10 frases que você PRECISA ouvir onde quer que você esteja.

Não importa quão horizontal é o lugar onde você trabalha ou o nome que se dá a essa descentralização: todo mundo valoriza o controle em algum nível. Medir para melhorar é controlar. Planejar, mesma coisa. Metas são declarações explícitas de controle. E o que falar de deadline?

A verdade é que não há problema algum no controle em si. Ou você se sentiria confortável em contratar engenheiros que desdenham da exatidão de seus cálculos? E mais: controlar não é um mal necessário, mas um bem imprescindível. Que só se torna ruim quando a incerteza sobre futuro desenvolve uma cultura de medo. Medo de não saber exatamente se aquilo que desejamos vai acontecer.

Em seu livro “Daring Greatly: How the Courage to Be Vulnerable Transforms the Way We Live, Love, Parent, and Lead”, a pesquisadora Brené Brown prova uma das maiores ironias da vida moderna: “pessoas que se isolam umas das outras por causa de sentimentos que têm em comum, como o medo de fracassar e a sensação de não serem boas o bastante.” Um mindset que começa na infância familiar e se estende a todos os aspectos da vida, formando adultos altamente apegados a tudo aquilo sobre o qual conseguem domínio. É aquele velho paradoxo: queremos a estabilidade e a segurança do controle, mas ansiamos pela emoção e a aventura que só um mergulho na vulnerabilidade proporciona. Só que não dá pra ser marido e amante ao mesmo tempo. É preciso mesclar. E, em uma cultura de escassez, o papel do marido austero sempre predomina.

Como o primeiro passo para se realizar qualquer mudança é saber que se precisa dela, Brown propõe que identifiquemos o modus operandi de um lugar (que pode ser onde você trabalha ou a sua casa) através indícios. Conversas são indícios. Histórias que se propagam também. Mitos idem. E aqui estão algumas frases que, se faz tempo que você não fala ou ouve, é possível que a opressão sorrateiramente tenha se instalado.

1. Eu não sei.

2. Você me ensina a fazer isso?

3. É assim que eu me sinto.

4. Eu discordo. Podemos conversar sobre isso?

5. Eu gostaria de um feedback.

6. Aceito responsabilidade por isso.

7. Peço desculpas.

8. Isso significa muito pra mim.

9. Estou à sua disposição.

10. O que posso fazer melhor na próxima vez?

Outra coisa que um ambiente de opressão e medo faz é tornar a liderança obsoleta. Afinal, qual a utilidade de um líder onde não há espaço para novas oportunidades, inspiração e inovação? O que uma pessoa pode fazer sobre um futuro totalmente previsível, baseado no que já se fez? É como disse Seth Godin: quando identificamos o desconforto, achamos o lugar onde um líder é necessário. Só que desconforto existe quando há abertura para tal.

“É difícil encontrar liderança porque poucas pessoas estão dispostas a enfrentar o desconforto exigido para ser um líder. Essa escassez torna a liderança valiosa. É desconfortável se destacar perante estranhos. É desconfortável propor uma ideia que pode fracassar. É desconfortável desafiar o status quo. É desconfortável resistir ao desejo de se acomodar. Quando identificamos o desconforto, achamos o lugar onde um líder é necessário. Se alguém não está desconfortável em sua posição de liderança, é quase certo que não está alcançando seu potencial máximo como líder.”

Lembrando que liderança não é uma dádiva divina. É exercício. Não é alguém exterior a você, antes o contrário. Portanto, na próxima vez que sentir desconforto, talvez seja interessante pensar como oportunidade. E como algo extremamente saudável para se crescer mais e melhor.