Fora do Normal

Gosto de amores loucos. Antes que pensem que gosto de sofrer, não falo sobre aqueles psicóticos e paranoicos. Não, destes eu passo longe. Me refiro a loucos por aqueles que surgem em momentos ímpares e que acontecem sem pé nem cabeça. Há quem os chame de paixões impossíveis, mas não acredito ser este o caso. Dou por loucos aqueles que fazem a adrenalina tomar conta de mim, que dão sentido à expressão “borboletas no estômago”. Que o responsável pela tal loucura seja alguém parceiro e que se faça presente. Alguém que aceite as minhas loucuras e as incorpore como suas.

Não estou com alguém para ter um momento normal. Ter uma companhia que traga paz de espírito é uma coisa, ter uma que lembre a monotonia é outra bem diferente. A vida é muito curta para estar com alguém só por estar. Claro, todos temos nossos momentos de carência. O problema é que a minha não se satisfaz com alguém que não acompanhe os meus pensamentos. A dita “loucura” tem que se encaixar tanto no corpo quanto na alma.

Tem que ter o brilho no olhar ao citar a pessoa, o coração batendo mais forte ao telefone tocar e até o suspiro após um beijo doce. Sim, o programa pode ser o mais calmo possível. Podemos até sentar para admirar o nascer do sol. Qualquer coisa, desde que eu não tenha que me comportar. Se as nossas loucuras se complementam, não preciso usar meias palavras, nem tentar expressar meios sentimentos.

Prefiro um amor que seja louco como o meu por você, com uma risada inesperada, debates vorazes por pensamentos diferentes e a segurança dos seus braços. Escolho alguém que deixe a minha vida ainda mais colorida, sem meios tons ou alegrias forçadas. De normal já tenho todos os outros. Escolho você para viver a vida loucamente comigo.

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