Pulso #8 Transbordamos

Relato do pulso-assembléia-transbordamento de 19/08/17

Com o fechamento do nosso segundo ciclo de aprendizado, chegamos a mais um encontro especial organizado pelos próprios alunos da Multiversidade. As organizadoras da vez foram a Sophia, a Luciana e a Nathalia. Chego ao pulso, apesar do dia frio e chuvoso, com um calor no coração de novamente nos encontrarmos para a Assembléia e Transbordamento.

O Famoso Brownie

O Pulso não poderia começar melhor, com uma degustação e adivinhação coletiva de quais eram os ingredientes do ma-ra-vi-lho-so suco verde que a Sophia levou para nós. Por fim, eram mais de dez ingredientes e estava incrível. A proposta de realizarmos um pique-nique coletivo nos proporcionou uma mesa muito farta e até mesmo a presença do famoso e tão esperado brownie da esposa da Lucas.

Começamos o pulso de fato relembrando os nossos valores enquanto as ultimas pessoas se direcionavam para a roda. Na sequência, uma breve meditação e silêncio nos trás à presença desse encontro.

O check-in do dia começa de uma forma diferente, tendo cada um dos Inversos conosco, seja presencialmente ou representado por plaquinhas nas cadeiras, inseridos na roda. Foi maravilhosa a oportunidade de ouvir um pedacinho de cada um, e inclusive saber por onde estavam aqueles que não puderem comparecer no dia.

Todos presentes na nossa roda por meio de carinhosas plaquinhas.

A Lu, Nat e So nos contaram um pouco sobre a felicidade de participar do processo de criação desse encontro e, para o período da manhã — O Transbordamento — propuseram a realização de um Open Space guiado pelo tema “O que está acontecendo?”. Para a atividade, foram descritas três possibilidades de papeis: os anfitriões, aqueles que sugerem uma atividade a ser realizada; as abelhas, que vão viajando e polinizando de grupo em grupo; e as borboletas, que em seu tempo interno, encontram-se no seu próprio espaço, com a liberdade de estar só, ou juntar-se a outras borboletas para deixar fluir a dinâmica que vier. Tudo sempre pautado na liberdade de ser e fazer e no acolhimento daquilo que for espontâneo de cada um.

Princípios que nortearam a nossa prática do Open Space

Organizaram-se cinco grupos acerca dos seguintes temas:

Evento Multiversidade

Como ampliar o impacto da Multiversidade para o Mundo

O que queremos para o próximo ciclo na Multiversidade

Uma brincadeira de 5 Marias

Ajudar o Lucas com ideias no trabalho dele

Durante o Open Space, abelhei do grupo das 5 Marias para a discussão sobre o Impacto da Multiversidade no mundo. Ao fechar esse ciclo nos juntamos novamente em roda para compartilhar os insights e aprendizados de cada grupo. O grupo sobre Eventos, que na prática se juntou ao grupo sobre o que queremos para o próximo ciclo, mapeou diversos potenciais de eventos, além de chegar a uma ideia sobre o que queremos para o próximo ciclo: compartilhar. Algumas angústias do grupo foram transparecendo durante a conversa, nos fazendo perceber as diferentes percepções que temos quando se fala em “o que está acontecendo?”. Para alguns, chegamos a uma fase de “silêncio confortável”, no qual por vezes estamos mais presentes na rotina cotidiana do que no grupo, e tá tudo bem. Já para outros, tal silêncio finde a sinalizar grandes potenciais não explorados dentro e fora do grupo.

Como a conversa tomou cara de Assembléia um pouco antes do planejado, retomamos o feedback do Open Space com um fechamento que não poderia vir em melhor hora. O grupo das 5 Marias nos lembrou que quando não conseguimos falar, a gente brinca. Isso por si só já diz o não dito, acolhe o que deve ser acolhido, flui. Em seguida, partimos para o almoço com alguns questionamentos em mente, olhando para a nossa postura perante o grupo, especialmente sobre o que nos incomoda, e como lidamos, ou não, com isso.

Nossa mesa incrível de almoço e o grupo de ajuda para o trabalho do Lucas rolando durante o Open Space

Retornamos do almoço para o momento de Assembléia nos tornando presentes com a pergunta “Por que você está e por que você continua na Multiversidade?”. Registramos no flip um pedacinho da resposta de cada um.

“Por que você está e por que você continua na Multiversidade?”

Tendo uma visão do proposito de cada um, seguimos a Assembléia conversando sobre as angústias e sentimentos coletivos e sobre como podemos co-criar as melhores soluções coletivas. Conversamos sobre como aprendemos muito fazendo as coisas e nesse momento surgiu um conceito ótimo. O conceito de Jerônimo: uma pessoa puxa para si o cipó, alguma atividade que se responsabiliza em encaminhar, e com isso sai correndo e grita Jerônimooooo, nessa hora, quem sentir o chamado para ajudar nessa causa se ajunta no mesmo cipó e ajuda a tocar a atividade que for que ser feita. Diz muito sobre nos auto responsabilizarmos pela transformação que queremos ver no mundo, ops, na Multiversidade.

Concluímos o dia com o check-out e aquele sentimento que aconteceu tudo exatamente como tinha que acontecer.

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