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Alemanha da década de 1930 e Rússia do século XXI: similaridades ou coincidências?

Bruno Lion Gomes Heck e Anselmo de Oliveira Rodrigues

Photo by Krzysztof Hepner on Unsplash

Resumo: As atuais ações da Rússia na crise com a Ucrânia chamam a atenção para as similitudes com as da Alemanha às vésperas da 2ª GM. Este artigo objetiva apontar algumas delas e elencar uma possível consequência, alinhada ao modelo histórico, caso elas não sejam meras coincidências.

1. Introdução

Nos últimos anos, em especial após as ações militares russas na Crimeia em 2014, diversos políticos, como Hillary Clinton, jornalistas, autoridades, acadêmicos em geral, têm feito comparações entre as atitudes empreendidas pelas lideranças políticas da Alemanha da década de 1930 e da Rússia dos dias atuais (KASPAROV, 2014).

Na área acadêmica, Radiff (2012) compara as ascensões ao poder. Na visão dele, assim como um governo autoritário emergiu com base nas fraquezas do sistema democrático de Weimar na Alemanha, na Rússia as idiossincrasias e fragilidades do governo democrático de Yeltsin foram substituídas por um regime baseado na autoridade e no personalismo de Putin. Gestwa (2021) aponta que tanto os governantes da Alemanha da década de 1930 quanto os mandatários da Rússia deste século teriam retorcido retoricamente a história, numa tentativa de atribuir a outros atores o motivo de suas ações violentas. Cabrera (2015), por sua vez, indica semelhanças entre os dois países em relação nos sistemas governamentais de propaganda, destacando que ambos teriam agido intensamente em favor das carreiras políticas dos principais líderes.

Todavia, é importante ressaltar que tal comparação é assunto controverso. Ademais, é exercício um tanto subjetivo, por não haver como efetivamente comprovar as afirmações relativas às intenções dos personagens envolvidos. Por outro lado, uma observação mais atenta das ações concretas da Rússia nas últimas décadas possibilita fazer analogias com as ações realizadas pelo governo alemão nos antecedentes da 2ª Guerra Mundial.

Diante do exposto, este artigo procura estabelecer uma comparação da Alemanha da década de 1930 e da Rússia do século XXI em quatro distintas perspectivas: militar, geopolítica, psicossocial e política. Acredita-se que, assim procedendo, será possível realizar uma prospecção do que pode acontecer no conflito contemporâneo na Ucrânia.

2. Perspectiva militar

Na perspectiva militar, verifica-se que, após a queda da república de Weimar em 1933 (ABEL, 1986), a Alemanha promoveu uma política de reaparelhamento e modernização de suas Forças Armadas, tornada ostensiva no segundo plano quadrienal em 1936 (LARA, 2012), em claro desrespeito às disposições do Tratado de Versalhes de 1919 (MARKS, 2013).

Em 1936, três anos após a queda da república de Weimar, por ocasião da Guerra Civil na Espanha (FABER, 2018), constata-se outra ação militar alemã de vulto. Naquela ocasião, a Alemanha decidiu enviar apoio às tropas nacionalistas, chegando a um número estimado de dezesseis mil militares (DE ALMEIDA, 1999). Nesse contexto, o destaque ficou por conta dos pilotos de sua Força Aérea (Luftwaffe), que compuseram a Legião Condor (DEFALQUE; WRIGHT, 2002). Avila (2016) tece detalhes adicionais e aponta que um dos objetivos de tal ação foi o de testar, em operações reais, os novos armamentos, as novas técnicas e táticas, bem como a nova doutrina que estava em curso na Alemanha, principalmente a guerra-relâmpago (Blitzkrieg).

No lado russo, percebe-se que após a saída de Yeltsin em 1999, foi iniciado um processo de grande investimento no setor da Defesa (MCFAUL, 2000). Desde então, a Federação Russa tem mantido um dos maiores investimentos proporcionais do mundo na área, com índices superiores a 3% do PIB (GAMALHO, 2020).

Apesar disso, em 2008, por ocasião da guerra da Geórgia, mesmo obtendo a vitória, o governo russo não ficou satisfeito com o desempenho de seu componente militar. Tal fato levou à implementação de uma grande mudança paradigmática em suas Forças Armadas, que se caracterizou pela efetivação de uma nova doutrina de emprego e pela modernização de seu poderio bélico (BRYCE-ROGERS, 2013). Em consequência, o país passou a investir cerca de 50% de seu orçamento militar em novos equipamentos, ante a meta de 20% adotada pelos membros da OTAN (DA SILVA, 2018).

Em 2015, com suas Forças Armadas mais bem armadas e equipadas, a Rússia resolveu interferir na Guerra Civil da Síria, que se desenrolava desde 2011. Há registros de que os russos, naquele conflito, utilizaram amplamente armas precisas, realizaram ataques aéreos e atuaram em larga escala nas dimensões eletrônica, psicológica e informacional (BĒRZIŅŠ, 2020). Tudo indica que um dos objetivos foi o de testar os novos equipamentos militares e colocar em prática a nova doutrina militar russa, baseada fortemente na guerra híbrida.

Isto posto, pode-se inferir que, sob a perspectiva militar, a Alemanha da década de 1930 e a Rússia do século XXI possuem similaridades, quer seja na modernização dos equipamentos militares, quer seja na inovação doutrinária.

3. Perspectiva geopolítica

No campo geopolítico, constata-se que a Alemanha promoveu, no final da década de 1930, o processo conhecido como Anschluss, que teve como um de seus objetivos reunir, em um só Estado, os povos de origem germânica. Com base nesse processo, em 1938, a Áustria-Hungria foi anexada ao território alemão, com a tropa teutônica sendo recebida com festa na capital Viena pelos cidadãos locais (STEININGER, 2008). Ainda em 1938, a Alemanha passou a exigir a anexação da região dos Sudetos, território da Tchecoslováquia com maioria étnica alemã. Não pelo acaso, esta região passou ao controle de Berlim no final de 1938, sucedendo-se, em 1939, a anexação de toda a Tchecoslováquia (DA SILVEIRA; MACIEL, 2021).

No lado russo, constata-se que em 2014, após instabilidades políticas ocorridas na Ucrânia, a Rússia resolveu apoiar com tropas os movimentos separatistas de maioria étnica russa na península da Crimeia, após a realização de referendos, cujos resultados foram favoráveis à secessão (MARXSEN, 2014). Segundo Allen e Moore (2018), a Rússia conquistou a região sem efetivamente engajar-se em combate. Assim, a Crimeia foi incorporada ao sistema federal russo em 2015, como uma República Autônoma (LIMA; LIMA, 2021).

Um aspecto que deve ser mencionado é que os separatistas passaram a usar o termo “Novorossya”, com a intenção de desmembrar paulatinamente outras áreas da Ucrânia de maioria russa e passá-las ao controle do Kremlin (OWEN IV; INBODEN, 2015). Não por coincidência, no início de 2022 verificou-se nova investida da Rússia em área de habitantes majoritariamente russos na Ucrânia. Neste ano, com foco voltado na defesa da população russa que vive na região de Donbass, Putin decidiu investir o poder militar para deflagrar a independência dessa região.

Isto posto, pode-se concluir parcialmente que, da mesma forma como realizado pela Alemanha da década de 1930, a Rússia do século XXI realiza investidas em suas áreas de interesse, advogando como justificativa a proteção de sua população que vive em locais de interesse geopolítico para Moscou.

4. Perspectiva psicossocial

No tocante à perspectiva psicossocial, é importante destacar os movimentos realizados por alemães e russos na esfera esportiva. Nesse contexto, verifica-se que a Alemanha promoveu, em 1936, em sua capital Berlim, os XI Jogos Olímpicos de Verão. A competição teve grande investimento estatal e contou com maciço aparato de propaganda e de cinematografia, inclusive com a participação da famosa cineasta alemã da época, Leni Riefenstahl, na direção de um premiado documentário sobre os Jogos Olímpicos (MACKENZIE, 2003). Com vistas a persuadir outros países, o governo alemão utilizou o evento para mostrar ao mundo a evolução da Alemanha no período, evidenciando as potencialidades e as intenções de sua nação, exercendo, dessa forma, o poder brando, conforme definido por Nye (1990).

Por sua vez, a Rússia sediou em 2014, os XXII Jogos Olímpicos de Inverno, na cidade de Sochi. Da Costa (2014) destaca que esses jogos olímpicos contaram com a cerimônia de abertura mais cara da história. A estratégia russa de soft power por meio do esporte remonta aos tempos da ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, quando as disputas nos quadros de medalha com os Estados Unidos da América detinham elevada relevância e eram consideradas como demonstração de força soviética (KORNEEVA; OGURTSOV, 2016).

Assim, de forma análoga à Alemanha da década de 1930, a Rússia do século XXI buscou obter, também por meio do esporte, o reconhecimento mundial do crescimento de seu Estado e da sua posição como um dos maiores players globais (GRIX; KRAMAREVA, 2017).

5. Perspectiva política

Sob a perspectiva política, observa-se que em 1939, pouco antes da invasão alemã à Polônia, a Alemanha assinou com a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas um pacto de neutralidade, ao qual seguiu-se um acordo comercial e um tratado de fronteiras. Conhecido como pacto Ribbentrop-Molotov, o tratado de não agressão foi estabelecido pelos ministros das relações exteriores dos dois países e objetivava, para o lado alemão, evitar uma aliança dos soviéticos com a França e com a Grã-Bretanha (ROBERTS, 1992). Tal manobra política garantia, assim, a não abertura de uma frente de combate a leste, permitindo à Alemanha concentrar seus esforços no Teatro de Operações ocidental.

Em relação à Rússia, nota-se algo semelhante em 2022. Neste ano, pouco antes da ação militar na Ucrânia, o Kremlin estabeleceu ligações com a China e emitiu uma declaração conjunta sobre a relação com o gigante asiático (RAJAGOPALAN, 2022). Por meio desse expediente, os dois países comprometeram-se a combater as interferências de outros Estados em suas atitudes e aproximaram seus laços diplomáticos, ressaltando sua amizade sem limites. Adicionalmente, os russos aprofundaram a cooperação econômica com os chineses, ampliando o acordo econômico de fornecimento de gás por meio do gasoduto “Força da Sibéria”, ou Sila Sibiri (CHEN, 2022).

De forma similar, portanto, com o acontecido com os alemães em 1939, os russos também buscaram estabelecer, em 2022, uma parceria política importante com um ator relevante e de maior poder militar no seu flanco leste.

6. Considerações finais

Os fatos apresentados sucintamente apontam, como visto, similaridades — ou coincidências — entre as ações realizadas pela Alemanha nas vésperas da 2ª Guerra Mundial e as ações perpetradas pela Rússia nos tempos atuais.

A conclusão da linha de eventos ocorrida na primeira metade do século XX conduziu à mais sangrenta e ampla guerra da história da humanidade. Seu início ocorreu em 1º de setembro de 1939 (WEINBERG, 1994), com a invasão da Alemanha à Polônia. Segundo Hadamovsky (1942), um dos argumentos utilizados para empreender tal ação foi a retomada da ligação terrestre do território alemão com a cidade autônoma de Danzig e com o exclave de Königsberg, por meio da conquista da faixa do terreno conhecida como “corredor polonês”.

Ocorre que, exatamente onde outrora esteve Königsberg, hoje encontra-se o oblast de Kaliningrado, sob controle do Kremlin. Ao término da 2ª Guerra Mundial, a ex-União das Repúblicas Socialistas Soviéticas tomou posse da área, a qual permaneceu como parte da Rússia após a dissolução daquele ente político em 1991, embora apartada do seu território em função da independência das Repúblicas bálticas e da Bielorússia (OLDBERG, 1991).

Como uma das exigências russas durante a atual crise envolvendo a Ucrânia é o retorno das fronteiras da OTAN à situação de 1997, fato que implica na retirada das tropas da OTAN dos países bálticos (Letônia, Lituânia e Estônia) (TÉTRAULT-FARBER; BALMFORTH, 2021), fica uma questão belicosa no ar: a Rússia vai empregar sua máquina militar em direção àquele mesmo exclave, se a OTAN não retirar suas tropas?

Como disse Kasparov (2014), Putin não é Hitler; ainda assim, irá a Rússia seguir em frente e tomar atitude análoga à da Alemanha em setembro de 1939? E se isso ocorrer, serão as consequências similares, com uma guerra de grandes proporções envolvendo as principais nações do globo?

Referências

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Sobre os autores

Bruno Lion Gomes Heck: Major do Exército Brasileiro. Mestrando em Ciências Militares pelo Instituto Meira Mattos. Aluno do curso de Comando e Estado-Maior do Exército.

Anselmo de Oliveira Rodrigues: Tenente-Coronel do Exército Brasileiro. Doutor em Ciências Militares e Instrutor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército.

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Mundorama é uma publicação do Centro de Estudos Globais da Universidade de Brasília

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