A busca

por João Vítor Pereira

Correria. Desatenção. A procura por algo… Pessoas nas ruas sempre com o celular na mão já virou rotina nos maiores centro do mundo. Para muitos, está relacionado com o trabalho — enquanto para outros está ligado a entretenimento e diversão. O fato é que as relações e interações estão cada vez mais digitais.

Um paradoxo: a tecnologia que foi criada para nos dar mobilidade acaba nos deixando “presos” por boa parte do nosso dia a partir do desenvolvimento de aplicativos. Um exemplo é o serviço de mensagem, pois poucas pessoas utilizam o serviço de SMS. Para buscar contato com outras, a utilização é o aplicativo Whats App, o qual manda mensagens de forma rápida, além de ser possível gravar áudios e mandar fotos e vídeos. Outro exemplo está em utilizar o Facebook para sabermos o que ocorre no mundo de notícias e, claro, saber das novidades de nossos amigos. Hoje, estamos trabalhando, mas conferindo o celular seguidamente. Em casa, segue a mesma rotina e até em momentos de encontro com amigos.

Outro detalhe é o fato de estarmos sempre com pressa. Mandamos uma mensagem ou um e-mail e queremos resposta na hora! Se a pessoa demora mais de dois minutos responder… mandamos outra para saber se a mesma recebeu o recado. Estamos dependentes da tecnologia. As redes sociais nos conhecem melhor do que nós mesmos, em muitos casos. Pelas nossas pesquisas, pelas curtidas, pelos comentários e pela interação com outras pessoas, é possível diagnosticar o perfil exato de cada pessoa.

Recentemente, um aplicativo foi desenvolvido e faz um enorme sucesso entre os jovens e os adultos. Um jogo, no qual, é possível relembrar a infância ou um momento vivido na década passada.

Falo de Pokémon Go, a grande sensação que trabalha com a mesma ideia do desenho de “ser um mestre Pokémon” a partir da sua cidade. Um jogo, totalmente interativo que faz as pessoas explorarem diversos pontos da sua cidade para ter o maior número possível de Pokémons e progredir de nível. O mapa mostra sempre a localização da pessoa a partir do momento que ela abre o aplicativo. A partir disso, é possível ver os ginásios de batalha próximos, locais para capturar novos Pokémons e onde pegar mais pokebolas. O fato de um grande número de pessoas estarem jogando faz com que sejam criados diversos eventos de “Caçada Pokémon” nas cidades. Recentemente, ocorreu no Parque Farroupilha (Redenção) e no Parque Moinhos de Evento (Parcão) em Porto Alegre. A ideia é que os jogadores se encontrem e saiam em busca do objetivo do jogo.

Além disso, é possível ver em shoppings e universidades da capital gaúcha diversas pessoas no mesmo ponto utilizando o aplicativo. Portanto, um enorme grupo pode ser apenas a busca pelo tão sonhado Pokémon.