It Was About Love

É difícil se acostumar com a perda de alguém. Seja com a morte, com o afastamento ou qualquer outra dessas artimanhas da vida, nós acabamos perdendo alguns companheiros no meio do caminho e isso quase sempre é doloroso. Em “Para Sempre Alice”, é possível observar isso quando Alice é diagnosticada com mal de Alzheimer precoce e sua família é obrigada a lidar com sua condição enquanto ela tem que aprender a suportar a perda de si mesma.

O que torna esse processo mais difícil é a necessidade que temos de ter as coisas e as pessoas para nós mesmos. Nós nos agarramos à ideia de que uma relação só é válida quando perdura e esquecemos de apreciar os momentos ao lado de alguém como experiências únicas que, mesmo sem se repetir, nos proporcionam felicidade.

Relacionamentos são voláteis, assim como nós. Tudo o que acontece em nossa vida gira em torno das mudanças que sofremos ao longo do tempo. Assim como valorizamos essas mudanças, é preciso também aprender a estimar as pessoas que foram deixadas para trás para que elas acontecessem.

Seja como for o desfecho, em algum momento, essas pessoas nos fizeram felizes e são esses momentos que apertam o coração e permanecem conosco para todo o sempre. Assim como Alice nos lembra no filme, uma borboleta vive durante dois dias. Dois dias nos quais ela esbanja a maior beleza que poderia ter e aproveita as mudanças que seu novo corpo lhe proporciona. Querendo ou não, depois desses dois dias, sua história foi linda, mesmo que tenha sido curta. Querendo ou não, depois de uma perda, a história que vivemos foi sobre o amor e com amor ela será pra sempre lembrada.

Dados da Obra

Título: Para Sempre Alice

Roteiro e Direção: Wash Westmoreland e Richard Glatzer

Lançamento: 2015

País de Origem: Estados Unidos da América

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