© monica march

[adote um amigo de pelos]

Sou uma fã doente dos animais e defensora de seu bem-estar. Já adotei minha querida Vida, ajudei outros tantos a encontrar uma casa, castrei, alimentei. Sou a chata que fala sobre a importância de castrar animais adotados que viverão em contato com outros animais [leia mais abaixo]. Faz parte da vida de quem quer ver mudar a situação que se observa hoje.

Existem hoje várias ONGs que recolhem animais, tratam e castram antes de colocá-los em casas de “donos provisórios” — onde estarão abrigados até que um lar definitivo os receba. Para ser candidato à adoção dos bichinhos normalmente é preciso levar CPF e comprovante de residência [pois o pessoal costuma verificar que tipo de condição está dando o novo dono ao animal].

© monica march

Um detalhe importante, que inclusive eu mesma descobri ao adotar a Vida [dona desse focinho simpático aí do lado, que já era adulta, e hoje tem 15 anos], é que existem inúmeras vantagens em escolher um animalzinho já crescido, ou seja, que não é mais filhote. Eles são mais tranquilos, não latem tanto, não choram à noite e as chances de que destruam os móveis, chinelos, roupas, papel higiênico ou qualquer outra coisa pela casa são pequenas. Além disso, por já ter passado um tempo da vida sozinhos, são mais independentes [o que permite ausências do dono para trabalhar, por exemplo] e obedecem com mais facilidade aos ensinamentos — incluindo fazer as necessidades no local adequado. Se adaptam rapidamente ao novo lar e às pessoas que vivem ali e são eternamente gratos porque os escolhemos — ou porque eles nos escolheram e nós aceitamos o seu “pedido”. É uma coisa meio mágica. Daquelas que não dá pra explicar direito falando, tem de viver mesmo.

Seja um dono responsável

Um dos maiores sucessos da propaganda dos últimos tempos é a simpática e emocionante campanha de uma marca de produtos alimentares para animais de estimação “adotar é tudo de bom”. Começou com “cachorro é tudo de bom”, coquistou o público e virou um projeto super legal de incentivo à adoção de cachorros [principalmente] e gatos e — tão importante quanto — a compreensão do papel de dono responsável.

Posse responsável é coisa séria. Além de entristecer àqueles que amam os animais, as cenas de cachorros abandonados pelas ruas das grandes cidades também colabora [e muito] para a disseminação de doenças, transformando-se em um dos mais graves problemas de saúde pública. Infelizmente, muito poucos entendem assim, para desespero dos animais e daqueles que gostariam de vê-los desenvolver seu melhor papel: o de melhor companheiro, fiel escudeiro, amigo que não mede seu amor por convenções cotidianas ou aceites sociais. Não à toa, o sentimento tão louvável virou expressão sinônima: fidelidade canina.

Por isso, quando se adota um animal é preciso pensar muito antes, porque se assume uma responsabilidade para com um ser vivo que dependerá exclusivamente de você. Tem o básico: água fresca todo dia, uma área limpa e protegida para ficar e dormir, ração adequada de boa qualidade, vacinas todos os anos, levar para tomar banho e, em alguns casos, tosar o pelo regularmente, além de ficar atento para o aparecimento de pulgas, carrapatos, prevenindo que uma infestação comprometa a saúde do animal e das pessoas da casa.

Mas existem fatos que muitas pessoas parecem ignorar quando compram ou adotam um animal de estimação: eles ficam velhos como nós e precisam cada dia de mais assistência — exames, tratamentos especiais com medicamentos, consultas veterinárias. Prever isso é essencial, pois não é justo [e isso acontece muito, acredite] que depois de anos ao seu lado, sendo um amigo fiel e companheiro, se abandone o bichinho doente para morrer em algum lugar ou se “esqueça” dele sem se importar com o sofrimento daquele que o ama de maneira incondicional — para ele nunca importou sua condição social, a forma como se veste, se é gordo, magro, bonito ou feio. Ele só quer o seu carinho e, pode ter certeza, vai devolver em dobro tudo aquilo tiver de você.

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