Imagine um Mundo Curado pelo Simples Exercício da Empatia

A frase escrita acima traz ousadia ao afirmar que a solução poderia se resumir em uma única competência e muita força e esperança caso todas as pessoas resolvessem agir com empatia no cenário em que estamos inseridos. Se assim fosse, não haveria inocentes atropelados propositalmente, explosão de bombas em cafés, medo de aeroportos e nem receio de caminhar distraidamente em qualquer rua do Brasil, Alemanha ou França. Também não haveria tamanha energia despendida para discutir corrupção, pois ela simplesmente não existiria. Mas se a empatia pode ser o portal para relações melhores no mundo, a humildade, a maturidade e a compaixão são os degraus capazes de aproximar seres humanos para este portal transformador.

Analogias a parte, o exercício de se colocar no lugar do outro, olhar sob diferentes perspectivas, se pôr ao lado da outra pessoa e buscar enxergar o que ela vê, tentar compreender o que ela sente e assim conseguir respeitar mais a sua individualidade, sem julgamentos baseados nas opiniões pessoais, faz com que as pessoas cometam muito menos erros, injustiças e, quem dirá, violências verbais e físicas.

Empatia exige humildade para reconhecer que não se sabe tudo e que não se detém a verdade absoluta. É se abrir para aprender e entender outras histórias, educações, crenças e consequentemente as ações que resultam de tudo isso. Empatia é base para qualquer relacionamento, seja de amizade, amoroso, de sociedade organizacional, comunidade em geral, ou seja simplesmente para desempenhar um bom papel como ser humano presente neste planeta.

Ser empático exige postura madura, que não tem relação com idade, mas sim com alguém que já percebeu que ouvir a história sem querer dar a sua opinião, apenas buscando entender, é exercício que exige observação e aceitação. É ter posicionamento, mas não exigir dos outras posturas parecidas ou iguais. É saber que cada um possui uma bagagem e que, somente no momento que se tem conhecimento do que o outro carrega, pode-se entender porque ela parecia tão leve, mas pode na verdade ser bem pesada ou vice-versa.

Empatia é algo tão nobre que exige também doses de compaixão, simplesmente ouvir o outro, demonstrar uma atitude positiva e assim, de maneira simples, aliviar a dor ou o sofrimento de quem pede auxílio. A consequência disso pode ser a diluição de uma onda de amor no mundo.

Para Daniel Goleman, “empatia é perceber o que outras pessoas sentem sem que elas o digam”, pois muitas vezes o que está por detrás das palavras, com expressões faciais, o não dito, também precisa ser decodificado.

Portanto, para que se tenham relações saudáveis e parcerias sustentáveis, dedicadas a ajudar pessoas, conectar propósitos, conceber soluções ricas em mutualidade e reciprocidade ainda que não reflita em lucro pessoal, é um exercício para pessoas que já possuem empatia em seu comportamento.

Proporcionar conexões entre pessoas, estabelecer parcerias é se preocupar com o bem geral, é relação ganha-ganha, pois no momento que o outro está bem, o mundo fica um pouco melhor e é essa a grande sacada de agir cada vez mais e convidar mais pessoas a agirem também com atitudes que transbordem empatia. Afinal, a cura para todos os males que tanto amarguram o mundo habita o interior de cada um de nós e a sua fórmula contém muitas doses de empatia que com certeza tem o poder de adoçar as relações neste planeta tão lindo e pouco respeitado.

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