Balneário Camboriú e Itajaí

Cheila
Cheila
Aug 28, 2017 · 7 min read

Depois de duas semanas em Blumenau partimos para Balneário Camboriú, que fica bem pertinho, 1 hora e meia de viagem. Estávamos bem animados, o Thor principalmente, pois ele iria reencontrar o mar. Estamos achando que nós parimos um peixe e não uma criança… hahahhaahha

Embarcamos e assim que o ônibus saiu da rodoviária Thor passou mal, vomitou como se não houvesse amanhã, me lavou inteira de vômito, o chão, a mochila, o Lucas e se duvidar até a moça que estava na nossa frente. Ele nunca havia passado mal em ônibus, nós desconfiamos que foi porque estava muito calor, abafado e o ar condicionado estava bem fraco, praticamente nem tinha… (A Viação Catarinense é a pior do mundo, sempre temos experiências ruins com ela). Nesse momento só nos restava limpar o que dava, trocar o que dava da roupa dele (sempre levamos roupa na mala de mão) e tentar limpar o que dava com uma toalhinha que tínhamos na mochila. O resto? O resto ficou só o vômito, não tinha muito o que fazer, a não ser esperar chegar na rodoviária e tentar se limpar.

Ele ficou bem enjoadinho, porque não queria mais ficar no ônibus, porque ficou se sentindo mal, porque tava triste por ter sujado a gente e se sujado, não queria mais nada, a não ser descer do ônibus, mas, como explicamos pra ele, não dava e tínhamos que esperar. A nossa sorte que a viagem era curta.

Após todo esse incidente, passamos por algumas micro cidades no caminho e chegamos ao nosso destino, todo mundo vivo \0/ mas, sujos, quando desembarcamos que pudemos ver o tamanho do estrago… hehee

Chamamos um uber e fomos pra casa que alugamos pelo Airbnb, no caminho reparamos como a cidade é super bonitinha, tem muitos bares e restaurantes, é limpa… Uma graça. Passamos perto de uma praia (acho que é a Praia Central), Thor estava bem animado, nem parecia que tinha passado mal, poucas horas atrás. Ficamos em um bairro um pouco mais afastado do centro, chama-se Praia dos Amores, adoramos o bairro, tinha muitas coisas perto, restaurantes, padarias, lojas, mercados e o melhor a praia estava umas 6 quadras, mais perto só se estivessemos naqueles hoteis chiques que tem em frente… hhahahhaha…

Ficamos em uma casa bem em frente ao Morro do Careca, que é um lugar bem lindo, que você pode subir no morro a pé ou de carro, passar na praia do Buraco, que é uma praia que tem que descer uma escadaria quase infinita pra chegar lá, acho que não dá pra nadar, pois tem muitas pedras e correntezas, mas, a vista já vale todo o esforço.

Descendo a escadaria para a Praia do Buraco

Tem um outro caminho pra chegar até ela, que é pelo deque, você consegue chegar muito perto da praia, por cima, mas, está bem abandonado, então acabamos ficando com medo de ir até o final, fomos até o meio do caminho e voltamos pra descer pela escadaria mesmo.

Indo pelo deque

Lá no Morro do Careca, você pode saltar de parapente, o passeio parece incrível, na primeira vez que subimos estava um dia bom pra voar, aí tinha um moço tentando, mas, não conseguimos ver ele saltar, pois demorou muito, estava ficando tarde e ainda queríamos passar na praia, então quando ele saltou já não estávamos mais lá em cima do morro.

Pista de salto

É muito linda a visão de lá, você pode sentar e ficar horas lá contemplando a paisagem. Na segunda vez que subimos o dia estava bem nublado e chuvoso, então estava suspenso os saltos naquele dia.

Lucas e Thor ficaram doidos pra saltar, mas, não foram, Thor porque não tem idade (foi a maior decepção da vida dele), só pode a partir de 14 anos, ele só vai ter que esperar mais uns 10 aninhos, passa rápido… hahahaha… E o Lucas por motivos de estarem cobrando um rim, você paga R$ 240,00 golpinhos por 15 minutos e se quiser gravar mais R$ 50,00 golpes… Uma facadinha.

A casa de Balneário nos decepcionou bastante, não estava nada do jeito que estava descrito no Airbnb, até pensamos em cancelar, mas, a política de cancelamento do Airbnb não é muito favorável pra quem está se hospedando, então decidimos encarar a semana lá mesmo, já que não era nada tão grave. Foi a primeira vez que uma casa não estava como descrito no anúncio, até então tudo estava bem dentro do que compramos. Mas, dei uma nota bem baixa pra ele no review do site. Pelo menos a localização foi muito favorável =] comemos em alguns lugares bem perto, e fomos algumas vezes na Praia Brava, só não fomos mais, pois naquela semana decidiu acabar o mundo em água. Mas, nos dias de sol, quando não estávamos na praia estávamos andando de skate.

Andando de skate em frente a casa que estávamos hospedados

Depois dessa semana em Balneário achamos uma casa de uns artistas em Itajaí e não tivemos dúvidas de ir passar pelo menos uma semaninha lá. A galera é super gente boa, eles tem uma banda e tocam pelas ruas de Itajaí e de Balneário, quem quiser conhecer chama-se Oros Boros, a Hyndira que é a anfitriã é tatuadora e o estúdio dela fica na casa onde ela aluga, então até rolou da gente ver ela tatuando. A casa lá é imensa, é dividida em três e cada uma é uma puta casona, na primeira casa fica a mãe dela, na segunda ela, o marido e a filha e na terceira dois amigos dela e ela ainda aluga mais dois quartos e um sofá cama na sala… Thor amou lá, pois tem muito espaço de quintal, 3 cachorros, 4 gatos e 2 galinhas.

Branca uma das cachorrinhas da casa e Thor brincando no quintal

Todo dia tinha música, alguém ensaiando ou tocando junto só por tocar. Eles foram maravilhosos com a gente, nos receberam muito bem e ainda deixaram umas cachaças a nossa disposição, que claro, eu tomei lindamente (porque quem me conhece sabe que curto uma boa cachaça).

Thor ouvindo música e sendo Felícia com o gato

O bairro é bem afastado, andando até a praia dá 1 hora de caminhada, mas, tem padarias e mercado, só não tem quase nenhum restaurante, o que foi bom, porque enfiamos o pé na jaca em Balneário, aí deu uma boa balanceada no nosso orçamento. Tem parquinho na esquina da casa.

Um dos dias que estávamos lá fomos até o Mirante do Atalaia, um lugar com uma vista incrível, onde dá pra ver muito a cidade. Você sobe por uma trilha com muito morro, muito mesmo, tivemos que fazer várias paradas, porque eu e o Thor não damos conta (sorte do Lucas que treinou muito tempo em Francisco Morato, esses morros ele tira de letra… hahahahah), dá pra subir a pé ou de carro, nós subimos todo o trajeto a pé e se você for de carro, dá pra subir até certo ponto só, o restante tem que ir a pé, achei bom, porque assim não fica um milhão de carro passando e te atropelando pela estrada.

Vista do Mirante do Atalaia

Lá em cima tem um parquinho, um lugar pra fazer pic nic, nós fizemos e dá pra subir no Mirante.

Lugar do pic nic

Do outro lado do Mirante tem uma pista onde tem voo de parapente também, mas, não chegamos a ir até lá, pois estávamos cansados e ainda queríamos descer até a Praia, que é perto, mas, tem que dar uma puta volta pra chegar.

Saímos do Mirante e fomos até a Praia do Atalaia, gente, essa praia é super linda, ela tem ondas, mas, dá pra tomar banho tranquilo, tem muitos surfistas, foi a primeira vez que vimos alguém surfar. O Thor brincou na areia e entrou no mar, dava pra ver os barcos indo pro porto que tem ali perto, então você consegue ver aqueles trens monstruosos bem de pertinho.

Ali perto tem a praia do Molhe, onde os barcos passam muito perto, muito mesmo, mas, não fomos até lá, por motivos de Thor se recusar a sair de onde estávamos. Mas, na volta da praia deu pra ver um cargueiro bem de pertinho.

Nos outros dias ficamos na casa, bebendo, conversando, comendo, saímos algumas vezes pra andar de skate em uns morros lá perto, pro Thor poder descer sentado, pegando velocidade, no parquinho e saí um dia pra fotografar com ele pelo bairro. Ele agora tá se achando o fotografo de bichos e paredes. Vou fazer um post só com as fotos dele, porque o menino tem jeito pra coisa =).

Thor fotografando e descendo o morro de skate

Pretendíamos ficar mais uma semana em Itajaí na casa dos artistas, porém precisamos ir até São Paulo e cá estamos, se ficou curioso pra saber porque subimos o mapa ao invés de continuarmos descendo, aguarde o próximo post que vamos contar tudinho!

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Cheila

Mas, na profissão, além de amar tem de saber. E o saber leva tempo pra crescer.

Na Casa dos Souza

Somos uma família de nômades digitais. Estamos viajando com nosso filho de quase 4 anos pelo sul do Brasil e mostraremos as aventuras e desventuras de uma família da pesada.

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