Colômbia
Vindo do norte do Equador, transpus a fronteira sul da Colômbia no dia 9 de dezembro de 2015 e por lá fiquei por 68 dias vivendo uma das experiências mais lindas que uma viagem pode lhe dar: se apaixonar.

Antes da minha viagem, eu não sabia nada sobre a Colômbia e pouco pensava a respeito, mas logo que fui encontrando os primeiros viajantes pela estrada, conversa vai, conversa vem, alguém sempre tinha um comentário a fazer sobre a Colômbia e, como regra, o que eu ouvia eram sempre coisas fantásticas como "as pessoas mais amáveis do mundo".

Durante minha travessia da Bolívia para o Perú, conheci em dois momentos diferentes, três colombianos e era visível o entusiasmo deles ao me pedir para visitar seu país. Em um dos casos, o rapaz compartilhou um de seus três pães. Se você considerar que eu estava dormindo na estrada e o rapaz foi até mim para me dizer isso, entenderá que tem algo especial com os colombianos.

Meses depois, eu conheci a colombiana Daniela que trabalhava na capital do Equador, Quito, e depois de uma semana juntos, ela me convidou para passar meu primeiro natal em viagem na casa de sua família no sul da Colômbia. Para lá eu fui e… Acredite, eu me senti em casa.

E pela primeira vez na viagem, percorri um país inteiro sem usar a bicicleta. As pessoas que eu ia conhecendo faziam questão de presentear-me com passagens de ônibus, e assim eu fui de um lado para o outro dentro da Colômbia, reencontrando amigos feitos em outros países e vivendo namoricos de estrada em cada canto até parei alguns dias mais em Medellín e esbarrei na garota errada.

Medellín! Uau, que cidade. Comecei a explorá-la em seu lado mais clichê: a vida de Pablo Escobar. Um bom amigo norte-americano, o Luke, estava na cidade e acabamos por explorar os lugares que remetem as pessoas aos anos onde Medellín foi o centro do narcotráfico mundial, um estigma que a cidade, talvez, nunca vá perder, infelizmente. E não, os colombianos não querem e não merecem que você inicie a conversa usando o Escobar como tema (embora seja quase impossível você não tocar no assunto, mais ou menos do que ir à Alemanha e não falar de Hitler com um alemão por pura curiosidade).

Ah, sim, já ia esquecendo: a tal garota errada. Pois é. Passeando pelas ruas de Medellín conheci a moça e começamos a sair e quando vi nós estávamos saindo havia um mês e eu vivendo como um andarilho dentro da cidade, trocando de Couchsurfing semana após semana. Aconteceram tantas coisas…

Até que realmente precisei fugir da cidade para não procrastinar o inevitável: eu precisava seguir viagem, buscar meus objetivos maiores e não apostar em algo que aconteceu mais pela aura, beleza, espírito, charme do contexto do que realmente “ok, é o meu grande amor”, claro que não, porém isto não impediu (e nunca impedirá) da história ser linda e, pelo menos à memória dos envolvidos, para sempre.

E então, dia 15 de fevereiro de 2016, no mar do Caribe, cruzei a fronteira marítima para o lado do Panamá, não olhando para trás, contudo ciente de que vivi dois lindos meses da minha vida; no país que tem o calor, o cuidado e o sorriso em sua essência.

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