Por que escolhi que começar a São,

uma startup de comércio de alimentos direto do produtor?

Oi, eu sou o André, um dos fundadores da São ( http://mundosao.com ). Muito obrigado por aceitar o convite para ler este texto. Seu interesse me faz sentir que estamos conectados por valores e propósitos compartilhados e dispostos a colaborar para que eles aconteçam. Por isso resolvi começar essa publicação, no Medium, falando um pouco sobre o porquê de começar a São e como eu espero que ela seja boa para as pessoas e para o mundo.

Enxergo no empreendedorismo um caminho para participar do futuro da sociedade em que vivo. Assim, ajudei a criar uma ONG, a Universitários Vão à Escola (UVE), para oferecer reforço escolar para que jovens de periferia tenham mais chances de passar no vestibular da UnB; colaborei com a fundação da ADVOCATTA, empresa júnior de direito, para fomentar a formação prática e cultura empreendedora no currículo da faculdade; comecei minha primeira startup, a Ajuri, que tinha como propósito tornar o mercado de consultoria organizacional mais acessível e baseado em competências profissionais; e promovi o Projeto 767 para inspirar um movimento por uma Brasília mais criativa e inovadora.

Nos últimos meses tenho me ocupado com um dos temas mais fundamentais à vida: a comida. O alimento que escolhemos consumir afeta diretamente o nosso bem estar, mas também todo o mundo onde que vivemos.

Minha relação com esse tema é muito mais antiga que o projeto da São. Vivi minha infância em Cruz das Almas, uma pequena cidade no interior da Bahia, onde meu pai, agrônomo, pesquisador da Embrapa, contava sobre a importância da agricultura para o florescer da humanidade:

Filho, a agricultura é a mãe da civilização. Ela possibilitou ao homem estabelecer-se num lugar e desenvolver nossas cidades. A escrita, a matemática e outras ciências, como a astronomia, a biologia, a química, desenvolveram-se graças à agricultura. Essas ciências, por sua vez, em grande medida, auxiliaram o desenvolvimento da própria agricultura.

Já se passaram mais de dez mil anos desde que nossos ancestrais aprenderam a semear a terra e cultivar alimentos para evitar as perigosas buscas de coleta na natureza selvagem. De lá para cá nossas práticas agrícolas evoluíram para extrair o máximo possível dos recursos naturais, para tentarmos alimentar uma população de mais de 7 bilhões de pessoas. Mas a que custo?

Atualmente, a falta de tempo e a publicidade nos seduzem a consumir alimentos industrializados, que provocam o paradoxal efeito de nos deixar gordos e famintos, já que são ricos em açúcar (que é altamente viciante), porém pobres em sabor, fibras e valores nutricionais. Como resultado, uma assustadora epidemia de pessoas com sobrepeso (IMC ³ > 25 kg/m2) e obesidade (IMC³ > 30 kg/m2) já é a principal causa de morte evitável em vários países, incluindo o Brasil.

Quando escolhemos cuidar melhor da nossa alimentação consumindo alimentos menos processados, mais saborosos e saudáveis, como frutas, verduras e legumes, ainda permanecemos sujeitos a um modelo de produção baseado no uso intensivo de fertilizantes e defensivos químicos que:

  1. privilegia o tamanho e a forma dos alimentos em detrimento do sabor e das qualidades nutricionais;
  2. coloca em risco a saúde das pessoas, em especial a dos trabalhadores do campo, pelo excesso de agrotóxicos;
  3. polui as águas e compromete a fertilidade do solo no médio e longo prazos;
  4. é uma das principais fontes de emissão de gases de efeito estufa, como metano, óxido nitroso e gás carbônico;
  5. perde um terço de tudo que é produzido (45% no caso de hortifrutis) e a maior parte do frescor em uma complexa cadeia de distribuição, repleta de atravessadores, reduzindo a margem de lucro do produtor.

Acho que INSANA é a palavra que melhor qualifica a forma como atualmente produzimos, distribuímos e consumimos alimentos. Precisamos fazer algo sobre isso, precisamos recuperar a SANIDADE na maneira como produzimos, distribuímos e consumimos nossos alimentos; do contrário, avançaremos rapidamente para laurear um Prêmio Darwin coletivo.

E foi para fazer algo a respeito que me juntei ao Rafael Klein (consultor em logística) e ao Gabriel Godinho (designer e programador) para criarmos a São. Acreditamos que o caminho para a mudança está nos relacionamentos entre as pessoas que produzem e consomem alimentos, entre a Cidade e o Campo. Queremos impulsionar um movimento para comprar alimentos direto do produtor e resgatar a experiência da feira-livre para a realidade atual das pessoas.

Por meio de uma plataforma de e-commerce direto com o produtor rural e uma cadeia de logística simplificada, queremos ajudar as pessoas a consumir alimentos com mais sabor, saúde, comodidade e sanidade.

Mais sabor: a São entregará para você alimentos escolhidos com carinho e em seu estado mais fresco e gostoso.

Mais saúde: ofereceremos alimentos in natura ou pouco processados, preservando seus valores nutricionais.

Mais comodidade: seus pedidos serão o resultado de uma cuidadosa seleção e irão para a sua casa prontos para o consumo, e no horário mais conveniente para você.

Mais sanidade: tudo que ofereceremos será o resultado de uma criteriosa curadoria em busca de produtores rurais que tratem seus funcionários com dignidade e respeito e cultivem de modo a preservar o meio ambiente.

Isso tudo que eu falei fez algum sentido? Toparia me ajudar a tornar essa ideia uma realidade? Gostaria de ser um dos primeiros a testar a São e nos ajudar a melhorá-la? Se você disse sim a alguma dessas perguntas peço que:

  1. Se inscreva na São <mundosao.com.br> preenchendo seu e-mail.
  2. Em seguida, vão ser exibidos botões das principais redes sociais, clique nos botões e divulgue a São para seus amigos.
  3. Peça para que seus amigos divulguem aos amigos deles. Queremos incentivar milhões de pessoas a comer melhor e, com isso, ajudar o planeta.
  4. Se você conhece jornalistas que se interessam por pautas como saúde e bem estar, meio ambiente, qualidade de vida, startup, empreendedorismo, também quero sua ajuda para colocar a São na mídia :)

Só com a ajuda de amigos e de pessoas que compartilham dos nossos valores e propósitos que a São poderá se desenvolver e nos surpreender, se tornando algo muito maior do que sonhamos.