Sem espaço para o achismo

O achismo não pode guiar as nossas decisões. Imagine quantos “eu acho” seriam derrubados se nos baseássemos mais em números.

João queria fazer uma alteração na campanha de e-mail marketing da empresa de software onde ele trabalha. A primeira pergunta que vem à nossa cabeça é “Por quê?”. Ele respondeu, “porque não estava tendo muitos cliques”. A segunda pergunta é sobre número de cliques que ele esperava ter? Ele disse “uns 50% do pessoal que abriu”. Por que ele achava, sem nenhum embasamento, que era um número mínimo pra justificar o valor investido. Mas isso não está certo e entenda o porquê neste artigo.

Todas as nossas decisões, das mais simples às mais complexas, precisam ter base em algo tangível senão correremos sempre o risco de nadar, nadar, nadar e morrer na praia. Vejamos o exemplo do João. Vocês sabiam que, referente ao mercado de software as a service, a média de cliques em e-mail marketing é de 13%, segundo pesquisa da Insight Venture Partner, 2014. Sabemos que pesquisas se baseiam em diversas opiniões e experiências, portanto não há espaço para o achismo a medida que temos essa informação a nosso favor.

Não estou dizendo que o João nunca vai alcançar a taxa de 50% de clique, até porque é preciso levar em consideração que não sabemos o tamanho e qualidade do mailing que ele está utilizando, mas perceba que se a expectativa é ajustada a algo mais próximo da realidade, com os dados de uma pesquisa, por exemplo, a precisão é maior quanto ao tempo que levaria pra justificar o investimento feito nessa iniciativa. Se esses números ultrapassarem essa média, então está ótimo, estaremos acima da expectativa.

Neste momento precisamos ser taxativos conosco e com quem está a nossa volta. O achismo não pode ter voz no nosso dia. Antes de tomar qualquer decisão temos que seguir algumas regras básicas: primeiro, a coleta de dados; segundo, a transformação disso em informação, retendo-a de forma apropriada para esta e outras campanhas; depois, a transformação em conhecimento; e por fim, na maioria das vezes, o resultado se transforma em inteligência competitiva. Se focarmos sempre nessa estrutura, será perceptível uma melhora na entrega de nossos resultados, reduziremos a margem de erro de nossas ações e o sentimento de frustração aos poucos desaparecerá, pois alcançaremos as nossas metas, já que ela estará cada vez mais alinhada à realidade.

Espero que este artigo tenha, no mínimo, servido para que você reflita sobre quantas atividades realizadas atualmente podem estar baseadas em um achismo seu, ou do seu chefe, ou do seu colega de trabalho. Quem sabe, não escrevo um próximo falando de como o João melhorou os resultados dele nas campanhas de e-mail marketing depois desse exercício.


Equipe NewAgent.