A antidiplomacia do governo Bolsonaro e a corrosão das relações Brasil-China

Editoria Mundorama
Jun 25 · 11 min read

Maurício Marques Brum e Murilo Basso

Photo by Rafaela Biazi on Unsplash

Resumo: O presente artigo visa analisar o enfraquecimento das relações entre Brasil e China durante a presidência de Jair Messias Bolsonaro. São investigadas as mudanças trazidas pela gestão Bolsonaro, sua postura de embate com a China, o agravamento desta com a chegada da pandemia de Covid-19 e as possíveis consequências para as relações entre os dois países. Conclui-se que o atual presidente trabalha para corroer as relações bilaterais.

Palavras-chave: Diplomacia. Política. Relações Internacionais.

Introdução

As relações diplomáticas entre Brasil e China remontam à década de 1970, quando Pequim passou a definir sua política externa com o chamado “Terceiro Mundo”. Primeiramente focada em cooperação em áreas como ciência e tecnologia, as relações bilaterais cresceram nos anos 1990 e aprofundaram-se a partir do início do século XXI. Após a eleição de Jair Messias Bolsonaro à presidência, em 2018, contudo, tais relações começaram a se deteriorar.

A partir do referido contexto, este trabalho visa a descrever as relações diplomáticas entre o Brasil e a China a partir de 2018, especificamente na gestão de Jair Messias Bolsonaro (2019–2022), analisando possíveis cenários para o relacionamento bilateral nos próximos anos.

Governo Bolsonaro: antidiplomacia e corrosão das relações Brasil-China

As relações bilaterais Brasil-China têm início nos anos 1970, como parte da estratégia do líder chinês Deng Xiaoping de conquistar espaço mundial por meio de uma política externa focada na diplomacia multilateral e nas relações bilaterais Sul-Sul (BARBOSA; MENDES, 2008). Em um primeiro momento, as relações basearam-se em motivações comerciais, com acordos bilaterais, enfoque na cooperação multilateral Sul-Sul e oposição ao protecionismo comercial dos países desenvolvidos, que na época era emergente com blocos regionais como a Área de Livre Comércio das Américas — ALCA (OLIVEIRA, 2004).

A partir da década de 1990, a relação entre os países se tornou mais intensa durante os governos de Itamar Franco (1992–1995) e Fernando Henrique Cardoso (1995–2002). O relacionamento atravessou o governo Luís Inácio Lula da Silva (2003–2010), quando a China se tornou o principal destino das exportações brasileiras. A parceria foi motivada por esforços do presidente brasileiro para uma cooperação Sul-Sul, uma frente para discussão e defesa conjunta de interesses mútuos entre nações emergentes frente às desenvolvidas (OLIVEIRA, 2004). A estratégia permaneceu durante o governo Dilma Rousseff (2011–2016), que operou em uma lógica de continuidade das políticas de integração Sul-Sul e aproximação com a China, visando a garantir maior poder de barganha ao Brasil em negociações internacionais e a aumentar a margem de manobra do Estado brasileiro em relação aos Estados Unidos (BERRINGER; BELASQUES, 2020).

A presidência interina de Michel Temer (2016–2018) manteve a aproximação com a China. Embora priorizasse mais as relações comerciais, o governo Temer superou as expectativas da opinião pública de que as relações seriam deterioradas após o impeachment da sucessora de Lula. Segundo Temer, a parceria era estratégica para os dois países e para o mundo (BRASIL, 2017).

Essas estratégias começam a mudar após a eleição de Jair Messias Bolsonaro à presidência, em 2018. Desde a sua campanha eleitoral, Bolsonaro demonstrou recusa em manter relações políticas e diplomáticas com Pequim. Segundo o atual presidente, a manutenção desses laços seria uma escolha ideológica de aproximação de governos “petistas” com o Partido Comunista da China (PCC). Na ocasião, Bolsonaro acusou a China de tentar “comprar” o Brasil com investimentos no país (ALMEIDA, 2019).

Em 2018, Bolsonaro visitou Taiwan, ato compreendido como afronta simbólica à China, pois o território tem rompimento com o controle do governo central chinês. A autonomia de Taiwan é considerada tópico delicado para a diplomacia, de modo que a visita de Bolsonaro foi interpretada como parte de esforços para romper laços diplomáticos com Pequim. Na ocasião, a embaixada chinesa no Brasil emitiu uma carta afirmando que a visita a Taiwan seria uma afronta à soberania e integridade territorial da China e poderia causar conflitos na Parceria Estratégica Global China-Brasil (ABRANTES, 2018).

Por outro lado, a Operação Lava Jato levou algumas empresas nacionais à falência e facilitou a entrada de capitais chineses no Brasil, ajudando a manter aberto o mercado brasileiro para mercadorias industrializadas e investimentos da China (ALMEIDA, 2019). Como consequência, as exportações brasileiras para o gigante asiático bateram recordes no primeiro semestre de 2020, com aumento de 11,3%, enquanto as exportações agrícolas cresceram 30% (ALMEIDA, 2020).

O interesse dos setores empresariais brasileiros em manter e até ampliar laços comerciais com a China acabou impondo um obstáculo à implementação do projeto bolsonarista de rompimento com o país. Essa oposição teve reflexos no discurso de Bolsonaro: após sua posse, em janeiro de 2019, o presidente mitigou o discurso anti-China, mudança que foi puxada pelos setores-chave da economia e da política no Brasil.

Em uma ação de oposição ao embate bolsonarista com a China, um grupo de parlamentares — a maioria do Partido Social Liberal (PSL), ao qual Bolsonaro era afiliado à época — foi à China para visitar empresas de exportação. Na ocasião, o “guru” de Bolsonaro e filósofo autointitulado, Olavo de Carvalho, criticou os parlamentares em postagens em redes sociais e foi respondido com argumentações a favor de “relações racionais” com a China (ALMEIDA, 2019).

Algum esforço de diplomacia foi empreendido por Bolsonaro no primeiro ano de seu mandato: o presidente se encontrou com Xi Jinping três vezes em 2019, tornando-se o único chefe de Estado brasileiro a reunir-se mais de uma vez com um presidente chinês (ALMEIDA, 2020) em um mesmo ano. Na época, os esforços foram entendidos como um sinal de normalidade das relações sino-brasileiras (DIÁRIO DO POVO ONLINE — DPO, 2019) em concordância com os interesses do empresariado brasileiro.

A chegada da pandemia de Covid-19, entretanto, mudou as perspectivas bolsonaristas para a China. Em março de 2020, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, culpou Pequim pela pandemia e se referiu à doença como “vírus chinês”. O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, repudiou a declaração do parlamentar e exigiu um pedido de desculpas ao povo chinês (ALMEIDA, 2020). A fala de Eduardo Bolsonaro, entretanto, foi ratificada pelo então Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, que se referiu ao coronavírus como “comunavírus” e ainda exigiu um pedido de desculpas do embaixador asiático, levantando riscos de prejuízo à economia brasileira (ALMEIDA, 2020).

O presidente Bolsonaro tentou amenizar a tensão com uma ligação telefônica a Xi Jinping, que foi negada pela Embaixada da China no Brasil (ALMEIDA, 2020). Figuras essenciais da base aliada, contudo, seguiram com ataques, incluindo comentários hostis do ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub; novamente do deputado Eduardo Bolsonaro; do próprio presidente da República, Jair Messias Bolsonaro; e do ministro da Economia, Paulo Guedes, que havia afirmado que o novo coronavírus é uma criação da China (DW, 2021).

Ainda em 2020, o presidente fez declarações contrárias à aquisição de imunizantes produzidos na China. Ele acusou as vacinas de não passarem segurança à população devido à sua origem e reiterou que “da China nós não compraremos” (BOLSONARO apud PASSARINHO, 2021). Em outubro de 2020, Bolsonaro anunciou o cancelamento da compra de 46 milhões de doses da Coronavac (vacina contra a Covid-19 produzida por meio de parceria entre o laboratório chinês Sinovac e o centro de pesquisa brasileiro Instituto Butantan). A compra havia sido anunciada no dia anterior pelo então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. O secretário-executivo do ministério, Elcio Franco, afirmou que houve uma interpretação equivocada da fala do ministro sobre a compra (BRASIL, 2020).

No mesmo ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu durante dois dias os testes com o imunizante Coronavac por conta de um evento adverso ocorrido com um voluntário, embora não relacionado à vacina. Na ocasião, Bolsonaro comentou em seu Facebook que “mais uma que Jair Bolsonaro ganha” (BOLSONARO apud UOL 2020), em alusão provocativa ao governador de São Paulo, João Doria, defensor do imunizante. A declaração explicitou que a vacina passou a ser um aspecto de competição política entre Bolsonaro e Doria (SOUSA et al., 2020).

Em janeiro de 2021, Bolsonaro, finalmente, aprovou a compra da Coronavac. Todavia, o período de entrave atrasou a produção das vacinas, que dependem de importação de insumo da China. Segundo o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, a culpa pelo atraso foi da repercussão negativa das declarações do Governo Federal. A embaixada chinesa no Brasil afirmou que os atrasos eram meramente burocráticos, mas não descartou que as declarações de Bolsonaro poderiam provocar retaliações de Pequim (DW, 2021). De qualquer forma, a política externa chinesa costuma tomar medidas práticas sobre desavenças e descontentamentos, sem falar publicamente sobre tais medidas (SANT’ANNA apud LUCA, 2021).

As declarações hostis de Bolsonaro contra a China continuaram em 2021. Em maio, o presidente insinuou que o coronavírus teria sido criado em laboratório pelo PCC, como parte de uma suposta guerra química, embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) já tivesse apontado que o vírus tem origem animal.

Os ataques de Bolsonaro à China são considerados esforços para a deterioração das relações diplomáticas e comerciais construídas nas últimas décadas. O ex-ministro da defesa, Celso Amorim, aponta que não é o caso de uma ausência de política externa, mas sim uma antidiplomacia bolsonarista que vai na contramão do que vinha sendo construído pelos dois países desde a década de 1970:

“(…) nós jogamos isso fora. Não totalmente, porque claro que a China não vai abandonar o Brasil, mesmo que o Bolsonaro fique, porque continua tendo interesses no Brasil. Os chineses estão buscando presença na África, comprando mais da Argentina, melhorando as relações com os EUA, vão comprar mais dos EUA, estão fazendo um hedge… Não são idiotas! Não são como nós estamos fazendo. Não é ideológico, como a vacina não deveria ser. O Brasil gozava de uma credibilidade que atravessou governos. O estrago é muito grande” (AMORIM, 2021).

Os ataques do governo Bolsonaro à China eram, primeiramente, compreendidos como esforços para alinhar-se ao governo de Donald Trump nos EUA (2017–2020), com a criação de tensões nas relações bilaterais Brasil-China (SOUSA et al., 2020). Ocorre que os ataques continuaram após a posse de Joe Biden como presidente norte-americano, em janeiro de 2021. A continuidade indica que os ataques do presidente brasileiro a Pequim não se limitam à mimese da estratégia trumpista, mas são uma retórica anticomunista escondida sob a fachada do nacionalismo.

Considerações Finais

Desde a década de 1970, o governo brasileiro construiu e fortaleceu relações diplomáticas com a China. Maior parceiro comercial do Brasil na atualidade, a China foi priorizada nas relações diplomáticas a partir dos anos 2000. Neste período, os dois países pleitearam objetivos comuns em fóruns internacionais, estabeleceram parcerias estratégicas em áreas chave e fortaleceram relações diplomáticas e comerciais. O cenário começa a mudar após a eleição de Jair Messias Bolsonaro.

Desde a campanha eleitoral em 2018, Bolsonaro e outras figuras cruciais de sua base aliada desferiram ataques a Pequim, majoritariamente baseados em sinofobia e ideologia anticomunista. Apesar de poucas repercussões em um primeiro momento, devido à prevalência dos interesses de setores-chave da economia brasileira em relação a capitais chineses, os ataques levantaram riscos de corrosão das relações entre os países.

A postura combativa e sinofóbica de Bolsonaro foi intensificada a partir de 2020, com a pandemia de Covid-19, passando a indicar desdobramentos drásticos para as relações bilaterais. Os ataques de Bolsonaro à China não se limitam ao discurso sinofóbico e anticomunista, embora a retórica seja parte fundamental do seu projeto. Ações destrutivas para o Brasil, como a recusa em adquirir imunizantes chineses, também intensificam a empreitada bolsonarista contra o país asiático.

Com esses ataques, Bolsonaro empreende uma corrida para corroer as relações bilaterais que foram construídas, mantidas e solidificadas pelos governos anteriores. Considerando a relevância da China para a economia e política mundial, bem como para o comércio externo brasileiro, as tensões provocadas por Bolsonaro podem trazer desdobramentos drásticos para o Brasil.

ABRANTES, Talita. 2018. “A República Popular da China não gostou desta viagem de Bolsonaro”. Exame, 9 de março, 2018. Disponível em: https://exame.com/brasil/a-republica-popular-da-china-nao-gostou-desta-viagem-de-bolsonaro. Acesso em: 24 jun. 2021.

ALMEIDA, Jorge. 2019. “As Relações China-Brasil em leitura comparada nos governos de Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro”. 43º Encontro Anual da ANPOCS, Caxambu, 21 a 25 de outubro, 2019. Disponível em: http://anpocs.com/index.php/encontros/papers/43-encontro-anual-da-anpocs/st-11/st30-4/11812-as-relacoes-china-brasil-em-leitura-comparada-nos-governos-de-lula-dilma-temer-e-bolsonaro/file. Acesso em: 24 jun. 2021.

__________. 2020. “Tapas e beijos: as relações Brasil-China no governo Bolsonaro”. Le Monde Diplomatique, 17 de setembro, 2020. Disponível em: https://diplomatique.org.br/tapas-e-beijos-as-relacoes-brasil-china-no-governo-bolsonaro/. Acesso em: 24 jun. 2021.

AMORIM, Celso. 2021. “Celso Amorim: ‘Antes do desastre diplomático bolsonarista, Brasil era o parceiro estratégico preferencial da China’”. Entrevista por Ricardo Muniz. ComCiência, 14 de março, 2021. Disponível em: https://www.comciencia.br/celso-amorim-antes-do-desastre-diplomatico-bolsonarista-brasil-era-o-parceiro-estrategico-preferencial-da-china/. Acesso em: 24 jun. 2021.

BARBOSA, Alexandre de Freitas, e Mendes, Ricardo Camargo. 2008. “A ascensão chinesa e os desafios da política externa brasileira”. Nuso. Outubro, 2008. Disponível em https://nuso.org/articulo/a-ascensao-chinesa-e-os-desafios-da-politica-externa-brasileira/. Acesso em: 24 jun. 2021.

BERRINGER, Tatiana; BELASQUES, Bruna. 2020. “As relações Brasil-China nos governos Lula e Dilma: burguesia interna e subordinação conflitiva”. Revista Carta Internacional, volume 15, número 3, 2020: 151–173.

BRASIL. 2017. “Relação entre Brasil e China é de ‘benefícios mútuos’, afirma Temer”. Presidência da República, Secretaria-Geral, Notícias, 30 de agosto, 2017. Disponível em: https://www.gov.br/secretariageral/pt-br/noticias/2017/agosto/relacao-entre-brasil-e-china-e-de-201cbeneficios-mutuos201d-afirma-temer. Acesso em: 24 jun. 2021.

__________. 2020. “Resistência do presidente Bolsonaro à vacina chinesa repercute na Câmara”. Câmara dos Deputados, Rádio Câmara, A Voz do Brasil, 21 de outubro, 2020. Disponível em: https://www.camara.leg.br/radio/programas/701903-resistencia-do-presidente-bolsonaro-a-vacina-chinesa-repercute-na-camara/. Acesso em: 24 jun. 2021.

DIÁRIO DO POVO ONLINE — DPO. 2019. “Visita de Bolsonaro a Beijing confirma a normalidade das relações sino-brasileiras”. Diário do Povo Online, 18 de outubro, 2019. Disponível em: http://portuguese.people.com.cn/n3/2019/1018/c309814-9624122.html. Acesso em: 24 jun. 2021.

DW. 2021. “Butantan diz que ataques de Bolsonaro à China afetam vacinas”. DW Brasil, 06 de maio, 2021. Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/butantan-diz-que-ataques-de-bolsonaro-%C3%A0-china-afetam-vacinas/a-57450911. Acesso em: 24 jun. 2021.

OLIVEIRA, Henrique Altemani de. 2004. “Brasil-China: trinta anos de uma parceria estratégica”. Revista Brasileira de Política Internacional, volume 47, número, janeiro a junho, 2004. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0034-73292004000100002. Acesso em: 24 jun. 2021.

PASSARINHO, Nathalia. 2021. “3 erros que levaram à falta de vacinas contra covid-19 no Brasil”. BBC Brasil, 23 de fevereiro, 2021. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56160026. Acesso em: 24 jun. 2021.

UOL. 2020. Após Anvisa suspender Coronavac, Bolsonaro diz que “ganhou” de Doria. UOL, Saúde, 10/11/2020. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/11/10/apos-anvisa-suspender-coronavac-bolsonaro-diz-que-ganhou-de-doria.htm. Acesso em: 24 jun. 2021.

SANT’ANNA, Adriana de. 2021. “Itamaraty: Atraso da China no envio de insumos para vacina não é intencional”. CNN Brasil, 07 de maio, 2021. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/2021/05/07/itamaraty-atraso-da-china-no-envio-de-insumos-para-vacina-nao-e-intencional. Acesso em: 24 jun. 2021.

SOUSA, Ana Tereza Lopes Marra de et al. (org.). 2020. A Política Externa de Bolsonaro na Pandemia. São Bernardo do Campo: Observatório de Política Externa e Inserção Internacional do Brasil.

Sobre os autores

Maurício Marques Brum: Doutor em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Comunicação Social Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Murilo Basso: Mestrando em Direitos Humanos e Políticas Públicas pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Especialista em Relações Internacionais e Diplomacia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Jornalista pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Mundorama

Revista de Divulgação Científica em Relações Internacionais — ISSN 2175–2052

Mundorama

Mundorama é uma publicação do Centro de Estudos Globais da Universidade de Brasília

Editoria Mundorama

Written by

Mundorama

Mundorama é uma publicação do Centro de Estudos Globais da Universidade de Brasília