Diário de bordo 15.06.22

Fazer trabalhos manuais me dá uma deliciosa sensação de realidade. Talvez pela minha profissão ser tão virtual, quando minhas mãos produzem algo é quase mágico. Transformar ingredientes soltos em uma receita ou um novelo em uma luva me conecta com o mundo real. Talvez por isso eu goste tanto de escrever; pequenas letras que formam sonhos.

Não sei porque tenho ansiado tanto pela “realidade”, por essa sensação de estar vivo e existir, fazendo parte de um contexto, de uma época e lugar. Mas é um alívio encontrar essas peças, seja na feira de antiguidades, seja nos episódios de Star Trek.

Também, quando eu produzo algo físico, não preciso de outra aprovação. A minha me basta. O produto fala mais que sua qualidade, já que tudo é teste e treino.

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