7 atos para se fazer no Dia Internacional de Combate à Homofobia

E todos os dias também.

Semana passada, estava eu voltando do vôlei, às 22h, em uma rua bastante movimentada de Curitiba numa sexta-feira gelada e resolvi usar um turbante preto na cabeça. A quantidade de ódio e olhares incrédulos que recebi apenas por ser um homem homossexual usando um turbante me atingiu em cheio. O pior momento foi quando um grupo de três caras passaram me encarando com muita raiva. Eles pararam e começaram a vir atrás do meu grupo. Só não continuaram a perseguição porque aceleramos o passo até a pizzaria mais próxima. Mais uma vez, a violência homofóbica bateu na minha porta.

Hoje, 17 de maio, o mundo celebra o Dia Internacional de Combate à Homofobia. E a pergunta que mais reverbera na minha vida é: Por que não posso ser quem eu quero? Por que nós não temos o direito de amar?

Então, decidi fazer uma lista de 7 atos políticos que podemos fazer para mudar o mundo neste dia singular, mas que também podem ser colocados em prática todos os dias.

Textão no Facebook

A ideia é problematizar, desconstruir e atingir o maior número de pessoas possíveis. A importância política do famigerado “textão” é tremenda porque ele humaniza as questões e une duas realidades humanas: a virtual e a física. O Facebook é a plataforma perfeita para isso, uma vez que tem por princípio o compartilhamento de ideias. Então, além de dividir suas experiências, ajude compartilhando as dos amigos.

Beijaço

Beijaço é uma das melhores formas modernas de protesto. Para quem ainda não conhece, a prática consiste em reunir diversos casais e pessoas para promover um beijaço de protesto contra a homofobia, transfobia, etc. Diversas capitais do país estão com beijaços marcados nos principais redutos machistas e homofóbicos dessas cidades. Em Curitiba, uma oficina de maquiagem para drags acontece na UTFPR e, logo depois, está marcado um beijaço no campus central da universidade.

Não permitir comentários machistas e homofóbicos

Escutou um amigo, parente ou alguém na rua fazendo piada machista ou homofóbica? Faça diferente dos outros dias e se imponha. Não sorria e concorde. Isso só ajuda a afirmar o que a pessoa diz e fazer com que ela repita em todos os ambientes que frequenta. Então, vamos dar uma de Pitty rebatendo as falas da Anitta no Altas Horas.

Ler sobre a história do movimento LGBTQ no Brasil

Você já parou para estudar e pensar sobre a luta LGBTQ no nosso país? Sabe como começou, onde, como se consolidou e quais os principais embates de discursos? Duas dicas de leitura são os livros: Devassos no Paraíso, de João Silvério Trevisan, e Além do Carnaval, de James Green. Ou comece por aqui.

Compartilhar memes de RuPaul e Inês Brasil em todos os grupos do WhatsApp

Todos os dias, os grupos do Whats ficam lotados de memes ou artes com frases preconceituosas. Mas neste dia, a vez é nossa. Hoje os memes estão liberados. Mais além, é dia de compartilhar e disseminar os nossos ícones da cultura LGBT. E Inês Brasil e RuPaul são duas fábricas de memes engraçados e esclarecedores.

Convidar amigos para participar da Marcha pela Diversidade no dia 22, e ir, é claro

Domingo, 22, o Grupo Dignidade e o Transgrupo Marcela Prado vai movimentar o centro de Curitiba com a Marcha pela Diversidade, num movimento de luta e protesto contra todas as formas de opressão, assim como de visibilidade para a comunidade. Então, entre no link do evento, confirme presença e convide todos os amigos.

Responder todos os comentários homofóbicos nas redes sociais

Seguindo a mesma linha de responder as piadas na rua e em casa, responda também a ignorância nas redes virtuais. Mais lindo ainda é quando uma marca se posiciona:

E aí, você tem outras sugestões? Deixe nos comentários.

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