Webséries brasileiras são alternativas independentes de conteúdo visual LGBT

Confira a nossa seleção para assistir nas férias e dar uma folga aos estudos sem deixar de exercitar a mente.

A última semana de aula nas universidades chegou e, depois que passar o peso das provas, trabalhos, seminários e artigos, todo mundo quer mais é aproveitar o inverno curitibano com um chocolate quente, pipoca e uma série em baixo dos edredons. Mas, na hora de abrir o Netflix, bate aquela decepção pela falta de títulos LGBTs no catálogo. Então, aqui está a solução para os seus dias frios em casa: webséries LGBTs brasileiras produzidas de forma independente, com roteiros inteligentes e socialmente engajadas.

Confira a lista de recomendações do Não Faz a Frígida:

Positivos

Não dava pra deixar de indicar a série LGBT brasileira de maior sucesso. Positivos teve três temporadas que alcançaram mais de 30 milhões de visualizações no YouTube. A trama começa com um grupo de quatro amigos portadores do vírus HIV que dividem um apartamento no Rio de Janeiro. Os episódios de 30 minutos se aprofundam em questões da homossexualidade, transexualidade e gênero de forma que nem novelas ou filmes fazem.

Retratos

O que você faria se fosse gay, mas seu pai fosse um pastor homofóbico? É a história de Alex, da série Retratos, produzida pela WebSéries G. Com episódios de 10 minutos, a produção conta com apenas três episódios lançados no YouTube.

O Anjo do Mar

Uma produção do Projeto CAIS (Coletivo Audiovisual Itinerante de Séries), O Anjo do Mar também aborda a homossexualidade e o HIV com muita informação, mas com um roteiro mais poético e romântico. Perfeito para quem gosta de tramas sobre amores quase impossíveis e vilões que fazem de tudo para que o casal não dê certo.

RED

Uma revolução em conteúdo e produção, RED é uma das mais bem produzidas webséries brasileiras. A produção conta as histórias de Mel e Liz. Lançada em 2014, a série já conta com três temporadas, sempre falando sobre a relação das duas atrizes que se conheceram na gravação de um curta-metragem e levaram o romance ficcional para a vida real. A carência de realismo em histórias de casais homoafetivos femininos foi o que inspirou a criação da websérie.

Divando

Gosta do universo drag? Então, Divando, do Projeto CAIS, vai te conquistar logo de cara. A série trata do universo nada glamouroso dos bastidores das drag queens. Gravados em São Paulo, os episódios retratam o preconceito sofrido por certas orientações sexuais e gêneros dentro da própria comunidade LGBT.

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