Porque sai dos grupos de sagrado feminino e de feminismo

Moças, preciso conversar algo sério com vcs, e rapazes também! Tenho 34 e apesar da pouca idade (me acho nova) já passei poucas e boas nessa vida que até Nossa Senhora duvida. Eu amo o meu sagrado feminino e vou ser feminista além morte, pois, como costumo dizer, o feminismo me salvou, mas eu descobri que esse caminho é sozinho. É vc contigo mesma! 
Tenho recebido e tenho visto tb (com esses olhinhos) provocações de mulheres contra mulheres, homens contra mulheres, mulheres que se dizem feministas desejando até a morte e difamando outras mulheres. Se fosse a galera do meio corporativo ou do mundo acadêmico….eu até ficaria ‘’de boas’’ porque, néh, a gente sabe e a gente espera que nesses mundinhos isso ocorra. Infelizmente, é de onde menos se espera que você mais ver isso: mundo que se utiliza do termo ‘’sagrado feminino’’ e em revistas/ páginas/ grupos feministas. As feministas são más? Lógico que não, a gente não come criancinha! Mas o problema não está no feminismo, está nas pessoas! O problema não está no sagrado feminino, está nas pessoas! E tem muita mulher, mais muita mesmo, se utilizando desses dois lugares para serem patriarcas, tiranas e trazer difamação. Tem homem também se utilizando do seu poder midiático nas redes para difamar moça, para fazer bullying e até desejar suicídio (amigo, não sei se você sabe, mas isso dá cadeia, é crime você influenciar outrem a se suicidar). E por isso o feminismo é importante, mas ele só ocorre de verdade quando a pessoa é bem intencionada e boa intenção independe de gênero. Com o tempo eu fui saindo dos grupos, das páginas, fui bloqueando pessoas a fim de manter a minha saúde e sanidade mental. Todos nós podemos brilhar, todas as luzes são diferentes e bonitas, mas basta você aparecer um pouco que as pessoas desejam a sua cabeça em uma bandeja. Todo dia é uma moça foda vindo no meu inbox falar que está sofrendo ataques (EU TENHO PRINTS! É REAL). Tem moça sendo perseguida por revista feminista famosa, dessas que todas vcs já curtiram, inclusive eu! Tem rapaz famosinho da net perseguindo o trabalho da moça, desejando a morte mesmo, está lá para todos verem ( e o povo acha bacana! Quando nos tornamos esses seres destrutivos mesmo?), tem mulher que prega ‘’sagrado feminino’’ falando mal da mina que apareceu na televisão. Com o tempo, eu fui saindo de tudo, eu já sofri muito ataque, mas é que fico calada, com o tempo fui bloqueando e pensei ‘’Palmira, continua fazendo o seu trabalho, avante no seu caminho e continue, não dá para perder tempo olhando para ataques, olhe para o que é bom’’. E não dá mesmo, queridos! Não dá, temos muita coisa a fazer! Eu não entendia porque sofria tanto ataque de gente que se diz ‘’da paz, namastê’’, afinal, eu nunca desejei esse publico, eu sempre fui uma historiadora que falava de vagina, de boceta, de cheiros, de plantas e mulheres e sobre minha condição sinestésica. De alguma forma, meus textos acabaram descobertos por essa galera e aí todo o ataque começou … e foi triste! Eu conheci o pior do ser humano justamente no lugar de quem se dizia ‘’do amor’’. Creio que a gente procura o que mais precisa e, talvez, essa galera fale tanto de amor e de gratidão, justamente, por ter ou conhecer muito pouco desses sentimentos no coração. Meus cursos passaram a ser massacrados, mulheres mais velhas que mexiam com perfumes passaram a me perseguir e debochar publicamente dos meus textos, gente que se diz fofa e bacana me retirou de congressos e encontros através de fofocas, teve até mulher ‘’namastê gratidão’’ me perseguindo diariamente no email perguntando valores e conteúdo do meu curso (todo dia, perseguição mesmo)…depois de meses descobri que era pq ela ia administrar um curso de uma outra pessoa com tema análogo e queria me tiranizar (tem espaço para todo mundo, linda!!!!). Já teve famosinha desdenhando de mim, dizendo que roubei os lacres de cera dela (alô, senhora, brasão de cera tem, pelo menos, 7 séculos), já teve gente me apoiando em plágio e depois indo confraternizar com o plagiador, já teve de tudo o que vocês possam imaginar e eu…bom, eu continuei seguindo, as vezes triste e sem vontade, mas a vida é uma gincana e precisamos seguir! E estou aqui, seguindo no meu cantinho, fazendo o meu feliz da vida, sabendo que muitos falam mal, mas é aquilo: quem tá falando mal e fazendo mal é porque não está produzindo. Quem produz, brilha! E isso virou minha máxima de vida! Se você é mais velha e não sabe usar as mídias, aprenda! Se você quer escrever um livro, escreva! Se você quer produzir texto, produza! Se você quer ter um programa na TV, aparecer em um, faça contatos, se trabalhe! O que não dá é para vc maldizer o outro e muito menos copiar o outro. Até o fato de eu ser sinesteta pegam para falar mal, de um dia para ou outro também muitas fabricantes de aromas se tornaram sinestetas e criam bio-olfato-sensores e arte-olfativa (termos meus) . Galera, autenticidade também é tudo! Se a moça brilha muito, talvez, além de produzir e trabalhar, ela também seja autêntica. Então, assim, mais amor aí! Outra coisa, revista feminista falando mal de mulher, tentando passar outra mulher como louca, não dá! Por isso me recolhi, sororidade só nas encolhas, fazendo o meu aqui quietinha. Entendi que meu feminismo é no dia a dia, que meu modo de ação é outro e que sagrado feminino é o que faço com meu corpo, com os meus órgãos e o meu respeito pelas outras mulheres. Não quero, não vou e não estou a fim de pessoas que destroem outras, eu quero amor! De resto, eu realmente não tenho tempo, meu alquimista tempo foge de mim. Eu trabalho demais, leio em demasia, pinto o tempo todo, faço perfumes, tenho uma doença incurável que me exige TEMPO! Quem puder seguir, vem junto, quem realmente entende o que é sagrado que caminhe, quem quer só invejar o sagrado do outro, que fique para trás. 
*Esse texto foi escrito como desabafo, mas também com amor para todas as moças que vem ao meu email mostrar prints absurdos e abusadores. Força, queridas! E um abraço com muito carinho! Avante na gincana da vida, bloqueiem quem não acrescenta e ande seu caminho!

Palmira Margarida é historiadora especialista em cheiros e emoções e ama pesquisar sobre aromas do corpo feminino. É sinesteta e come coisas só porque são amarelas, inclusive não-comestíveis. Ama viajar e captar os aromas das trilhas e das histórias dos lugares por onde passa. Cria aromas-artísticos e provocadores e você pode encontrar em www.perfumebotanico.com.br
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