O Espírito Olímpico
por Emily Mallorca
Grande fã de basquete e de outros esportes como o futebol e o surfe, a jornalista Manuela Ramos, 22 anos, viu nos Jogos Olímpicos Rio-2016 a oportunidade de realizar um de seus maiores sonhos: assistir à seleção dos Estados Unidos jogar. No dia 14 de agosto, Manuela acompanhou de pertinho o jogo dos americanos contra a França. “A grande variedade de modalidades nas Olimpíadas é o que trouxe o encanto. Esse evento deu a oportunidade de realizar os sonhos de quem é fã de esporte como eu”, destacou.

Entretanto, Manuela não foi à “Cidade Maravilhosa” apenas como turista: ela trabalhou também durante as duas semanas do evento, como editora de texto para o programa “Madruga SporTV” (do SporTV 4, canal 24 horas). O veículo de comunicação foi o responsável pela maior cobertura da história das Olimpíadas com 16 canais ao todo. A fim de se destacar dos demais meios, Manuela apostou no diferencial das coberturas, visto que o SporTV teve muitas câmeras exclusivas, repórteres em todas as competições e comentaristas especializados a fim de levar conteúdo esportivo ao telespectador. Para a jornalista, fazer uma transmissão diferente dos demais veículos é ao mesmo tempo um desafio e uma motivação.

Manuela é gaúcha, formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Durante as Olimpíadas, a jornalista contou que encontrou muitos torcedores gaúchos representando o espírito gaudério no Parque Olímpico e por todo o Rio de Janeiro. “Não fui a uma partida ou dei uma volta na cidade sem encontrar alguém com a camiseta do Inter ou do Grêmio, às vezes com bandeiras dos times e também a do Rio Grande do Sul”, enalteceu.
E, pelo que comenta Manuela, torcedores de todas as bandeiras puderam festejar com tranquilidade. Quem visita a cidade carioca fora de época pode perceber muita diferença em relação à segurança feita nos dias do evento. Segundo o Ministério da Justiça, foram investidos R$ 350 milhões em segurança nos Jogos Rio 2016. Ao todo foram contratados 85 mil profissionais, sendo 47 mil de segurança pública e defesa civil e 38 mil das Forças Armadas. “A quantidade de policiamento aumentou muito nas ruas, além de estarem espalhados em diversos pontos da cidade, eles andavam fortemente armados. Outra diferença são as placas com explicações em inglês, o Rio de Janeiro está bem melhor sinalizado”, contou.
O maior evento esportivo já realizado na América do Sul fez com que diversas gerações de diferentes culturas se encontrassem pela uma cidade para trocar experiências. Além do Parque Olímpico, os turistas podiam conferir, sem custos, o evento pelos telões do Boulevard Olímpico. “A interação entre os brasileiros e estrangeiros foi muito legal, toda hora eu via pessoas se ajudando e conversando sobre as Olimpíadas. O clima olímpico estava maravilhoso”, exclamou.

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