A História de Diana

Babi Vanzella
Jul 5, 2018 · 3 min read

Fazia dias que eu tava a fim de ver o documentário da Princesa Diana na Netflix, porque tava com um feeling de que ia ser incrivelmente foda… e foi. Que pedaço sensível da história do mundo. Que pessoa espetacular. Lady Di não foi uma mártir ou uma sofredora ou uma santa, apesar de ter, sim, sofrido bastante nos 36 anos que esteve por aqui. Mas são tantas as relações da história dela com a vida como a gente conhece hoje que é até difícil pontuar.

Príncipe Charles foi quase um coadjuvante na história da princesa se não tivesse sido fundamental pra ela se tornar quem se tornou e abrir as estradas que abriu, a grande maioria pra sobreviver à solidão e à dor da rejeição. Se naquela época um monarca pudesse se casar por amor, por exemplo, o mundo não teria o capítulo Diana como parte da biografia. Então, até o que tava errado, tava errado por uma razão tão maior que torna quase visíveis os planos superiores dos quais a gente não tem a menor ideia quando desembarca aqui.

Charles sempre foi apaixonado por Camilla, com quem hoje é casado. Mas por conta de uma série de proibições e protocolos antiquados da monarquia, uma plebeia como Camilla nunca poderia ser princesa. E assim, a família arranjou pra ele Diana, de família aristocrática, virgem, bonita, perfeita pro papel. Uma menina de 19 anos, enquanto Charles já tinha passado dos 30 e gostava de outra.

Vendo assim de longe e com décadas de distância, fica óbvia a altíssima margem de erro de uma união dessa. Mas assim aconteceu e, a partir do momento que o nome de Diana apareceu como sendo o da futura princesa da Inglaterra, os interesses do mundo todo se dirigiram a ela. E deste momento até a noite em que morreu em Paris, perseguida por paparazzi, foi a mulher mais importante e fotografada do mundo.

Mas tudo foi peculiar na história da Lady Di. A começar pela relação de amor e ódio com a imprensa. Junto com Diana, veio o boom das lentes objetivas: e foram todas focadas nela. Dia e noite, noite e dia. O mundo pirou na Lady Di, que além de linda era gentil e carismática, tendo uma pegada popular que não pertencia à família real até então. As pessoas queriam ela. Ela vendia. Ela era notícia. Ela. Ela. Ela.

E ela, que “estreou” aos 19, foi amadurecendo e buscando um papel nesse mundo do qual não se sentia pertencente. E não pertencia mesmo. Lady Di era claramente alienígena.

Engravidou duas vezes do príncipe Charles “por milagre”, como ela mesma diz zoeira documentário “Suas Últimas Palavras” e teve os dois filhos que o mundo todo conhece. Aguentou no osso o caso do marido com Camilla, que foi uma constante na história de todos eles.

Diana era um passarinho indefeso metamorfoseado em leão. E apesar de ter sido muito muito triste o fim da vida dela e de pensar que os netos foram privados de conviver com essa presença que hoje teria só 50 e poucos anos (!), a passagem meteórica da Lady Di, que morreu no auge da juventude, da fama, da importância, da felicidade, fez do seu legado e da sua vida eternos de uma forma muito foda e intensa que possivelmente teria outro peso se ela tivesse vivido mais.

“The story of Diana” (tá na Netflix).

“Como feminista, acredito que o legado de Diana às mulheres e ao mundo no geral é que ela se tornou, no final, a autora da sua própria história. ela começou só como uma folha ao vento, sem qualquer direção real, fazendo simplesmente aquilo que esperavam dela. E Então, simplesmente reagindo, reagindo às coisas sem uma visão clara de quem ela era, do que queria fazer ou do que queria ser. E através de uma longa e dolorosa jornada pessoal, que a levou a lugares muito sombrios, ela emergiu e se tornou uma mulher confiante, firme e controlada, que tinha ação, autonomia e autoridade. Essas três coisas que toda mulher moderna precisa e que ela finalmente conquistou.” (Dra. Amanda Foreman)

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I don't have a story. I'm just a girl in a bar.

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