Hanna

A ferramenta é você

Percepção, sensibilidade e discernimento não se aprendem em tutoriais no Youtube.

Há uma tremenda confusão na definição do que é ser um profissional de design gráfico “de verdade”. Pessoalmente, já parei de tentar separar o joio do trigo, pois é um debate sem fim sendo que as possibilidades de perfil do designer são infinitas, tanto para o bom, quanto para o ruim. Academia, experiência, técnica e talento são algumas das variáveis a ter em conta para qualquer perfil. Entretanto, nas “categorias de base”, o manuseio de ferramentas gráficas como Photoshop, Illustrator, Indesign ou CorelDraw, aparecem como destaque não só nos currículos, como também nos anúncios de vagas.

As ferramentas acabam sendo, para a maioria dos iniciantes, a porta de entrada para o design gráfico pois são acessíveis (leia-se “grátis”) e o meio pelo qual o trabalho toma forma e se concretiza.

Drop Shadow, Multiply, Neon Effect, Rounded Corners, entre tantos outros efeitos, comem soltos. Muitas vezes sem controle ou direcionamento.
A experimentação faz parte do aprendizado, sendo assim: Taca-lhe pau!

O que é preciso ser dito é:

Ferramenta não é design.
Ferramenta não faz design.
Ferramenta não faz de você um designer.
http://lab.ftofani.com/

Essa visão superficial que qualquer sujeito que saiba abrir o Photoshop é um designer é tão forte que se tornou complicado desmistificá-la. O problema começa realmente quando esse sujeito acredita nisso e se joga no mundão vendendo seus “3 mil cartões de visita por R$35”.

Não, não estou novamente falando dos “sobrinhos”.
Estou falando de uma porrada de pessoas que trabalham com comunicação e compartilham dessa mesma visão estúpida e se aproveitam disso para nivelar por baixo os salários e reduzir o status de alguns profissonais qualificados a meros “ferramenteiros”.

Obviamente que o domínio da ferramenta tem sua importância e esse conhecimento é fundamental para o exercício da função de designer, porém, apenas o manuseio sem fundamentação e objetivo é ineficaz. O aprofundamento nos conhecimentos das ferramentas podem, ou melhor, devem, ser acompanhados pelo aprendizado dos princípios do design.

A compreensão do que é o design gráfico requer estudo, percepção, construção de repertório, envolvimento e experimentação que não vai encontrar em tutoriais de 5 minutos no Youtube. Exige imersão, vivência e um constante aprendizado que vai muito além de seguir uma dúzia de blogs de referências e citar umas frases do Wollner de vez em quando.

Essa compreensão aliada as skills no software é que constroem um designer apto ao mercado de trabalho. Um profissional capaz de dar soluções e não apenas recortar cabelos com a varinha mágica.

Pra fechar, fica a dica do ET Bilu:

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