A gente se conformou?

A gente se conformou a acordar cansado e não tomar café da manhã. A engolir o almoço e os milhares de cafés durante o dia. A deitar tarde e dormir como se nunca tivesse vivido. A fazer tantas coisas que a gente não precisa para ser feliz.

A gente se conformou a trabalhar 12 horas por dia. A responder e-mails enquanto os filhos pedem carinho. A correr atrás do dinheiro. E, em nome do Rei dinheiro, anular a vida.

A gente se conformou a agradecer por tudo o que a empresa deixou de cumprir. A chegar em casa, deitar no sofá e naufragar nas redes sociais, deixando de lado sonhos e desejos pessoais.

A gente se conformou a se relacionar com indiferença. A conviver na superfície e com carinho limitado. A beijar esquecendo, namorar fingindo e amar com a intenção de perder.

A gente se conformou às noitadas sem ao menos questionar o que é diversão.

A gente se conformou a muito falar e pouco fazer. A não ouvir o outro e tampouco somar. A discutir e raríssimas vezes elucidar.

A gente se conformou a olhar para dentro com tristeza e insatisfação, mas, ao olhar para fora, se encher de entusiasmo e adoração. A gente se conformou a se maltratar com bebidas alcoólicas, refrigerantes, péssima alimentação, drogas etc.

Mas será que a gente se conformou? Ou será que só estamos passando por uma fase de transição, que desorientou o nosso caminho? Se um rápido exame de consciência for realizado, verificaremos que está na hora de trocar os botões emocionais e se colocar à disposição de um mundo novo que está sendo construído.

Não se conforme com aquilo que você não acredita. Faça você a vida, para ela não se perder em si mesma.