Instagram: dados & fatos

Com 32 mi de usuários no Brasil, plataforma é vista como mais profícua, inspiradora e criativa, segundo estudo britânico
Data de outubro de 2010 o nascimento oficial do Instagram, que tem como fundadores o brasileiro Mike Krieger e seu sócio estadunidense, Kevin Systrom. Assim que estreou na App Store, da Apple, o aplicativo configurou-se como o mais baixado, chegando a 1 milhão de usuários no mesmo ano de criação.
Quando chegou ao sistema Android, em abril de 2012, foi comprado pelo Facebook por US$ 1 bilhão, valor considerado recorde para época.
Hoje são 500 milhões de usuários no mundo, sendo que 80% deles estão fora dos Estados Unidos, onde foi oficialmente criado.

Terceiro no ranking mundial da plataforma, o brasileiro representa pouco mais de 6% dos números, com mais de 32 milhões de usuários. Assim como outras redes, esta também segue a métrica de maior representatividade para o público feminino (67% dos usuários) em nosso país. Na análise mundial, no entanto, o número é mais equilibrado e a porcentagem é de 51% para homens e 49%, mulheres.

Mais da metade desse grupo é composta por pessoas de 16 a 29 anos, sendo que 70% dos usuários não ultrapassam a casa dos 35 anos.
Por sua relação com o que é novo e rapidamente se converte em outra coisa, o Instagram inscreveu-se como um espaço afeito às descobertas e à inserção constante, muito atrelado ao efêmero, à imagem, ao que é jovem e bem-vindo.
Daí a necessidade de visitar alguns índices e entender, de forma mais estruturada, quais são as melhores frentes para a composição de uma estratégia de relacionamento e conteúdo para as marcas.

De forma simples, vale encarar o aplicativo como um espaço de descoberta para as pessoas e, consequentemente, as marcas devem ser provedoras desse processo de revelação.
Segundo o Social Pilot, 1 em cada 6 usuários já associa o Instagram a um espaço de aprendizado sobre produtos e serviços. Apesar de básico, tal insight revela o quanto há abertura para esse contato com as marcas que trabalhem conteúdos condizentes com o universo da imagem proposto pelo aplicativo.

Por isso, formatos inesperados e que fujam ao convencional, revelando o mundo a partir da perspectiva de sua empresa, são muito bem-vindos. Aqui é a hora de abusar de vídeos com linguagem cinematográfica ou imagens com um call-to-action, por exemplo.
Melhor imagem de marca frente aos usuários
Outro recorte crucial à estratégia das marcas está relacionado à própria plataforma. De acordo com um estudo britânico apresentado pelo FacebookIQ, uma fotografia não tem a mesma efetividade se divulgada em outro canal.
Na análise, os entrevistados viam uma mesma imagem em cinco plataformas diferentes. Quando a visualizavam no Instagram, os usuários a descreviam como mais “imaginativa”, “criativa” e “diferente”.

Com essas informações disponíveis, é possível listar quais são as maneiras de fazer seus públicos se sentirem inspirados e enriquecidos, atendendo a esses parâmetros.
Aqui cabe, novamente, a tese de que a subjetividade do insight é o que vai auxiliar na criação do melhor conteúdo, capitando a atenção do usuário justamente por aquilo que está nas entrelinhas e não pode ser explicado somente por algoritmos e dados.
A partir da definição desses conceitos, segue-se para a etapa de avaliar quais tipos de experiência podem cumprir tais objetivos. É, em suma, um grande desafio de fazer perguntas simples e objetivas e ter coragem ao por na rua algo fora do lugar-comum.
Não é um processo simples, mas é um processo possível e necessário para qualquer marca, um convite a pensar o que apesar de óbvio, não é simples.