Fonte: Pixabay

Futuro do Trabalho — Limites e Possibilidades

IHU
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Apr 27, 2017 · 15 min read

Edição: Jéferson Rodrigues e Rico Machado


Trabalho flexível: a crise das representações trabalhistas

A flexibilidade das relações de trabalho significou “precarização do emprego, redução salarial e fragilização dos sindicatos”, considera José Ricardo Ramalho, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para ele, o modelo de trabalho pós-fordista tem contribuído para o aumento da produtividade, exigindo mais formação educacional dos funcionários, apresentando uma situação de vulnerabilidade para sindicatos e trabalhadores. Para ler a entrevista na íntegra acesse.

As vantagens ilusórias do trabalho a distância

O trabalho remoto, realizado por meio de computadores domiciliares e telefones celulares inteligentes, tablets e laptops conectados às empresas por meio da internet, cresce no mundo e dobrou no Brasil, no ano passado, para 1% do total, mostra pesquisa da Organização Internacional do Trabalho — OIT e da Fundação Europeia para a Melhora das Condições de Vida e de Trabalho (Eurofound) em 15 países da Europa, das Américas e do Japão. — Reportagem de Carlos Drummond

Diploma inútil? Por que tantos brasileiros não conseguem trabalho em suas áreas

Enquanto você lê esta reportagem, milhares de jovens pelo Brasil se preparam para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), prova que pode garantir a entrada deles na universidade. Os estudantes apostam na graduação no ensino superior para começar uma carreira. No entanto, muitos dos que pegam o diploma hoje não conseguem exercer sua profissão — Reportagem publicada por BBC Brasil

Foto: blog_novadrivedigital

Inteligência Artificial

A inteligência artificial e as mudanças nos comportamentos humanos

“Nós nem sempre tivemos a mesma concepção de inteligência. Durante muito tempo, a inteligência era considerada uma faculdade da alma, o privilégio de seres humanos. Criar uma inteligência artificial significava, portanto, animar uma máquina no sentido próprio da palavra, isto é, insuflar-lhe uma alma. Necessitava-se de algo que provocasse isso, luz ou eletricidade.” — Entrevista com Jean-Michel Besnier

Inteligência artificial: “Precisamos mesmo de esperar por um desastre?”

“Trabalhar menos e ter uma vida mais fácil é um desejo universal. Na sociedade descrita por Thomas More, as pessoas podiam escolher carreiras de acordo com os seus interesses (um conceito relativamente novo para a época), todos tinham de trabalhar (incluindo na agricultura) e as jornadas de trabalho eram reduzidas.” — Entrevista com Luciano Floridi

“A inteligência artificial pode significar o fim humanidade”, afirma Hawking

O astrofísico britânico Stephen Hawking, que se comunica por intermédio de um computador por causa de uma doença, faz um alerta sobre o desenvolvimento da inteligência artificial. Em uma entrevista à BBC, o cientista afirma que esse tipo de tecnologia poderia evoluir rapidamente e ultrapassar a humanidade, um cenário semelhante ao apresentado em filmes como O Exterminador do Futuro. — Reportagem publicada pelojornal francês Le Monde foi reproduzida na página do IHU.

Inteligência artificial pode trazer desemprego e fim da privacidade

“Nunca foram tão poderosos os meios técnicos para melhorar a saúde humana, permitir que as pessoas levem adiante trabalhos interessantes, favorecer a cooperação social e ampliar a soberania dos indivíduos sobre suas vidas e suas decisões. Ao mesmo tempo, nunca foram tão avassaladoras as ameaças que emergem da concentração de riqueza e de poder ligada a esses meios técnicos” — Artigo de Ricardo Abramovay

60% dos jovens estão aprendendo profissões que a AI vai ocupar em menos de 20 anos

A AI (Inteligencia Artificial, na sigla em inglês) vai se apossar de mais de 60% das profissões mundiais em menos de 20 anos e os profissionais de TI não estão fora desta lista de profissões que serão jogadas no “limbo”. O problema da extinção das profissões não é exclusiva de trabalhos manuais. Existem previsões catastróficas no mercado de TI. — Reportagem de Pablo Roots

Uberização do trabalho: subsunção real da viração

“A empresa Uber deu visibilidade a um novo passo na subsunção real do trabalho, que atravessa o mercado de trabalho em uma dimensão global, envolvendo atualmente milhões de trabalhadores pelo mundo e que tem possibilidades de generalizar-se pelas relações de trabalho em diversos setores” — Artigo de Ludmila Costek Abílio

“Associo terceirização ao processo de uberização do trabalho”

A universalização da terceirização, seja a aprovada pelos deputados e em tramitação no Senado, seja a da proposta em análise no Supremo Tribunal Federal, é a Uberização da força de trabalho. Faz parte do projeto da nova elite agroexportadora, que mantém a desigualdade, em contraposição às propostas fragmentadas da parcela da sociedade que gravita em torno dos serviços e está nas ruas, explica o economista da Unicamp. — Entrevista com Marcio Pochmann

O inferno astral do Uber em sete fatos

Depois de abalar o mercado de mobilidade urbana com seu aplicativo de transporte de passageiros, o Uber vive um período de inferno astral. Em menos de um mês, a empresa foi acusada de plágio, teve que demitir um executivo suspeito de assédio sexual, perdeu processos na Justiça e viu seu CEO vir a público pedir desculpas. Isso sem contar o aumento de reclamações por parte dos usuários e dos próprios motoristas do aplicativo. — Reportagem de Jéssica Sant’Ana


O debate assume maior urgência e densidade no momento em que o Brasil vive um momento de regressão civilizatória claramente delineada na proposta governamental da reforma previdenciária e da reforma trabalhista, tendo como palavras de ordem flexibilização, precarização e terceirização, que objetivam devastar o campo dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.

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Entenda a polêmica do aplicativo Uber

O Uber é um aplicativo de celular que conecta uma pessoa a um motorista particular. Digamos que você precisa ir até o trabalho, por exemplo. Pede um carro do mesmo jeito que faria com um aplicativo de táxi. — reportagem é de Diogo Antonio Rodriguez

Luta nos aplicativos: Organização dos trabalhadores da Deliveroo e UberEATS em Londres

Ao retirar os direitos garantidos em lei a esses trabalhadores através do falso contrato como autônomo, essas empresas da economia dos bicos acabaram retirando também a proteção legal aos empregadores que restringia a organização por local de trabalho, transformando a fraqueza da precariedade numa força. Comentário de Jamie Woodcock

“A uberização leva à intensificação do trabalho e da competição entre os trabalhadores”

O aplicativo é apenas a ‘ponta do iceberg’ de um processo que caracterize uberização da força de trabalho: a generalização, para inúmeros setores de atividade econômica, de formas de contratação nos moldes que o Uber popularizou no ramo dos transportes. Processo que caminha a passos largos em alguns países, com resultados catastróficos: reportagem recente do jornal britânico The Guardian apontou que o chamado self-employment, ou auto-emprego, cresceu 45% desde 2002 no Reino Unido, mas que esses trabalhadores ganham hoje, em média, menos do que em 1995. — Entrevista com Márcio Pochmann

Fonte: blog_arihalpern

Revolução 4.0

Revolução 4.0. O mundo está mudando para melhor ou para pior?

Se não acreditam em nós, escutem dois especialistas que há muito tempo estudam o novo paradigma enfrentado pela sociedade. O primeiro diz: “Seria presunçoso tentar descrever com precisão a próxima era no mundo digital. Mas é razoável concluir que a internet que conhecemos há quase três décadas está em mutação, e que a próxima vai mudar o mundo mais do que sua irmã mais velha”. Estas são as palavras com as quais o acadêmico canadense Vincent Mosco, autor de obras de referência como To the Cloud, vai começar seu próximo livro. — Reportagem de Olivia López Bueno e Guillermo Veja

Quarta revolução industrial, tecnologias e impactos

“De acordo com os mais ricos e poderosos do planeta, a Quarta Revolução Industrial já está em andamento e é fruto da convergência da robótica, nanotecnologia, biotecnologia, tecnologias de informação e comunicação, inteligência artificial e outras” — Artigo de Silvia Ribeiro

O que é a 4ª revolução industrial — e como ela deve afetar nossas vidas

No final do século 17 foi a máquina a vapor. Desta vez, serão os robôs integrados em sistemas ciberfísicos os responsáveis por uma transformação radical. E os economistas têm um nome para isso: a quarta revolução industrial, marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. — Reportagem publicada por BBC Brasil e reproduzida na página do IHU.

O que pode a tecnologia ? — Café filosófico com Silvio Meira e Viviane Mosé

Mais inovação tecnológica e…piores condições de trabalho. Um paradoxo! “Há quinze anos, a média de cana cortada era de seis ou sete toneladas por trabalhador por dia. Hoje se contratam trabalhadores que cortam, no mínimo, dez toneladas de cana por dia. Intensificou-se o ritmo, a jornada de trabalho. Ou seja, para que o trabalhador seja competitivo com a máquina, a referência dele passou a ser a máquina. Ele tem que cortar tão eficientemente quanto a máquina, e por um salário cada vez menor” — Revista IHU On-Line, n. 188

Internet das coisas: objetos conectados à internet podem trazer inclusão digital?

O 17º Fórum Internacional do Software Livre (FISL) começou, nesta quarta-feira (13), em Porto Alegre, debatendo a internet das coisas. Termo pouco conhecido para o público que está de fora das discussões sobre tecnologia, esse tipo de avanço faz com que qualquer objeto que tenha a possibilidade de portar um chip possa funcionar conectado à internet. Mas, para especialistas presentes no evento, essa discussão tem que ser feita com foco na democratização da internet e da informação, possibilitando que mais pessoas tenham acesso a mais tecnologias, e não que elas se tornem restritas a uma pequena elite — Reportagem de Débora Fogliatto

No limiar da internet das coisas, as máquinas “conversam”

O primeiro iPhone, lançado em 2007 pela Apple, ainda sob o comando de Steve Jobs, consolidou duas tendências no mundo das telecomunicações: a convergência digital e o limiar da chamada internet das coisas. Cinco anos depois, as redes 4G ampliaram esse horizonte. Em 2020, espera-se uma nova quebra de paradigma, com a previsão da entrada em funcionamento nos Estados Unidos e na Ásia do 5G. — Reportagem de Roberto Rockmann

Internet das coisas: ‘’Os benefícios são inúmeros’’

Internet das coisas — ou objetos inteligentes — pode ser definida como um conjunto de tecnologias que conferem a objetos comuns a funcionalidade que reconhece sua localização física e se conecta a outros objetos ou informações. Descrevendo desta maneira, parece uma tecnologia interessante, mas não palpável. Mas é. A internet das coisas está aplicada em celulares, cartões, códigos de barras, sensores de movimento, entre outros. Não é, portanto, uma tecnologia nova, mas certamente está no rol das tecnologias que vão mudar nossa maneira de ver e agir no mundo de hoje. — Entrevista especial com Luiz Adolfo

Trabalho e Direito

Direito, trabalho e novas tecnologias

“As novas tecnologias fazem com que o ser humano se organize e se comunique de forma diferente na sociedade. Portanto, o esforço humano que antes era braçal, virou intelectual. Dentro dessa nova perspectiva, há sim a necessidade de uma discussão ética. Qual sociedade nós queremos para o futuro? Solidária e que compartilha conhecimentos ou uma sociedade na qual a informação é uma cerca de arame farpado, limitada pela propriedade intelectual? Se olharmos bem, tudo que nos cerca é fruto de bens intelectuais”. — Entrevista especial com Marcos Wachowicz

O trabalho mediado pelas inovações tecnológicas. Impactos e desafios

"Com o trabalho mediado pelas inovações tecnológicas existe um grau de abstração um pouco diferente, pois tem uma mediação diferente, já que às vezes você não está vendo o que está acontecendo, mas você recebe informações pela tela de um computador.” — Entrevista especial com Mário Sergio Salerno


“As novas tecnologias têm permitido desenvolver obras coletivas, de livre acesso, sem direitos autorais. A Wikipedia é um exemplo disso. Trata-se de uma enciclopédia livre e gratuita, feira por pessoas do mundo todo, em quase 80 idiomas. O seu conteúdo pode ser modificado e distribuído livremente”.

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A relação entre novas tecnologias da informação e a teoria do valor-trabalho

“As formas de exploração do trabalho continuam sendo as mesmas e não há necessariamente uma nova forma de organização da produção que altere, por conta da inserção de novas tecnologias, o processo de ampliação da produtividade como característica central da organização capitalista da produção” — Entrevista especial com Henrique Amorim

Tecnologia da informação e mercado de trabalho

“Softwares continuarão a tomar o lugar de trabalhadores enquanto as companhias buscarem maior produtividade. A questão é: veremos a criação de um grande número de novos empregos bem remunerados para compensar as perdas? Até agora, não vimos, mas temos visto a habilidade de computadores em rede de mudar a demanda de trabalho, freqüentemente em benefício de regiões com baixo nível salarial.” — Entrevista especial com Nicholas Carr

Redes sociais querem se transformar em currais do trabalho imaterial

“Estamos, de fato, trabalhando todo o tempo que permanecemos nas redes sociais. As redes são consideradas o chão de fábrica do trabalho imaterial nas metrópoles”. Através de “nossos compartilhamentos, nossas colaborações e nossos rastros, somos operados, abduzidos, recortados, distribuídos pelos dispositivos de controle do biopoder”. — Entrevista especial com Henrique Antoun

Desemprego. A vulnerabilidade da baixa classe média

“o desemprego se concentre nas regiões, ocupações e camadas sociais que mais se beneficiaram da expansão do emprego no ciclo de crescimento” brasileiro. Esse fator aponta para “a maior vulnerabilidade social da baixa classe média e da massa trabalhadora das regiões metropolitanas, já comprometidas pela concentração do desemprego”. — Entrevista especial com Waldir Quadros

Quando o desemprego é um projeto

O mês de janeiro começa a se despedir, mas não sem perder a oportunidade de oferecer ao conjunto de nossa sociedade uma nova leva dos péssimos números a respeito do desempenho da economia brasileira. Os responsáveis pelo governo bem que tentam ensaiar uma ginástica retórica para tentar justificar o que não conseguem. — Artigo de Paulo Kliass

Desemprego antecede novo desastre

“Os indicadores do mercado de trabalho antecedem o que vem pela frente. A situação acima sintetizada encontra enorme capacidade ociosa nas empresas, que, assim como as famílias, passam por situação de alto endividamento. De outro lado, União, estados e municípios passam por gravíssima crise fiscal, aviltada com extorsivos juros sobre dívidas, subtração contínua dos investimentos públicos e privados, restrições às exportações, entre outros problemas. Todas as locomotivas que podem e devem puxar o trem da economia para o crescimento estão travadas”, escreve Clemente Ganz


“Uma economia globalizada e financeirizada, que se sobrepõe à política e está descolada de critérios éticos em suas transações. Sob esse pano de fundo, bancos são salvos da falência enquanto as pessoas perdem as casas onde vivem porque não têm condições de continuar honrando seus empréstimos”.

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Mercado de trabalho encolhe 0,36% na RMPA em maio de 2016

Houve a redução de 4.130 postos de trabalho na Região Metropolitana de Porto Alegre — RMPA em maio de 2016, o que representa redução percentual de 0,36% sobre o estoque de empregos do mês anterior, ou seja, o mercado de trabalho encolheu 0,36% apenas no mês de maio de 2016 na RMPA. — Carta elaborada pelo Observatório Unilasalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas

10 milhões de desempregados e o desperdício da força de trabalho no Brasil

“Os dados mais recentes da PNADC mostram que a população desocupada (10,371 milhões de pessoas) cresceu 13,8% (mais 1,3 milhão pessoas) em relação ao trimestre de setembro a novembro de 2015 e subiu 40,1% (mais 3,0 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2015. A taxa de desocupação no trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2016 foi estimada em 10,2% para o Brasil, ficando acima da taxa do trimestre móvel encerrado em novembro de 2015 (9,0%) e superando, também, a do mesmo trimestre do ano anterior (7,4%). Portanto, o número de pessoas desocupadas ultrapassou o limiar dos 10 milhões de pessoas procurando trabalho” — Artigo de José Eustáquio Diniz Alvez.

Desemprego ampliado no Brasil é de 21,2%, quase o dobro da taxa oficial

A deterioração do mercado de trabalho no Brasil é muito mais profunda do que indicam as pesquisas tradicionais. Segundo estudo comparativo do banco Credit Suisse, o Brasil está entre os recordistas globais do chamado desemprego ampliado. O levantamento indica que o Brasil tem a sexta maior taxa de desemprego ampliado entre 31 países desenvolvidos e emergentes que foram avaliados. — Reportagem de Alexa Salomão publicada na página do IHU.

Foto: Em Pauta

Agricultura familiar e o trabalho assalariado

Este artigo investiga os diferentes aspectos que marcaram o contexto socioeconômico e cultural de origem de agricultores familiares migrantes e analisa a nova realidade socioprofissional dos migrantes na tarefa de ajustar-se à vida na cidade — Armando Triches Enderle

Agricultura familiar e reforma agrária são os maiores responsáveis pela produção orgânica no Brasil

Agricultores familiares e assentados da reforma agrária são os dois principais grupos responsáveis pelo aumento da produção de alimentos orgânicos no Brasil, que neste ano deve ultrapassar os 750 mil hectares registrados em 2016. Segundo a Coordenação de Agroecologia (Coagre) da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no ano passado foram registradas 15,7 mil unidades com plantio orgânico no país, mais do que o dobro das 6,7 mil computadas em 2013 — Reportagem de Luciano Velleda reproduzida na página do IHU.

Agricultura familiar e o cultivo do fumo: mais de três séculos de dependência econômica

Apesar de 20 mil famílias no Nordeste e 170 mil na região Sul estarem envolvidas com o plantio de fumo no Brasil, garantindo a exportação de 85% da produção brasileira, essa cultura é “altamente controlada por um reduzido número de indústrias fumageiras, algumas poucas produtoras de cigarros”, diz Amadeu Bonato

A ‘nova classe média’ da agricultura familiar

Por muitos anos, Dirceu Aparecido Nascimento foi o único a madrugar com o pai para, às 4h00 da manhã, começar a arar a terra de onde retirava as cebolas que garantiam o seu sustento. Estava conformado com a dureza da vida no campo, que aos poucos empurrou os quatro irmãos para a cidade. Mas a chegada da tecnologia — primeiro as estufas e, mais tarde, o trator de 75 cavalos — animou Marcelo, Márcio, Vanderleia e Renata a retornar à pequena propriedade rural em Piedade, no interior paulista. “Pra mim”, afirma Dirceu, “o melhor de ter crédito foi poder trazer a minha família de volta”. — Reportagem de Bettina Barros reproduzida na página do IHU.


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Transformações no mundo do trabalho

Esta publicação reúne inúmeras entrevistas, artigos, cadernos e revistas que debatem os temas em torno do mundo do trabalho nas sociedades contemporâneas

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O Instituto Humanitas Unisinos — IHU busca apontar novas questões e respostas para os grandes desafios de nossa época...

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