Abril em chamas, maio em tempestade. O que virá a seguir?


Eis que abril foi, pela sétima vez seguida, um recorde. Não só aqui no Sudeste Brasileiro, mais precisamente nas terras secas de Sampa City (aqui foi mais). Em média, 1.1 graus Celsius mais quente, no mundo inteiro. O que significa?

Nem os cientistas achavam que fosse ser assim e estão deveras preocupados.

Vejam só a anomalia no Brasil. Imagem da NASA/GISS

O povo do Observatório do Clima entra no mérito do detalhe político/científico/econômico, que deve ser entendido antes de qualquer coisa, tome como lição de casa. A minha gira aqui é outra. Percepções.

Primeira percepção

A mudança climática é antes de tudo uma questão política

Sim, incauto leitor, o povo que decide o mundo decide isso também. Tiveram poder pra decidir quando o esforço seria menor, e agora, eles têm o poder para mitigar. Deles não espero muita coisa não, poderiam ter resolvido isso lá atrás, com impactos e custos significativamente menores. Como bons políticos que são, obviamente, deixaram arrastar até o impossível.

Temos tecnologia para tornar a situação menos desagradável. Só que no jogo de poder do planeta, o bem estar das pessoas comuns, infelizmente, não é o primeiro item da fila.

Segunda Percepção

Sabemos que o clima muda e por isso, escolhemos não importar.

O tema está presente, ouço os engravatados conversando, as senhoras no ônibus. E quando acontece algum indicativo atípico elas se lembram que não era assim que o clima funcionava no tempo delas. Entendedores do comportamento humano haverão de explicar, o fato é que nas dinâmicas da vida as variações que nos causam impacto são as que menos escolhemos perceber.

E assim é com o clima.

Terceira Percepção

Há os que se importam e percebem a urgência do momento. Na alegoria bíblica do dilúvio não contam isso mas enquanto Noé silenciosamente construía sua arca com certeza havia outros malucos avisando do que viria. As pessoas os tomaram como birutas e deu no que deu.

Ouçam os loucos, os desvairados, os malucos!

Não é preciso, entretanto, ser um “salvacionista” e estocar latas de óleo e atum. Basta ficar esperto.


O recado, querido leitor, é esse. Fique ligado no clima:-)

YES — Don’t kill the Whale. Uma curiosidade nesta música é que o som de uma baleia foi sintetizado pelo Rick Wakeman.
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