O Meu Arredio Poético.

Manifesto N º 1

Não somos marginais por sermos boêmios, muito menos por estarmos longe da arte pública — somos marginais por sermos livres; espíritos inovadores, espíritos artísticos no sentido mais literal, no sentido mais histórico.

Não nos dobramos para a fraqueza poética, para a apoeticidade qual avilta contra a beleza de ser, a beleza de escrever. Nós dobramos a realidade para esses fins; somos artistas belos, não por dervixe de ego, mas por uma missão; e não vamos desistir até recobrar o que um dia fora nosso, a virtude que um dia brilhava em nossas manhãs!

Portanto, deixe que brilhe fúlgida e ofuscada a luz incólume que banha tua pele, dê uma abraço na beleza, aceite que acima de Recifense, sou poeta; não por escrever a poesia, ou pela prosa que sai de minhas mãos, mas porque sou livre, e a liberdade de sentir é a última sutileza para viver nesse mundo virulento. Aqui nasce! E para sempre será!

— Essa é nossa poesia, essa é nossa luta.