Fonte: HypnoArt (Pixabay)

Crise na sociedade do trabalho assalariado

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Apr 26, 2017 · 9 min read

Uma sociedade do pós-trabalho é possível?

Edição: Jéferson Rodrigues e Rico Machado


A Grande Transformação do Mundo do Trabalho

Revista IHU On-Line, n. 256

Se um automóvel custava 20 mil dólares na era fordista, “hoje, devido à produção asiática, ele custa quatro mil dólares. Essa mudança faz com que cada vez mais a China se transforme na grande oficina do mundo, enquanto a Índia passa a ser o escritório do planeta e a América do Sul, uma grande fazenda do mundo”, constata Marcio Pochmann.

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“ O mais significativo é reconhecer que há uma transformação no mundo do trabalho, que veio para ficar. Está em curso uma reestruturação capitalista que, de certa forma, fortaleceu o poder das empresas e, por conseqüência, trouxe uma desvalorização do trabalho.” — Entrevista especial com Marcio Pochmann.


“Uma coisa parece clara: não há nenhuma chance de sair da crise sem que o capital retome a via do endividamento. O problema é que, mesmo que os bancos centrais estejam criando liquidez, mais do que devem, essa liquidez não desemboca na economia real, permanece nos circuitos financeiros e, portanto, alimenta uma nova (e enorme) bolha financeira. Que está por explodir nos próximos meses”. — Entrevista especial com Christian Marazzi

Revista IHU On-Line, n. 390

A edição 390 discute as mutações do mundo do trabalho no mundo contemporâneo são um tema que perpassa a trajetória da revista IHU On-Line. O material publicado constitui uma instigante fonte de pesquisa e contribui para todos/as aqueles/as que lutam pela emancipação dos/as trabalhadores/as.

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“As últimas três décadas do século XX foram palco de transformações rápidas e radicais. Podemos dizer que as épocas de crise e de mudança sempre se prestaram ao aparecimento de prognósticos e avaliações que, por estarem embasados em uma realidade movediça, muitas vezes, acabam por indicar mais as (des)esperanças ou expectativas dos avaliadores do que cenários realmente existentes”. — Artigo de Marco Aurélio Santana

“os trabalhadores jovens entram no mercado de trabalho, são rapidamente absorvidos pelas empresas, consumidos por um regime fabril despótico, e quando adoecem são também rapidamente demitidos e substituídos por outro trabalhador jovem, que recomeça o mesmo ciclo” — Entrevista especial com Ruy Braga


Sotck Snao-Pixabay/Creative Commons

A emergência do trabalho imaterial

“Assiste-se a uma transformação significativa no processo produtivo. Em contraponto ao trabalhador calado do modo de produção do capitalismo taylorista-fordista, o capital produtivo da revolução informacional pede um trabalhador que disponibilize recursos imateriais como o conhecimento, a cooperação e a comunicação nos processos de trabalho.” — Artigo de César Sanson

A antiga fábrica

“Vivenciamos um momento de transição em que convivem características típicas do capitalismo moderno e do fordismo, como exploração e extração de mais valor, com outras novas, que se contrapõem a elas e tendencialmente passam a ter um papel central, como é o caso do trabalho imaterial.” — Entevista especial com Sílvio Camargo

“A economia imaterial se transformou no núcleo propulsor do novo capitalismo e empurra para a periferia à velha economia material.” — Artigo de Cesar Sanson

A nova fábrica

“Advertiu na década de 1990 que a crescente produtividade proporcionada pelas novas tecnologias geraria um desemprego estrutural insolúvel, a menos que se reduzisse a jornada de trabalho (O fim dos empregos. Makron Books, 1995). Começou esta década falando de A Terceira Revolução Industrial (Makron Books, 2011), estágio para o qual nos precipitamos com a convergência de novas formas de comunicação e novas fontes de energia — o telefone, possível graças à eletricidade, e o petróleo, que, por sua vez, condicionou o modelo de transporte, serão ultrapassados pela combinação internet-energias renováveis” — Entrevista com Jeremy Rifkin.

Sociedade Com Custo Marginal Zero — Apresentação de Gilberto Faggion e Lucas Luz

Wilkernet-Pixabay/Crative Commons

A crise da sociedade salarial

“ Os economistas, os governos, os homens de negócios reclamam pelo crescimento em si, sem jamais definir sua finalidade. O conteúdo do crescimento não interessa aos que decidem. O que lhes interessa é o aumento do PIB, ou seja, o aumento da quantidade de dinheiro trocado, a quantidade de mercadorias compradas e vendidas no decurso de um ano, quaisquer que sejam essas mercadorias.” — Artigo de André Gorz

Revista IHU On-Line, n. 216

“Se o capitalismo industrial podia ser caracterizado pela produção de mercadorias, o capitalismo cognitivo produz conhecimentos por meio de conhecimento e vida por meio de vida”, constata Yann Moulier-Boutang

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“O trabalho tem estado no centro de profundas e radicais transformações provocadas pelo capitalismo no final do século passado e início deste novo milênio. O impacto da revolução tecnológica em curso tem sido tão grande que ainda estamos como que no meio do redemoinho por ela causado.” — Artigo de Andre Langer.

Revista IHU On-Line, n. 98

“ A crise do emprego pode ser interpretada como uma verdadeira ruptura histórica na longa dinâmica do capitalismo. Essa ruptura se manifesta, principalmente, em duas tendências do capitalismo contemporâneo: papel central do conhecimento na organização social da produção e imponente processo de financeirização”

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Joel Fotos-Pixabay/Creative Commons

Pensando uma sociedade Pós-Trabalho

“O trabalho industrial típico do capitalismo, da fábrica é o exemplar mais acabado do tipo moderno que tinha o tempo como critério para medir a produtividade. Esse trabalho está passando por uma crise. A sua análise é fundamentada numa crítica da racionalidade econômica.” — Entrevista especial com Josué Pereira da Silva

IHU Ideias, n. 246

“Nos últimos 40 anos, o atual processo de acumulação e valorização capitalista assumiu nomes diferentes: o mais comum deles, pós-fordismo, é também o mais antigo. O termo “pósfordismo” se tornou popular durante a década de 1990, especialmente através da école de la régulation francesa. Esse termo, entretanto, não deixa de conter ambiguidades e interpreta- ções diversas, como ocorre com todos os termos que são definidos de modo negativo”

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“ É uma proposta que responde, por um lado, aos anseios históricos dos trabalhadores de todos os tempos. Nesse sentido, ela retoma esta grande luta por trabalhar menos tempo. Por outro lado, responde à grande questão do momento: a distribuição da produtividade. Hoje o sistema produtivo é capaz, por conta das inovações tecnológicas, de produzir mais, com menos trabalhadores e em menos tempo. Ou seja, o grande desafio que se coloca não é mais prioritariamente o da produção, mas o da distribuição das riquezas socialmente produzidas.” — Entrevista especial com André Langer

Revista IHU On-Line, n. 327

A edição da IHU On-Line sobre Biocapitalismo e trabalho, foi inspirada pelo livro Crise da economia global. Mercados financeiros, lutas sociais e novos cenários políticos (em tradução livre), publicado por Verona, Ombre Corte/Uninomade, 2009, organizada por Andrea Fumagalli e Sando Mezzadra.

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“Há mais de 40 anos, o filósofo André Gorz alertava: o capitalismo tentaria capturar causas ambientais. Antídoto: a ideia radical de que uma boa vida não está ligada a privilégios, mas à construção do Comum.” — Artigo de Razmig Keucheyan

“A casa está pegando fogo…”, não sou eu que o digo, mas o Presidente Jacques Chirac em Johannesburgo. Enquanto, em 1954, Jacques Ellul figurava como um mensageiro do apocalipse, todos nós sabemos hoje que estamos indo direto de encontro ao muro.” — Artigo de Serge Latouche

Revista IHU On-Line, n. 333

A Renda Básica de Cidadania é “uma renda paga por uma comunidade política a todos os seus membros, em termos individuais, sem comprovação de renda nem exigência de contrapartida” (Alessandra Scalioni)

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“País nórdico será o primeiro do mundo a experimentar em 2017 essa forma de remuneração. Um grupo de pessoas passarão a receber uma quantidade de dinheiro por mês sem motivo algum, quer a pessoa esteja empregada ou não.” — Reportagem de Belén Domínguez Cebrián

“A instauração de uma Renda Básica significaria uma independência sócio-econômica, uma base autônoma de existência muito maior do que a atual para boa parte da sociedade, principalmente para os setores mais vulneráveis e mais dominados como boa parte dos trabalhadores assalariados, pobres em geral, boa parte das mulheres etc.” — Entrevista especial com Daniel Raventós

“A ideia de que você trabalha muito e paga seus impostos, ao mesmo tempo em que eu vivo de sua bondade obrigatória, nada fazendo por decisão minha, não é admissível. Para que uma renda básica universal seja legítima, não pode ser financiada por impostos que são cobrados de João para pagar a José. Por isso a renda básica universal não será paga com dinheiro de impostos sobre as pessoas, mas com rendas do capital.” — Artigo de Yanis Varoufakis

Programa de Renda Mínima — Apresentado por Eduardo Suplicy

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Esta publicação reúne inúmeras entrevistas, artigos, cadernos e revistas que debatem os temas em torno do mundo do trabalho nas sociedades contemporâneas

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