A vida numa balança: pra que lado pende a sua?

Babi Vanzella
Jul 22, 2018 · 2 min read

A realidade é 5% da vida. Um homem deve sonhar para salvar-se.

Ontem eu estava no meu tradicional relax de pomeriggio, que significa pegar um sdraio (tipo uma cadeira de praia), um livro, algumas comidas, um chá quentinho, fones de ouvido e ir com a Jéssica, minha colega de trabalho, roomie e sorella italiana sentar no sol durante algumas horas tendo na frente a montanha dos Dolomiti, na esquerda as ovelhas negras do Nonno e as highlander cows do vizinho e mais ao lado as vacas de sino no pescoço que ficam por ali tintilintando seus sinos pelo bosque. Simplesmente amo e anseio por esse momento do dia que é inadjetivável: não existe uma palavra que dê conta de definir o quanto essas horas diárias são significativas na minha vida e nem a plenitude que sinto dentro de mim nesses momentos.

Sei lá, viver tem muita coisa envolvida. A gente tem muita coisa sempre pra pensar, pra organizar, pra tocar adiante. Situações difíceis acontecem sempre e a vida tá bem longe de ser um mar de rosas por aqui, mesmo nessa vida “dentro de um filme” que escolhi pra mim. Vivo meus perrengues e meus cansaços. Mas é a tal história da balança, sabe? As coisas nunca vão estar no 100% porque viver é verbo, movimento. Um jogo que só termina quando acaba, como diz o poeta. O que interessa é ir prestando atenção pra qual lado a balança tá pendendo. O que tá pesando mais se você listar os prós e os contras das escolhas que tomou? O que pesa mais quando chega a hora de deitar a cabeça no travesseiro? Nunca acreditei numa vida feita de concessões e sofrimentos pra chegar em algum lugar lá na frente porque pra mim o lugar sempre foi aqui e o tempo agora. Mas essa sou eu e falo da minha balança. Pessoas são diferentes, têm missões distintas e desafios pessoais completamente diversos. É preciso antes de tudo saber quem a gente é pra conseguir entender os pesos e medidas que servem pra cada um.

Momentos como esse do pomeriggio, por exemplo, me permitem ver claramente pra que lado a minha balança pende. Uma análise importante que faço com base em quem eu sou e sem nenhum medo de realizar as eventuais mudanças necessárias. Uma balança pendente pra uma vida que não responde aos anseios da minha alma sempre foi pra mim alerta vermelho. Qual o sentido em ficar preso a uma história que não traz felicidade?

E se a natureza é capaz de sentir aquilo que a gente sente, então nessas tardes de descanso até as margaridinhas que brotam sozinhas na grama sorriem quando sentem a minha resposta.

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I don't have a story. I'm just a girl in a bar.

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