suas habilidades, conseguimos entender o verdadeiro enredo.

“Passa a impressão de que um indivíduo opera os braços e o tronco, enquanto outro controla as pernas e seja lá mais o que se possa fazer no console”.

Enfim, quem é fã desse gênero de leitura vai se sentir atraído. Logo de cara se vê certas referências, propositais ou não, ao filme Círculo de Fogo (Pacific Rim) e também aos animes Kings of Cydonia e ao eterno Evangelion que, na minha opinião, influenciou a todos os demais. Sim, eu recomendo esse livro aos leitores do Pitacos Culturais.