Livro A Startup Enxuta: 3 lições do método “lean startup” para seu departamento

O livro A Startup Enxuta (Lean Startup em inglês) também tem lições valiosas para quem trabalha numa grande empresa.

O autor do livro A Startup Enxuta, Eric Ries, baseou-se no modelo de produção da Toyota — lean manufacturing ou lean thinking — para cunhar o termo lean startup, como o nome já diz, voltado para startups.

Famoso nas listas de livros para empreendedores, A Startup Enxuta traz muitas lições também para quem trabalha em departamentos regulares de grandes empresas. Isto por que as lições podem ser aplicadas para se chegar a produtos e processos bem sucedidos sem desperdiço de tempo e recursos.

Para Eric Ries, um empreendedor não é apenas aquele que abre sua própria empresa. Muitos empreendedores estão nas organizações no papel de funcionários visionários que projetam o futuro de seus setores e que assumem riscos na busca por soluções inovadoras, visando resolver os problemas de seu departamento e da empresa.

Se este é o seu caso, certamente as 3 grandes lições do pensamento enxuto serão proveitosas para você.

1. Valide suas incertezas

Cada empresa e departamento possui suas particularidades. Ninguém pode jamais ter certeza de qual é a solução para todo problema que surge. Por isso, Ries defende que as pessoas não tomem decisões fundamentadas unicamente em suas experiências, melhores prática do mercado, opinião de especialistas, relatórios superficiais, julgamentos precipitados, etc.
Ele ainda sugere que toda hipótese para uma possível solução deve ser analisada em detalhes e testada com metodologias científicas, considerando variáveis, medições adequadas e relatórios realistas.

O autor apresenta o ciclo construir-medir-aprender como método para validar as incertezas. Uma vez identificado o problema e encontrado uma possível solução, seja ela um processo ou um produto, é preciso testá-la e avaliar seus resultados por meio de métricas que claramente apontem a melhoria ou resolução do problema.

2. Mude ou persevere (pivotar)

Mude seus processos ou persevere neles, mas não desista de encontrar as melhores soluções. É preciso ter maturidade e deixar um processo ou uma ideia que não funciona de lado e seguir novas hipóteses. Os erros fazem parte da aprendizagem e não devemos temê-los.

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O ciclo construir-medir-aprender tem como etapa final o aprendizado validado, isto é, comprovadamente entender que uma parte de processo não se aplica a um problema em questão ou que um problema está equivocadamente definido e precisa ser reescrito.

3. Tenha ciclos rápidos

Uma vez que você chegou a um processo que atende as necessidades de seu departamento, nunca deixe de validar suas melhorias. Um processo não é estático, ele sempre sofre pequenas alterações com o passar do tempo.

Todas as alterações em processos e produtos devem passar pelo ciclo construir-medir-aprender. Pois, senão, volta-se a tomada de decisões sem antes aplicar as metodologias de comprovação científica.

Para tanto é preciso que o construir-medir-aprender seja cada vez mais rápido, pois quanto maior o número de ideias e processos passarem por este ciclo, mais inovação e melhorias validadas serão entregues.


Por equipe NewAgent.