O microgerenciamento destrói a produtividade

O microgerenciamento é aquele modo de gestão obcecado por detalhes e de controle excessivo.

Como resultado, um gerente adepto ao microgerenciamento (ainda que inconscientemente) mata a produtividade e inibe o processo criativo de sua equipe.

O funcionário sob este tipo de gerenciamento encara o seu trabalho como uma atividade desgastante e estressante, pois ele meio que perde a “libido”, visto que tudo é feito conforme as determinações minuciosas de seu gestor. Em outras palavras, as experiências e conhecimentos do subordinado são constantemente ignorados, já que nesta cultura verticalizada do microgerenciamento as “melhores práticas” são sempre as do gestor.

Conheça como se dá a perda da produtividade através do microgestor:

  • Envolve-se demasiadamente em detalhes que podem ser facilmente e rapidamente decididos pelo próprio time. Ou seja, um enorme esforço por parte de todos em ajustes que não necessariamente fariam diferença no resultado final;
  • Não reconhece a capacidade de seu time ou finge fazê-lo, pois na prática tudo precisa ser constantemente alterado, sendo tal comportamento decorrente da falta de conhecimento e respeito ao estilo de trabalho intrínseco a cada um;
  • Solicitações constantes de relatórios detalhados referentes a boa parte das atividades desempenhadas por cada um, além, é claro, das reuniões frequentes para “saber como as coisas andam”;
  • Esquece-se de focar nos resultados principais, pois ele dedica seu tempo à detalhes triviais, recebendo muitas vezes o rótulo de gestor que não sabe o que quer;
  • É um grande defensor da cultura controladora e burocrática, onde nada acontece sem os famosos “formalize por e-mail” ou “escreva assim no e-mail…”. Logo, aquilo que deveria ser rápido e prático se torna uma novela interminável.

Não estamos dizendo que um gestor não deva ter a responsabilidade de acompanhar o desenvolvimento do trabalho, verificar a qualidade do mesmo, dar orientações, além de avaliar as habilidades dos subordinados e tomar decisões. É fato que tais responsabilidades lhe pertencem. O problema ocorre quando ele passa de seus limites e desconsidera a qualificação e capacidade de sua equipe e palpita de forma demasiada e constante sobre detalhes que poderiam ser determinados por ela mesma.

No final das contas, a empresa é quem perde, pois o microgerenciamento destrói a produtividade e a criatividade dos funcionários, resultando numa empresa pouco competitiva e vulnerável da ótica da inovação.

Caso você tenha se identificado com as situações citadas, seja na posição de gestor ou de equipe, saiba que o primeiro passo para se livrar do hábito do microgerenciamento seria a adoção de uma plataforma enterprise-BRAIN®, pois desta maneira sua empresa teria um ambiente colaborativo onde os gestores também se sentiriam à vontade com as informações e controle a seu alcance.

Por Julio Vidotti e Thiago Gonçalves.