Impulsione o trabalho em equipe trocando todos de lugar

Mudar as pessoas de lugar regularmente influencia positivamente no trabalho em equipe.

A fim de melhorar o trabalho em equipe, empresas têm adotado a troca de lugares entre os funcionários nos escritórios. E o resultado tem sido o aumento da interação entre as áreas, até então distantes, e um considerável ganho em produtividade.

Empresas como Google, Facebook, Yahoo e Samsung já aderiram a escritórios com layouts que facilitam a “dança das cadeiras”. E não para por aí, tais salas também foram planejadas para aumentar a frequência de encontros ocasionais entre pessoas que se sentam distantes, em especial nas áreas de café e água.

Em matéria publicada pela HBR, Scott Birnbaum, vice presidente da Samsumg afirma que “as ideias mais criativas não acontecem enquanto você se senta em frente ao seu monitor”. O executivo diz que a estratégia do espaço é promover as “faíscas” da inovação que acontecem quando as pessoas “colidem”. Isto é, grandes insights costumam vir da troca de ideias em momentos mais descontraídos, como, por exemplo, um papo no café.

Erik Dochtermann, diretor-presidente de uma famosa agência de publicidade de Nova York, conta ao WSJ que trocar os colaboradores de lugar ao longo dos últimos anos economizou US$ 200 mil por ano. Isto porque a estratégia foi colocar contadores e compradores de espaço publicitários lado a lado para que aprendessem mais sobre o trabalho uns dos outros, gerando mais resultados com o mesmo número de colaboradores.

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Quando os funcionários se sentam próximos, a interação entre eles aumentam em 40 a 60%, segundo a Sociometric Solutions, empresa que estuda o comportamento das pessoas no ambiente de trabalho através de sensores.

Não por acaso, essas interações aumentam o trabalho em equipe, ainda que as pessoas pertençam a áreas diferentes. Outro estudo realizado por Alex “Sandy” Pentland, diretor do MIT’s Human Dynamics Laboratory, mostrou que para a troca de conhecimento, as interações no escritório possuem valores diferentes, sendo a conversa cara a cara a mais valiosa, seguida pelo telefonema e conference call, deixando por último a troca de e-mails e mensagens.

O estudo de Sandy, reforça a proximidade física, pois se para a troca de conhecimento a conversa cara-a-cara tem valor maior que os outros meios, logo, quando equipes de áreas distintas estão próximas, boas ideias tendem a acontecer durante esse intercâmbio.

A prática permite a melhora do trabalho em equipe, da produtividade e consequentemente da inovação, porém, ela não é barata dependendo da disposição do escritório e equipamentos de trabalho. Se as pessoas se utilizam de desktops com monitores e precisam ter armários por perto, fazer a troca todo mês pode ser mais complicado do que numa startup, onde funcionários pouco utilizam gaveteiros e trabalham com notebooks, por exemplo.

Outro fator a ser observado é a personalidade de cada um. Um funcionário novo sentando muito próximo a alguém desmotivado pode ser um tiro no pé. Já o desmotivado da equipe sentado próximo a pessoas otimistas e engajadas pode ser uma boa solução. Ou imagine alguém da área jurídica que precisa analisar contratos sentado ao lado de um vendedor que faz inúmeras ligações durante o dia. Deve-se analisar caso a caso.


Por equipe NewAgent.