Aumento das passagens dos coletivos urbanos: Qual é a surpresa, meu amigo?

O inferno é repetição.

Tão logo as manchetes dos jornais começaram a bombardear a notícia de que o salário mínimo terá reajuste de 11,6%, outra informação pipocou nos sites de notícia: em São Paulo as passagens dos coletivos urbanos serão adequadas à ‘nova realidade’ econômica do país. Trocando em miúdos, os preços ficarão mais salgados.

Tudo absurdamente dentro da lei, estando, inclusive, abaixo da inflação! Ou seja, poderia ser pior!

Essa é uma notícia do G1 em 2014:

Garanto que as notícias dos anos anteriores não fogem deste padrão. Não estou ignorando a realidade econômica e aspectos técnicos envolvidos na questão — se você manja do assunto, deixe sua nota aqui do lado, vai ajudar bastante.

Mas é impossível negar que estamos fazendo o mesmo percurso infinitas vezes, sem chegar a lugar algum. Deprimente, né.

Inferno: loop infinito (gosto desse GIF, ok?)

Prece que foi ontem aquele barulho todo pela redução do valor das tarifas, com milhares de pessoas nas ruas, fechando avenidas, invadindo espaços públicos, batendo de frente com os pau mandados (leia-se pm). Mas não! Foi em 2013, meu amigo. Agora, quase três anos depois, estamos diante do que pode desencadear um movimento semelhante.

O gigante acordou em 2013, fez barulho e entrou em estado de hibernação.

Agora, imagino, está na hora de fazer barulho outra vez. Mas calma! Vamos acabar com esse ciclo de pão e circo em que nos metemos. Observar o que saiu errado da última vez (como a falta de pautas específicas, presença de infiltrados etc.) e colocar a mão na massa.

E a voz na rua.

Todo ano é a mesma história: o salário aumenta e os preços disparam. Tudo fica mais caro, não apenas as passagens dos coletivos urbanos.

A qualidade dos serviços, no entanto, segue no sentindo inversamente proporcional.

E, quando surgem alternativas viáveis, como o Uber para o transporte particular, seguimentos sociais disparam suas críticas e fazem horrores para garantir que nada mude.

O inferno é repetição, mais uma vez.

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