Janeiro Lilás celebra mês da visibilidade trans em Curitiba

Iniciativa do Transgrupo Marcela Prado promove atividades e intervenções na capital paranaense.

Quando uma pessoa sente que tem algo de errado com o seu corpo e percebe que se identifica com noções do gênero oposto ao que seria o relacionado ao seu sexo de nascimento, tem-se o que é socialmente chamado de transexualidade. O processo de entendimento, percepção, adequação e transformação são complicados e demandam bastante tempo. Tempo e situações que, muitas vezes, não são respeitadas por pessoas que não compreendem essa condição humano. Dados da ONG Transgender Europe, organização européia que trabalha com letra T da sigla LGBTQ, aponta o Brasil como país mais transfóbico do mundo. São cerca de 608 mortes de transexuais e travestis entre 2008 e 2014.

Foi com base nesses dados e também em resposta ao último ataque a uma travesti moradora de rua, de Curitiba, que teve fogo ateado ao seu corpo, que o Transgrupo Marcela Prado criou a campanha Janeiro Lilás. A ação segue a lógica de que no próximo dia 29 celebramos o Dia da Visibilidade Trans e por que não levar o significado desse dia para o mês todo?

A instituição organizou diversas intervenções urbanas na cidade e atividades, além de pedir para que todos passem a usar o filtro da bandeira trans na foto de perfil do Facebook. Todas essas ações são formas encontradas para dar voz, represetatividade, garantir e respeito e mostrar que as travestis e transexuais existem, resistem e fazem parte da sociedade civil.

A expectativa de vida de pessoas transexuais, no país, não passa da faixa dos 35 anos, número extremamente baixo. Por isso, o Não Faz a Frígida endossa e apoia o Janeiro Lilás e convida a todos para ouvir, conversar e debater com as pessoas trans ao longo do mês de janeiro.

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