Rodrigo Goldacker
Aug 6 · 14 min read

Primeiro, uma promessa; depois, uma desilusão. E agora?

Durante certo tempo, o Medium pareceu ser para alguns um pequeno oásis e uma esperança de preservação do melhor da Internet no meio de um cenário cibernético distópico e caótico. No Brasil, por exemplo, durante o auge das polêmicas envolvendo o Facebook e o Whatsapp (pela maneira como afetaram as eleições tornando fácil propagar mentiras e, no caso do Facebook, também por conta do escândalo com a Cambridge Analytica), houve quem apontasse (eu incluso) o potencial do Medium para talvez ajudar a solucionar muitos dos desafios da Internet atual, sobretudo no que diz respeito à qualidade de conteúdo e a civilidade do comportamento entre usuários.

Entretanto, embora eu acredite que estas duas características (qualidade e civilidade) não tenham jamais abandonado a plataforma, em algum momento a magia se perdeu. Os últimos anos têm sido duros com o Medium, com uma grande debandada de público e críticas às suas últimas atualizações e decisões empresariais (sendo polêmica, sobretudo, sua implementação de um modelo de paywall).

No Brasil, a situação se desenvolveu de forma ainda mais crítica: se o site já não vinha preferenciando os leitores em outras línguas que não o inglês há algum tempo, finalmente isto se confirmou em uma situação de abandono total. Já não há uma curadoria na plataforma para conteúdo em outras línguas, o feed principal foi dominado por autores internacionais e as últimas atualizações, inclusive a nova estratégia de monetização e os novos modelos de publicações, jamais foram implementadas para os brasileiros.

Acredito que seja de interesse para todos aqueles que utilizam a plataforma, como leitores e/ou como escritores, discutir se o Medium ainda conta com relevância ou impacto (ou, ainda, se teve algum dia e se mereceu a expectativa que gerou). Não só isso, os caminhos da plataforma no futuro e sua maneira de lidar com a privacidade e os dados de seus usuários são dois pontos que precisarão ser questionados sempre e acompanhados com cautela por todos que optarem por permanecer aqui.

Entre os usuários em português, houve um momento importante de decisão durante esse processo de mudança de direcionamento, momento este que levou muitos a abandonarem o Medium de vez. Muitos escritores que acompanhava por aqui desistiram, ou mudaram de plataforma. Para muita gente, investir aqui deixou de valer a pena.

Com tudo isso, é esta a questão: será que esse lugar ainda vale a pena? Enquanto leitor, penso que a resposta é simples: até agora, eu acredito que sim, pois ainda vejo muito conteúdo aberto (em português e também em inglês) por aqui que desejo ler. Se você também segue satisfeito com suas leituras por aqui, pagando ou não, acredito que compartilhará dessa opinião. Mas e enquanto escritor? Por que estou me dando ao trabalho de digitar isso aqui e, se você escreve, por que você devia se dar ao trabalho de tentar publicar seu conteúdo por aqui? Ainda vale a pena ser um escritor no Medium?

Para mim, a resposta é: sim, vale. De uma forma diferente de antes e dependendo das suas motivações e expectativas, mas vale. Para muitos, acredito, talvez possa valer mais do que nunca.

Mas vale por quê?

1. As coisas funcionam melhor quando o Google gosta de você

Detalhe de arte retirada daqui.

Leitores humanos, leitores robóticos.

Eu trabalho como redator publicitário. No meu dia a dia na agência, quando estamos falando de trabalhar com ambiente digital, muitas vezes eu preciso investir mais tempo em estratégias para conquistar algoritmos do que para conquistar leitores humanos. Um leitor humano não se importa com SEO: ele não se importa com tags, o código da página por trás do conteúdo, a repetição de palavras-chave, o uso de imagens ou o tamanho do link. Mas um robô do Google só quer saber disso.

É de hábito que eu precise comprometer a qualidade de um texto em sua leitura para humanos, formatando ele de acordo com os desejos do Google, simplesmente para que meu conteúdo apareça onde precisa aparecer e entre como relevante na rede em que eu preciso que ele esteja inserido. Sem prejudicar a leitura do texto para meus leitores finais, os leitores robóticos que ficam no meio do caminho não me deixam alcançar aos olhos humanos de ninguém.

Mas no Medium, eu nunca precisei me preocupar com isso. Os algoritmos já gostam naturalmente da plataforma, sem que eu precise me preocupar em fazer nada que não conquistar leitores humanos. Sem pensar nem por um momento em estratégias de SEO, meus textos já foram parar algumas vezes, puramente sem querer, na primeira página dos resultados do Google para termos como “ateu”, “publicidade invisível” e “ego”.

O próprio código do Medium automatiza muitas das preocupações com SEO. Ele já é escrito de forma extremamente funcional e limpa por si só e ainda constrói um tagueamento de relevância (falei sobre isso anteriormente, inclusive abordando as questões éticas de rendermos nossa escrita e nossas tags aos robôs de terceiros, nesse texto aqui) dentro da plataforma que funciona como uma curadoria para facilitar a vida dos algoritmos. Hoje, quando pesquiso meu nome no Google, o primeiríssimo resultado é meu perfil no Medium. Já o link do meu Facebook, só para comparar, costuma ser o último ou o penúltimo link da primeira página.

Se você não é um programador ou um publicitário e mesmo assim quer se dar “ao luxo” de encontrar novos leitores a partir de ferramentas de busca, você tem duas opções: contratar alguém para montar sua plataforma do zero, o que pode dar errado e ainda ser muito caro, ou aproveitar toda a estrutura que o Medium disponibiliza de graça, desde o começo.

Mas optar por uma plataforma digital só resolveria duas questões: o código limpo e (se você deformasse seus conteúdos de acordo com estratégias de SEO) a relevância. O Medium é muito mais do que isso. Ele oferece também um esforço humano fundamental que você não teria em nenhum outro lugar da internet brasileira.

2. Publicações são valiosas companheiras

Detalhe de foto de perfil que tirei da página da New Order no Facebook.

Se você é um escritor iniciante, publicações do Medium são o melhor primeiro passo que você pode buscar.

Depois de um tempo no Medium, amigos e até desconhecidos começaram a me procurar pedindo dicas para começarem a escrever aqui também. A primeira dica que dei para todos eles foi: busque publicações.

Além da curadoria digital, as publicações também se tornaram uma curadoria humana que me parece fundamental para usar esta plataforma. Se você entra em uma, não precisa mais correr atrás de leitores; muitas vezes, você os terá a partir da publicação em que está. Para alguém que está começando, nada é mais fundamental do que essa empurrãozinho para encontrar seu público.

Mas isso é só uma pequena parte do que as revistas digitais do Medium representam. Depois que a curadoria oficial em português foi extinta, essas publicações se tornaram a principal vida da comunidade de leitores e escritores daqui.

E digo comunidade nesse sentido mesmo, de um grupo de interações, aqui feitas de forma mais civilizada, bem cuidada e embasada do que o imediatismo apelativo, sensacionalista, reducionista e lacrador de outras redes sociais. As conversas mais saudáveis que já tive e já vi na Internet dos últimos anos certamente foram aqui.

Além disso, nenhum outro espaço digital com um número respeitável de leitores é tão aberto a novos talentos quanto as publicações são. E em nenhum outro lugar eu tenho mais confiança de que voz foi dada para escritores que talvez não fossem ouvidos em nenhum outro lugar, já que lá fora o processo de seleção sempre é menos transparente, mais custoso e mais parcial.

Existe uma relação recíproca para escritores e publicações no Medium que funciona de forma muito orgânica e eficiente, algo que nenhum outro portal de conteúdo conseguiu até agora construir da mesma maneira. Só aqui é possível conciliar o auxílio algoritmo com esse auxílio do esforço humano conjunto e mutual.

E esse é um bom gancho para o próximo ponto: por que aqui isso é possível?

3. Somos bancados pelos gringos

Imagem retirada de um post no perfil do Medium no twitter, aqui.

Com quem o Medium se importa?

Nos últimos anos, algo que muitas vezes se mostrou como trágico acabou se comprovando como um dos principais benefícios desta plataforma: o descaso.

Não é de hoje que os usuários brasileiros lamentam a não-implementação de novidades à interface brasileira. Quando cheguei aqui anos atrás, o luto era em torno do fim do Medium em Português. Aconteceu que o “abandono” foi benéfico: reforçou o papel da comunidade e o protagonismo das publicações. Mais recentemente, todos do Brasil (e de outros países “abandonados”, como este texto de um indiano ilustra muito bem) reclamaram que o modelo de paywall não veio para cá. Mas a grande questão é: será que perdemos grandes coisas com isso?

Pouca coisa. Usuários internacionais reclamaram bastante da mudança: as publicações de lá foram obrigadas a se converter ao novo modelo e enfrentar gigantes comunicacionais que migraram para a plataforma; as polêmicas de sempre a respeito de relevância paga, censura e sequestro de dados de usuários se tornaram comuns. Ser ignorado pode ser positivo, se isso significar que ninguém terá interesse em me rastrear ou chantagear para que pague por conteúdo. O Medium em inglês virou lugar “de gente grande” e, no meio das brigas de tubarões, meros mortais não tem mais vez para começar suas jornadas como escritores digitais. O conteúdo internacional pode até ter sua qualidade, mas o conteúdo brasileiro também tem (e aqui ainda costuma ser de graça, sem todas as implicações e contras do paywall).

Por aqui, as publicações seguiram mantendo a luz acesa. Toda estrutura do site (que inclui a própria ideia e modelo de publicações) e as benesses do código limpo que agrada ao Google mantêm o Medium como um reduto das boas práticas na internet brasileira. Em um momento tão caótico e em um país tão carente como o nosso, ter algo assim acessível e disponível me parece extremamente positivo. Aliás, existe até uma rima desse fato com a nossa Internet brasileira como um todo que, por puro descaso e ignorância de nossos governantes, segue sendo uma das mais livres do mundo (apesar de também ter todos os seus problemas).

Porque os usuários internacionais “pagam a conta”, falantes em português podem continuar desfrutando de tudo isso sem problemas. Se você esquecer a home principal e se aventurar na comunidade, nas páginas e nos autores, vai encontrar um universo vivo de gente que está aqui não atrás de claps (e de dinheiro, muitas vezes do jeito mais sensacionalista possível), mas de compartilhar sua voz. Lá fora, essa essência se perdeu, enquanto a estrutura outrora mais amadora se profissionalizou. Aqui, aproveitamos do aprimoramento da estrutura (diversos bugs de layout e reclamações dos usuários foram resolvidas em atualizações recentes), mas não foi preciso perder o jeito mais orgânico de funcionar. O Medium em português segue mais íntimo, amigável, próximo, acessível e interessante para novos escritores.

Temos tudo de bom da plataforma aqui, fácil e de graça, enquanto o cenário internacional segue pagando esta estrutura toda para nós. E enquanto não começam a estragar nossa brincadeira, estamos aproveitando ao máximo este espaço.

4. Reunindo pessoas para seguir em frente

Imagem retirada daqui.

Na internet, foi por meio do Medium que fiz minhas conexões mais importantes nos últimos anos.

Eu tenho saudade da época onde era possível encontrar bons amigos a partir da internet com facilidade. Boa parte das pessoas mais antigas na minha vida é feita de gente que conheci em fóruns, ou joguinhos, ou simplesmente vagando por aí, de site tosco em site tosco, de fórum em fórum, de uma sala caótica de conversa para a próxima.

Infelizmente, isso vem mudando nos últimos anos. O Linkedin é um grande buraco de artificialidade plástica; o Facebook é um caos puro e simples, uma plataforma extremamente invasiva em que você passa mais tempo interagindo com quem você já conhece na vida real e tendo somente superficiais (quando não agressivas) interações com gente nova. Mas no Medium conheci meus poucos bons amigos digitais dos últimos anos. Pessoas que mudaram minha vida, amigos escritores e leitores, contatos profissionais e gente que pretendo seguir lendo seja lá para onde for: aqui encontrei todos estes.

Este senso de comunidade se mantém intacto no Medium desde que eu cheguei. Talvez isso se perca nos próximos tempos, caso gente demais vá embora do site (ou caso gente demais chegue do nada), mas até agora, pelo menos, eu nunca deixei de ver bons textos novos de gente que gosto, ou bons textos novos de gente nova. Até a ideia para escrever isso veio depois de conversar com um novo escritor que veio me perguntar se eu achava que esse lugar ainda valia a pena. Esse tipo de troca e de interação me parece acontecer melhor aqui do que em qualquer outro lugar do ambiente digital brasileiro. Só aqui os usuários têm paciência para ler e escrever conteúdo de forma mais cuidadosa, indo além da briga de grito e dos bordões de outras redes.

Não só, o Medium foi e segue sendo uma aposta para muita gente do mercado. Apostar aqui, hoje em dia, pode trazer ótimos frutos no futuro, especialmente se a plataforma seguir se consolidando como um ponto de conteúdo relevante e interações civilizadas na Internet. Nessa “corrida do ouro digital”, quanto mais cedo você chegar, mais pode ganhar, principalmente se depois essa janela se fechar aqui (como se fechou lá fora) com a chegada do paywall.

Ainda assim, por mais que as conexões do Medium possam ser ótimas para projetos profissionais, sobretudo se você trabalha com comunicação ou tecnologia, o potencial vai muito além disso. Foi o Medium a plataforma que mais me aproximou de novas pessoas que me ajudaram bastante e de pessoas que pude ajudar também.

Acredito que este talvez seja o benefício mais simples da plataforma até agora: essa possibilidade de conviver com uma comunidade online saudável. Quantos lugares da internet você pode dizer que são tão respeitosos quanto este?

Não são muitos. Então, ainda que tenha lá seus problemas, o Medium segue relevante por esta posição (tão rara e tão importante) de bom ambiente online em que consegue, mesmo que mais ou menos, se encaixar.

Entendo que muita gente prefira outros lugares. Para citar exemplos, se você escreve poesia concreta, ou se busca um layout mais personalizado, provavelmente o Medium não funciona tão bem para você. Mas acho que, de qualquer jeito, vale dar uma chance para o site. Pelo menos por agora, ele me parece uma das melhores alternativas na internet. Talvez isso diga mais sobre o estado péssimo do resto do mundo digital do que sobre os méritos do Medium, mas o fato segue sendo: se você é brasileiro e quer uma combinação decente entre interação e conteúdo, este é um dos poucos sites onde você terá menos dor de cabeça e mais acesso a boas pessoas e bons textos.

5. Meu saldo pessoal com a plataforma

Um printscreen de uma postagem minha no Facebook de 6 de junho de 2016, compartilhando meu primeiro post no Medium.
Um printscreen de uma postagem minha no Facebook de 6 de junho de 2016, compartilhando meu primeiro post no Medium.
Pra mim, essa brincadeira começou assim.

Criar um perfil aqui foi, provavelmente, o maior (e mais acidental) acerto de minha vida enquanto escritor.

Comecei a escrever no computador lá em 2007, aos 12 anos de idade. Na época, eu enviava arquivos em Word para meus amigos pelo MSN. Durante quase uma década, meus textos tiveram muitas “casas” amadoras que nunca me deixaram satisfeito: de fóruns de Habbo Hotel até um blogspot horroroso que tentei montar uma vez.

No começo de 2016, eu estava tentando apostar no WattPad e me frustrando muito com suas limitações; fora isso, volta e meia postava alguma coisa na minha timeline do Facebook, mas não era isso o que eu queria também. Até que chegou o dia 6 de julho e então eu despretensiosamente criei meu perfil aqui no Medium (porque os algoritmos da época já gostavam medianamente de mim e, mesmo sem ser um assíduo seguidor de tendências, decidiram sugerir a plataforma de algum jeito). Eu não fui um dos membros “old-school” das primeiríssimas levas de brasileiros na plataforma, mas entrei bem, mais ou menos pela sua terceira ou quarta “geração” de usuários.

No meu primeiro dia, postei este texto aqui e tive um retorno vindo majoritariamente de meus amigos do Facebook, conseguindo reunir 36 visualizações naquele post. No meu primeiro mês inteiro, foram 99 visualizações. No segundo mês, só 67. No terceiro, caiu uma vez mais, dessa vez para apenas 31. Teimosamente insisti e foi só em outubro, quando publiquei esse texto aqui, o meu primeiro com a New Order (na época, conhecida ainda como Trendr), que pela primeira vez fiz mais de 100 visualizações em um dia e mais de mil visualizações em um mês. Ainda naquele ano, graças ao meu perfil no Medium, eu conseguiria uma indicação para o meu primeiro estágio, que acabou virando meu atual emprego como redator. Meu projeto de publicar meus livros também se tornou uma possibilidade mais próxima por conta do meu trabalho por aqui.

Meu ano mais produtivo e bem-sucedido no Medium até agora foi 2017. Já fui mais ativo por aqui do que sou atualmente. Mesmo assim, nos últimos dois anos, até nos meses em que publiquei só um único texto (ou até quando não postei texto nenhum), leitores seguiram me encontrando. Com esse texto aqui, especificamente, alcancei os 1.000 seguidores, três anos depois de começar a escrever nesse site. Eu nunca mais tive menos do que trezentas visualizações em um mês e é comum que consiga no mínimo umas vinte ou trinta visualizações diárias sem fazer nada, tudo isso levando em conta que nunca fui um dos escritores mais assíduos, presentes, populares ou acessíveis daqui.

Aliás, essa para mim foi a maior libertação que o Medium me trouxe. Enquanto escritor, eu sempre me senti confortável aqui para postar tudo que quisesse. Eu fiz dessa a morada de meus escritos de todos os tipos e o retorno deles é muitas vezes simplesmente imprevisível. Já conquistei alguns resultados surpreendentes aqui, como conseguir ter um desempenho bom com um textão de mais de quarenta minutos. Meu texto mais bem-sucedido aqui até hoje, esse, foi um completo acidente — nunca imaginei que seria tão popular como foi. Fiz outra loucura na mesma época postando um livro inteiro por aqui. Contos ilustrados, relatos da minha vida, textos de reflexões, poesias: já postei basicamente de tudo nesse lugar.

Atualmente, como venho escrevendo menos, estou revisando e repostando por aqui muito do que tinha escrito na adolescência (como essa novelinha), porque quero ter isso registrado em algum lugar online. Meus resultados foram e seguem sendo inconstantes e sigo sem ligar muito para isso: oscilo entre textos que são muito bem-recebidos e outros que acabam ignorados. Hoje, também é difícil para mim manter a mesma constância que já mantive em outras épocas, mas para mim esses intervalos nunca foram um problema. Sei que não é sempre que alguma excentricidade que vou jogar aqui terá algum maluco disposto a lê-la. Mas sei também que se um único leitor para algo que eu escreva existir, esse site segue sendo a plataforma mais viável para que ele me encontre.

Justamente por esse nível de conforto que pretendo manter o Medium como principal acervo digital para meus escritos de todo tipo. Isso quer dizer que ele será minha referência profissional, muitas vezes, com os meus artigos como esse, que envolvem minha área de atuação e interesses acadêmicos (publicidade, tecnologia, política e psicologia); minha janela para novos leitores, com meus textos mais bem-sucedidos; meu canal de expressão criativa, com meus poemas, contos e romances; minha memória materializada, com meus registros autobiográficos.

Eu não me incomodo de tornar a minha vida um “livro aberto” através do Medium. Fico feliz de ter todas as minhas palavras reunidas e organizadas em um só lugar, disponíveis para qualquer um interessado em lê-las e contando com o apoio de uma inteligência algorítmica sutil, aliada ao trabalho humano maravilhoso das publicações, que direciona esse meu conteúdo vasto para cada perfil diferente de pessoa (são estas estruturas, a digital e a humana, que permitem que ao mesmo tempo eu me conecte com quem lê meus poemas e meus textos informativos, sendo estes dois perfis de leitores muitíssimo diferentes). Fico ainda mais satisfeito por todas as pessoas que conheci por conta disso tudo, sejam meus leitores ou os outros escritores que passei a admirar, e acredito que ainda construirei novas conexões a partir daqui.

E é por esta satisfação, conciliada com todos os benefícios que citei, que acredito que o Medium ainda seja uma boa opção. Se vai continuar sendo, só o tempo dirá. A plataforma seguirá tendo prós e contras e caberá a cada um colocar tudo na própria balança para decidir.

Por enquanto, eu pretendo continuar por aqui. E se você chegou até o fim desse texto, acho que estou no lugar certo.

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Rodrigo Goldacker

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Termos e silêncios alternados.

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