Pistas deixadas ao longo do caminho


De onde estou, vejo um oceano de distância entre eu e o meu objetivo, a perfeição.

De antemão já sei que não a alcançarei, é utópica, mas procuro os sinais, as pistas deixadas ao longo do caminho por quem me precedeu nessa busca. Sei que elas me levarão o mais próximo possível da pessoa perfeita que eu jamais serei. Essas pistas são tão preciosas, quase não suporto quando são ignoradas!

O caminho a seguir me parece tão óbvio diante dos exemplos com excelentes resultados que nos foram deixados, mas quando me lembro que não sou perfeita não posso julgar a ignorância dos meus imperfeitos companheiros de jornada, e nessa tentativa de compreensão do próximo percebo que cada um enxerga as pistas à sua maneira, sob a lupa dos seus próprios interesses. Isso me entristece.

Quero ser perfeita, livre para julgar! Mas qual seria o julgamento da perfeição? Se assemelharia as crueldades que a minha imperfeição julga ser justiça?!

A minha pouca sanidade me faz crer que não e também me faz perceber o quanto estou distante do que almejo ser.

A minha busca está só começando e como estou cansada!