O outro lado da glória: A deformação da política externa sob a diplomacia bolsolavista

Editoria Mundorama
Mar 9 · 14 min read

Paulo Roberto de Almeida

Parte 5 e final da série: “O outro lado da glória: o reverso da medalha da diplomacia brasileira”

Continuidade da Parte 4: “O outro lado da glória: A diplomacia profissional, como base da diplomacia presidencial”.

Toda diplomacia tem seus pontos altos e seus pontos baixos, dependendo das orientações presidenciais, que podem ser mais ou menos versados em filigranas da política internacional e dos limites impostos ao país no contexto regional e mundial. Na Velha República, por exemplo, um presidente turrão, e mal informado, conduziu o Brasil a se afastar da Liga das Nações: ela pode não ter sido muito bem sucedida em sua missão, mas se tratava, em todo caso, de um exercício de multilateralismo econômico, que tinha começado pelo lado político na II Conferência da Paz da Haia (1907) e depois nas negociações da Paz de Paris (1919), com Epitácio Pessoa. O governo Vargas levou o Brasil a um flerte com os regimes totalitários de direita, antes que Oswaldo Aranha consolidasse a aliança no campo das democracias. Dutra nos levou a um “alinhamento sem recompensa”, segundo alguns acadêmicos, mas o Brasil insistiu num Plano Marshall para a América Latina, que só viria, dez anos mais tarde, sob a forma de um banco regional e uma “aliança para o progresso”. Os militares confirmaram a orientação oficial do Estado pelo anticomunismo, mas não eram, na realidade, muito favoráveis ao capital estrangeiro, preferindo grandes estatais perdulárias, além de insistirem na grande ilusão do programa nuclear completo. Houve ainda aquele destoante “voto sionista”, mas a origem não estava exatamente na diplomacia, e sim na presidência, talvez preocupada com o abastecimento de petróleo. Os governos petistas, além da aliança com algumas das mais execráveis ditaduras da região e fora dela, mantiveram uma outra grande ilusão, ao do “Sul Global”, uma bobagem ideológica tão bizarra quanto o antiglobalismo atual.

Um dos slogans preferidos — embora mentiroso — dos governos lulopetistas era “nunca antes no Brasil”, aliás usado como título de meu livro sobre a diplomacia dessa era: Nunca Antes na Diplomacia…: A política externa brasileira em tempos não convencionais (2014). A parte do “nunca antes” revelou-se, contudo, profundamente equivocada, ao adentrar o Brasil, a partir de 2019, numa das fases mais esquizofrênicas de sua história política. O lado mais ridículo dessa anomalia envolveu, sobretudo e principalmente, a sua diplomacia, submetida a uma pequena tribo de ideólogos ignorantes e fundamentalistas, identificados com o que de pior existe em matéria de teorias conspiratórias vinculadas à direita mais conservadora — na verdade reacionária — surgida nos Estados Unidos e em alguns países europeus. A partir de janeiro de 2019, o Brasil adentrou, verdadeiramente, no reverso da medalha do Itamaraty e no outro lado da glória da tradicional diplomacia brasileira.

O “festival de besteiras” necessitaria uma enciclopédia inteira para uma descrição completa. De fato, o grau de absurdos já acumulados pela política externa esquizofrênica do bolsolavismo, e por uma diplomacia especialmente submissa aos instintos primitivos dos novos donos do poder, é de tal monta que exigiria longos desenvolvimentos analíticos para substanciar na devida forma cada um dos absurdos já registrado em posturas “nunca antes” vistas nos anais da história diplomática brasileira ou até nos da diplomacia mundial. Apenas um punhado extremamente limitado de países — no caso liderados por governantes dessa vertente — são declaradamente antimultilateralistas, ou antiglobalistas, como os partidários dessa posição orgulhosamente a denominam.

O antiglobalismo explícito, demonstrado pelo então candidato a chanceler — aliás, numa quebra inédita dos padrões éticos requeridos de funcionários públicos em campanhas eleitorais, sobretudo no caso da diplomacia profissional –, estava explícito num blog clandestino que ele manteve durante a campanha presidencial: Metapolítica 17: contra o globalismo (17 era o número do candidato apoiado por ele). Revelada sua identidade em matéria da imprensa, ele obteve a leniência das chefias do Itamaraty, e continuou propagando textos de um teor inacreditável para os padrões circunspectos da diplomacia profissional. O que se pensava que fosse apenas uma estratégia de campanha converteu-se, inacreditavelmente, em políticas oficiais, para estupefação de diplomatas brasileiros e de observadores externos.

O que era apenas anunciado durante a campanha — oposição ao multilateralismo e a um fantasmagórico globalismo, aliança estreita não apenas com os Estados Unidos, mas com o presidente Trump em pessoa, denúncia do “marxismo cultural” e do comunismo em geral, exemplificado pelo Foro de S. Paulo, animosidade contra a China “comunista” e preferência por Taiwan, oposição aberta a todos os acordos na área do meio ambiente (a começar pelo Acordo de Paris sobre aquecimento global), adesão às plataformas anti-imigratórias dos xenófobos e racistas europeus, em especial às políticas do presidente Trump nessa área e a uma série de outras posturas notoriamente em claro desacordo com as políticas tradicionalmente defendidas pelo Brasil e pelo Itamaraty –, todas essas bizarrices políticas e diplomáticas materializaram-se da pior forma desde o primeiro dia do novo governo. Em alguns casos, as reações a tradicionais parceiros externos podem ter assumido a forma de uma “diplomacia presidencial aos pontapés”, gestos secundados e exacerbados por uma malta de auxiliares amadores.

Começou pelo apoio manifestado pelo chanceler acidental, seguido pelo próprio presidente, à instalação de uma base militar americana no Brasil, o que teve de ser de pronto recusado pelos altos oficiais militares do governo. Continuou pela denúncia do Pacto Global das Migrações, um instrumento absolutamente inócuo do ponto de vista da soberania nacional, ou da legislação própria, consistindo apenas de uma carta de boas intenções quanto ao tratamento da população migrante — imigrantes ou refugiados –, positiva para um país que, como o Brasil, exibe dez vezes mais emigrantes do que imigrantes. Foi absolutamente descortês com o sistema multilateral na área do meio ambiente, ao recusar sediar — como acordado pelo governo anterior — a 25ª quinta Conferência das Partes (COP-25), que teve de ser abrigada pelo Chile e finalmente realizada em Madri: a razão principal era a recusa pelos principais responsáveis do novo governo do Acordo de Paris, ameaçado de denúncia, o que acabou não se confirmando pela oposição sensata dos representantes do agronegócio, temerosos dos maus efeitos sobre o comércio internacional do setor. Mesmo com essa contenção, as posições que passaram a ser defendidas pela diplomacia bolsolavista nessa área foram tão agressivas que resultaram em vários confrontos e crises com países apoiadores de teses identificadas com a sustentabilidade (o que encaixou o Brasil no bloco dos antiambientalistas). Na COP-25 de Madri o governo chegou a designar quatro “agentes de informação” da ABIN apenas para monitorar as atividades dos “maus brasileiros” — como reconhecido pelo chefe do GSI, general Heleno — e das ONGs ambientalistas, tidas não apenas como “inimigas do governo”, como estimuladoras da “destruição” dos recursos naturais e das queimadas na Amazônia e no Pantanal (como afirmado pelo próprio presidente).

Não caberia, nos limites deste ensaio, uma descrição completa do conjunto de posturas em clara ruptura com os padrões tradicionais da política externa do Brasil e com os métodos de trabalho da diplomacia tradicional do Itamaraty, ou até em relação com disposições do CSNU (como questões afetas ao conflito Israel-Palestina). Os exemplos são numerosos e muitos deles já foram abordados por este autor numa série de livros publicados desde meados do primeiro ano do governo: Miséria da diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty (2019); O Itamaraty num labirinto de sombras: ensaios de política externa e de diplomacia brasileira (2020) e Uma certa ideia do Itamaraty: a reconstrução da política externa e a restauração da diplomacia brasileira (2020), todos eles disponíveis em ferramentas de comunicação social. Mas pode-se, numa listagem sumária, identificar as características principais da antidiplomacia em curso atualmente sob o comando de pessoas singularmente ineptas nessa área (com exceção do próprio chanceler acidental, mas este totalmente submisso aos primeiros).

Já se destacou aqui o traço distintivo principal dessa política externa, o seu antimultilateralismo esquizofrênico, o que é incompreensível e inaceitável sob qualquer critério pelo qual possa ser julgada essa diplomacia. Mas, a característica básica dessa diplomacia é o seu extrema servilismo aos interesses do governo Trump, o que confronta claramente vários aspectos dos interesses nacionais: no comércio bilateral, nas posturas defendidas em órgãos internacionais, no relacionamento do Brasil com o principal parceiro comercial, a China, assim como no âmbito regional. Nesta área, um aspecto se destaca, pois ele confronta diretamente toda a política externa brasileira nas quatro décadas anteriores: os esforços de integração regional, em especial, a construção de um estreito relacionamento político e econômico com a vizinha Argentina. Aliás, não existe praticamente menção, nas declarações do governo ou da diplomacia oficial, aos conceitos de América do Sul ou de América Latina: só existem menções frequentes à “América”. Esta, no entanto, só engloba os EUA e o próprio Brasil, e se acredita que o Brasil faça parte de um indefinido “Ocidente”, cuja defesa estaria a cargo do presidente americano.

Outro elemento propriamente absurdo da diplomacia bolsolavista — pois que contrário ao status constitucional como país secular — remete à defesa da religião em geral, e do cristianismo em particular, como fazendo parte de um suposto arsenal de princípios e valores que deveriam guiar a diplomacia brasileira em foros internacionais. Uma outra inovação inédita — mas deprimente para os defensores dos direitos da mulher, e de quaisquer outras minorias sexuais — refere-se a uma ridícula denúncia da “ideologia do gênero”, pois se afirma que ela poderia, supostamente, encobrir eventuais medidas favorecendo formas disfarçadas de iniciativas “abortistas” por parte dos “globalistas” e das organizações internacionais vinculadas a esses temas de direitos humanos.

O antiglobalismo passa obviamente na frente de qualquer outro elemento bizarro da atual diplomacia, mas ele é simplesmente esquizofrênico, e praticamente inócuo, uma vez que o governo — pelo seu lado econômico supostamente “liberal” — é levado a apoiar o ingresso do Brasil na OCDE (uma entidade representativa do mais puro globalismo), assim como o acordo do Mercosul com a União Europeia, outra entidade que pertence à mesma família dos “tecnocratas sem alma”, vocacionados a “retirar soberania” dos Estados nacionais. O lado mais patético, e terrivelmente prejudicial aos interesses do Brasil e da sua imagem no plano regional e internacional, é uma perfeita ignorância do conceito e da realidade da circunstância geográfica fundamental do Brasil, que é o espaço sul-americano e o dos processos de integração regional.

A visão negativa da região e dos projetos de integração desenvolvidos nas últimas décadas se deve, em grande medida, ao Foro de S. Paulo, às novas iniciativas institucionais tendentes a isolar os Estados Unidos desse espaço — Unasul, Conselho de Defesa, Calc, Celac e outras entidades exclusivamente sul-americanas ou latino-americanas — e a promover os governos progressistas e de esquerda no continente. Para um governo que prometia uma “política externa sem ideologia”, e um comércio exterior idem, trata-se, manifestamente, de um dos governos mais ideologicamente motivados das últimas décadas, ou talvez em toda a história da política externa brasileira.

Ao praticamente ignorar os processos de integração regional — e ao preferir uma estreita aliança com os EUA, que até agora se revelou tremendamente prejudicial aos interesses concretos do Brasil, não só no comércio, mas na sua imagem internacional, igualmente — e ao manter uma política confrontacionista com o principal vizinho regional — por causa do retorno do peronismo ao poder na Argentina –, o governo bolsolavista reduz praticamente a zero sua influência na região e condena-se ao isolamento completo, mesmo junto a governos de direita, que tendem a ser mais pragmáticos na defesa de seus interesses econômicos e comerciais.

Em outros termos, o principal relacionamento do governo Bolsonaro fica dependente das incertezas políticas dos EUA ou de limitadas alianças com governos supostamente alinhados com as mesmas posições conservadoras: Polônia, Hungria, talvez Índia (mas que exibe uma diplomacia tradicionalmente terceiro-mundista e mais focada em seus interesses estratégicos imediatos). Ironicamente, o maior apoio que o governo Bolsonaro poderia receber viria de um de seus principais parceiros, justamente a China, tão comprometida com a defesa da soberania nacional que — mas apenas formalmente — o próprio governo brasileiro atual (claramente disposto a ceder em quase toda a linha para se adequar aos interesses exclusivos do governo Trump).

Mais grave ainda seria uma adesão do Brasil aos interesses dos EUA, como país, na atual disputa geopolítica com a China, não apenas em seus aspectos hegemônicos mais gerais, mas também, e principalmente, em aspectos concretos, como no caso do leilão do 5G, em relação ao qual a pressão americana faz tudo para afastar a participação da chinesa Huawei. Em todas as áreas de interesse substantivo do Brasil — sobretudo nos mercados dos produtos brasileiros de exportação, na atração de investimentos diretos estrangeiros, na aceitação de padrões adequados de sustentabilidade ambiental, na antiga postura de líder sul-americano –, a diplomacia bolsolavista tem um efeito arrasador, que pode ainda se manifestar em prejuízos concretos para o Brasil. Nesse caso, as políticas atuais, que podem estar ou ficar em contradição com os interesses do agronegócio, dos empresários industriais ou dos banqueiros e grandes capitalistas, serão forçadas a recuar, abrindo espaço para posturas diplomáticas mais sensatas ou simplesmente “normais”.

Independentemente do que venha a ocorrer na continuidade do atual mandato do governo Bolsonaro, a partir dos primeiros vinte e dois meses seguidos até aqui, o fato é que a imagem do Brasil, sua capacidade de atuação regional, e mesmo internacional, seu poder de iniciativa nos foros multilaterais — que continuam relevantes e a principal base da diplomacia contemporânea, a despeito da postura ridícula da diplomacia bizarra — já se encontram seriamente comprometidas pela série inacreditável de equívocos cometidos e reiterados por dirigentes claramente ineptos e ignorantes em face desses desafios. Até o momento, o presidente e seus principais auxiliares ainda desfrutam de algum apoio político, por justamente contemplarem as obsessões políticas e ideológicas de uma parte do eleitorado, mas os custos dessas políticas e posturas podem se manifestar daqui para a frente, sobretudo em relação à temática ambiental e à “armadilha de Tucídides” que os paranoicos americanos — do Pentágono e da academia — querem empurrar para outros países, no antagonismo artificialmente criado pela disputa hegemônica contra a China.

Em conclusão a este breve ensaio sobre o “reverso da medalha” da diplomacia brasileira, pode-se afirmar que a atual diplomacia bolsolavista é a que mais perfeitamente representa o “outro lado da glória” da tradicional política externa brasileira, identificada, desde os anos 1930, pelo menos, com uma ideologia do desenvolvimento, como descrito de maneira apta pelo embaixador Rubens Ricupero em vários de seus trabalhos sobre as grandes linhas históricas da diplomacia brasileira. Esta breve análise das principais características da atual política externa permite constatar seu afastamento dos principais objetivos que foram os seus durante o último século, o desenvolvimento e o impulso aos grandes temas econômicos e comerciais nos principais foros multilaterais. O que se tem, em seu lugar, é uma insossa defesa de um “ocidentalismo” que não apresenta qualquer conexão com algum interesse concreto do Brasil atual — já distante dos tempos da Guerra Fria –, a adesão a pautas ideológicas — antiglobalismo, religiosidade piegas, anticomunismo ingênuo (na verdade absolutamente irracional) — ou a pautas que são contrárias aos interesses concretos do país (adequação a agenda da sustentabilidade, que é essencial ao agronegócio, praticamente a metade das exportações brasileiras e o seu futuro incontornável no horizonte previsível, imigração produtiva, integração regional), o que, mais do que crimes contra o desenvolvimento do Brasil, são erros primários de quem se pretende dirigente político do país.

A governança brasileira, em especial na área externa, se apresenta atualmente como uma verdadeira terra arrasada, e a imagem do país no exterior, como também já caracterizou o embaixador Ricupero, é a de um “pária internacional”. Tudo isso passará, mas o imenso retrocesso já produzido pesará terrivelmente, nos anos à frente, nos anais da diplomacia nacional. O dever de todo diplomata profissional, no caso de tragédias como a que se apresenta pela ação do governo bolsonarista, é o de oferecer denúncia e de opor resistência — pelo menos intelectual — em face do cenário de destruição das bases conceituais da diplomacia e de um quadro de retrocesso no patrimônio acumulado até aqui pela política externa brasileira. Meu testemunho foi oferecido no presente texto.

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