Comendo em Balneário Camboriú e Itajaí

Saindo de Blumenau, fomos pra Balneário Camboriú, e lá, como a Cheila comentou, a casa não era nada como esperávamos e como estava descrito no anúncio do AirBnb, então foi um pouco difícil ficar na casa e se dedicar cozinhando. Isso e o fato da região que estávamos ter muitos restaurantes, cooperou pra que comêssemos muito mais fora.

da esquerda pra direita, de cima pra baixo: Yellow Bus / Yellow Bus Lanches / Conceito Orgânico salão / Conceito Orgânico feirinha / Surfers Paradise salão / Surfers Paradise talharim do Thor

Surfers Paradise — https://www.facebook.com/SurfersParadiseBC/

Como de costume, ao chegar na casa, deixamos as coisas e partimos pro almoço. A primeira parada foi em um restaurante bem na esquina da rua da casa que estávamos, o Surfers Paradise.

Foi uma surpresa, porque o restaurante, por fora, tem uma cara de barraca de açaí pra surfista, mas a comida é bem requintada, com pratos bem gourmet. Nós comemos na promoção do almoço, então pratos de R$40 estavam saindo por R$25, o que foi bem legal pra provar. O Thor comeu massa, como sempre, eu provei um risoto com contra filé e a cheila arroz com salmão, que na minha opinião foi o melhor dos três pratos, com um molho bem cítrico que deixou o salmão bem saboros.

Conceito Orgânico Emporio e Café — https://www.facebook.com/conceitoorganico/

Depois de almoçar, dando uma volta pelas redondezas, demos de cara com o Conceito Orgânico, um empório e cafeteria onde tudo é orgânico (né?) e resolvemos provar o café. Apesar de ter apenas café expresso — prefiro coado ou prensado — o café estava muito bom. Saboroso, e não apenas com gosto de pó de café puro.

Brava Pizzaria Artesanal — https://www.facebook.com/BravaPizzaria/

Voltando da cafeteria passamos em frente a uma pizzaria e só de ler a placa já decidimos o que íamos fazer na janta.

A Brava Pizzaria Artesanal é um lugar bem pequeno, com apenas duas mesas e o balcão, mas com grande foco no delivery. O cardápio já te explica o motivo do artesanal e te deixa com água na boca. Os sabores são simples, nenhum ingrediente muito chique, mas todos bons ingredientes, coisa de primeira. A massa é preparada maturada praticamente na hora. A massa é fina, crocante e absurdamente saborosa.

Stringari Sorvetes — https://www.facebook.com/stringaripraiabrava/

No dia seguinte, quando fomos ao mercado, no caminho descobrimos a Stringari, uma sorveteria bem grande e bonita, e não resistimos e fomos tomar um sorvete lá.

Lá eles vendem sorvetes por atacado, com um preço bem em conta, e também por quilo, onde você monta na hora com os sabores que quiser, as coberturas e guloseimas que preferir, pesa e já era. O sorvete não é dos melhores, e se você se empolgar vai acabar gastando muito.

Yellow Bus — https://www.facebook.com/YellowBusFood/

A noite, depois das compras, demos uma passada na praia pra nossa sereia — Thor — matar a saudade de casa, e quase em frente tinha esse onibus, tipo onibus escolar antigo dos Estados Unidos, coisa de filme mesmo, que parecia ser um food truck e já marcamos o ponto pra voltar depois e ver se ainda funcionava.

Na sexta a noite fomos lá, e adivinha o que estava aberto e era uma hamburgueria? Pois é, o próprio. Apesar de ser food truck, eles tem um bom espaço com mesas, e um ótimo atentimento direto na mesa mesmo.

O cardápio é bem enxuto, com um hamburguer, o mesmo hamburguer na versão dupla, um hotdog e dois tipos de porção. Nós provamos o hamburguer duplo e o hotdog, ambos vieram acompanhados de muita bata frita. O hamburguer era saboroso, mas bem comum, com cheddar e barbecue. Já o hotdog vinha com salsisha defumada, tipo a da 304 Dogueria Artesanal, molho de tomate caseiro. Uma delícia, o melhor dos dois pra mim, apesar de ser pequeno.

Draft Beer

Como no Yellow Bus só tinha cervejas de garrafa de 600 ou longneck, e nada barato, só comemos os lanches lá e saímos.

Na frente, um outro truck, mas de bebidas. O Draft Beer é um containerzinho bem legal com chopp artesanal. Lá eles tinham um pilsen, um APA e um IPA. Os dois últimos nós provamos e aprovamos.

Cantina Famiglia Mantovani Trattoria — https://www.facebook.com/cantinafamigliamantovani/

No domingo, dia dos pais, o Thor e a Cheila me levaram pra comemorar no restaurante que eu mais namorei de entrar desde que cheguei em Balneário Camboriú, a Cantina Famiglia Mantovani Trattoria.

De fora já se vê que o restaurante é literalmente a casa de uma família. E de dentro isso se confirma. Ao sentar fomos atendidos por um senhor (o pai) enquanto uma senhora (a mãe) cozinhava, e um rapaz (o filho) ajudava em ambas as coisas.

O menu não era tão extenso, mas parecia mais que alguém tinha colocado no papel as receitas que as avós costumavam cozinhar nos almoços de família — no caso, uma bem italiana.

De entrada, comemos torradas com pesto de ervas, tão bom que o Thor comeu e repetiu mesmo sendo mais verde que o Hulk. A Cheila e eu dividimos uma massa recheada de linguiça artesanal, ao molho bechamel, e o Thor um talharim ao pesto de ervas finas — o mesmo da entrada.

Apesar de cada um ter pedido seu prato, tudo foi misturado porque todo mundo queria provar de tudo. Tudo caseiro, fresco e delicioso. E pra garantir o nome de cantina, fez todo mundo sair rolando sem nem querer sobremesa.

Esse com certeza agora é um dos meus lugares favoritos, se não o mais favorito. E recomendo que se você for pra aqueles lados, não saia sem conhecer e comer lá.

Brava Burger — https://www.facebook.com/bravaburger/

Mesmo depois de toda a massa que comemos no almoço, na janta ainda sobrou espaço pra conhecer a outra esquina da casa.

O Brava Burger é bem fora do comum, com um jeito mais rústico, mais grosseiro, mas que serve os lanches com ingredientes frescos e bem selecionados.

Nós provamos um hamburguer de frango, que na verdade era mais um lanche de filé de frango no pão de brioche, mas não deixou a desejar no sabor, e duas porções de polenta — isso mesmo, duas — e meia porção de batata rústica. Ambas as porções estavam ótimas e muito bem feitas, mas a porção de polenta foi excepcional e fez valer a pena a barriga pesada de tanto comer.


Como deu pra perceber, em BC quase não cozinhamos, e quando fizemos, não foi nada de mais, então pra balancear em Itajaí, como ficamos mais afastados das áreas mais gastronômicas, praticamente não saímos pra comer, e pra não dizer que não, comemos duas vezes em uma padaria, mas que não vale nem a menção aqui, pois a experiência foi horrível.

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