2013 a 2016: comparando o incomparável

Muita coisa mudou nesses quase 3 anos.

Manifestação março de 2016 em São Paulo. Crédito: Agência EBC.

As manifestações de 13 de março de 2016 foram históricas? Foram. Mas para quem? Para os números foram perfeitas. Para São Paulo, sem dúvidas. E para o Brasil?

É inevitável comparar 2013 com 2016. Na primeira, a mistura de quem estava nas ruas e até mesmo o número de cidades que se mobilizaram foi completamente diferente do que aconteceu agora. Mesmo com muita gente na rua, foi algo segmentado, algo típico de… Facebook, redes sociais. :)

Enquanto junho de 2013 foi um caldeirão com direito a tudo, mesmo sem foco e com pautas difusas, 2016 parece um prato de mingau, onde só quem está no meio acredita que o debate está quente, enquanto os outros só olham da fria borda. Se na primeira havia um forte sentimento de Brasil, agora há… não sei. É difícil sentir. Foi como assistir às manifestações da ‪#‎CUT‬ ou ‪#‎MST‬, por exemplo. Só que maiores e com direito à televisão. No final, tudo igual.

Protesto do Movimento dos Sem Terra. Segmentado como sempre.

A notícia da Folha de S.Paulo sobre o perfil de quem foi às ruas no domingo deixou um recado oculto para todos que estão curtindo se entrincheirar nesse debate cheio de 2 lados: precisamos parar de falar para nós mesmos.

A questão econômica está longe de ser uma questão exclusiva das “elites financeiras”. Pelo contrário. O problema é que nesse governo não temos oposições relevantes, e uma das consequências foi que as pessoas que se configuram neste plano social resolveram “tomar a frente”, fazendo a sua própria oposição. Vide os diversos #ForaPT e #somosmoro.

Me arrisco a dizer até que, talvez, um novo partido tivesse surgido nas ruas no dia 13 de março de 2016. Bastava coletar as assinaturas e pedir a homologação ao TSE. Se não houvesse rejeição aos políticos, talvez já tivessem o feito.

E para falar a verdade, ainda estou bem bolado com o fato de Eduardo Cunha poder ser o vice, tendo um Michel Temer, com 75 anos, sendo presidente, no caso da queda da Dilma Rousseff. É muita merda junta para adubar minhas ideias.

Eduardo Cunha, Aloísio Mercadante e Renan Calheiros. Quer mais?

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