Z - A cidade perdida

Percy Fawcett e sua busca pela civilização perdida, uma história real de coragem, honra e sonhos.

Fernando Dupont
Aug 9, 2017 · 3 min read

Z - A cidade Perdida passa longe de ser um Blockbuster hollywoodiano do qual estamos acostumados. Se você espera um filme de ação estilo Indiana Jones, cheia de aventuras e armadilhas, você procurou no lugar errado.

O filme é uma biografia do explorador britânico Percy Fawcett, que gastou boa parte da sua vida entre seu país natal e o sonho de encontrar uma antiga civilização no meio da floresta amazônica.

Com maestria, o diretor James Gray, consegue equilibrar uma história forte, com atores de grande nível e em pura ascensão. Unir em um mesmo elenco Charlie Hunnam (Sons of Anarchy, Pacific Rim e Rei Arthur),
Robert Pattinson
(Crepúsculo), Sienna Miller (Sniper Americano e G.I. Joe) e Tom Holland (Homem-Aranha, No coração do Mar), não é uma tarefa fácil para um filme sem grandes pretensões.


O filme se passa no começo do século 19 com a eminente guerra, entre Bolívia e os seringueiros, pela recém fundada República do Acre. A produção nos faz mergulhar em uma densa e extremamente inóspita amazônia, que serve de palco para a ótima atuação de Charlie Hunnam na pele de Fawcett. O personagem alterna entre seu amor pela sua mulher e filhos e a necessidade de recuperar o nome da família, que só é possível através da missão de explorar e registrar a região.

O filme não é uma aventura com estamos acostumados no cinema atual, inclusive me lembrou vagamente A Missão (1986), porém ainda sim cativa pelos dilemas dos personagens e uma trama muito bem construída, se mantendo dentro do possível fiel a história: de uma guerra mundial, a criação da república do acre e a guerra entre “países” em consequência desse momento histórico.

Com roteiro consistente, ainda que um pouco lento devido ao estilo proposto por Gray, o filme irá prender a atenção do começo ao fim através da construção dos personagens e sua evolução durante o longa. Ainda que Hunnam seja o destaque, os papéis coadjuvantes tem atuações sólidas que equilibram os dilemas vividos por Percy: Nina, trazendo o papel da família e suas responsabilidades, enquanto Henry Costin, representa a liberdade e coragem de seguir seus sonhos.

Tenho certeza que o filme não agradará a todos os públicos, porém é um filme a se exaltar pela qualidade. Com certeza é uma das grandes e melhores surpresas que teremos esse ano no cinema. Indicado para quem gosta de degustar uma boa história sem esperar por grandes explosões ou tiroteios.



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