Texto por Ana Luísa de Moraes Braido

Tenho 27 anos, um bom emprego e odiava mesmo ir à academia, mas encontrei prazer em outras coisas

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Recentemente li um texto no El País, de 2016, que me fez pensar muito sobre porque cuidamos dos nossos corpos, ou, simplesmente, deixamos de cuidar e vivemos a vida como ela se apresenta. Em meio a tantas discussões sobre gordofobia e aceitação das formas humanas como elas realmente são — muito distantes de simples cabides ou hipertrofiadas — o texto fazia um relato pertinente e adequado sobre pessoas que se obrigam a ir à academia constantemente e ininterruptamente durante anos sem ter nenhum prazer naquilo e, ainda pior, sem verem, de fato, super transformações físicas em seus corpos.

Sim, vivemos na era do culto às formas (sejam elas padronizadas ou não), mas o que me intriga são os motivos pelos quais as pessoas justificam praticar algum esporte ou modalidade em uma academia, via de regra, para “saúde” ou para conquistar o “corpo dos sonhos”. Para mim, a coisa sempre foi muito clara: se não tivermos prazer naquilo que fazemos, de nada adianta investirmos nosso dinheiro e tempo em qualquer coisa que seja. Sem tesão, não há solução, como já dizia Roberto Freire. Não conseguimos cozinhar, trabalhar ou sequer escrever um texto. Precisamos gostar de algo para sermos bem-sucedidos e encontrarmos uma razão para encaixar tal coisa na rotina, seja para a vida, para os relacionamentos, ou para os exercícios físicos. As pessoas precisam buscar, dentre as centenas de possibilidades existentes, uma atividade que as traga satisfação. E da satisfação, tirar os benefícios para a saúde, para a coluna ou simplesmente para o humor, para o dia a dia, para a sociabilização natural que acontece nesses ambientes.

Nascemos para nos mexer.

Os alongamentos e atividades cardíacas nos curam de alergias, do stress, nos amenizam a depressão e, claro, os problemas que teremos, naturalmente, em uma velhice que se come mais hambúrguer e se passa mais tempo digitando que vendo o pôr do sol. Não tem jeito. Exercitar-se é mais que ser gordo, magro, bombado ou uma pessoa perfeitamente comum. Você pode amar dançar e não ter nunca um corpo esguio de bailarina clássica, porque o ballet é uma profissão, assim como o halterofilismo.

Não dá para deixar de ir naquele aniversário e comer 25 brigadeiros ou de ficar sentadão na praia tomando uma cervejinha no feriado, para levantar peso, isso é antinatural. E quem sente real prazer nisso, me desculpo desde já com o pessoal do Crossfit, é sim, exceção. Mas existe aí a yoga, o vôlei, o futebol com os amigos, a natação, o karatê, a patinação artística, a zumba fitness, as aulas de alongamento, boxe e tantas outras coisas que, além de te deixarem saudável, podem ser tão divertidas e aliviantes que você não vai precisar se preocupar em “qual atividade te deixa com o bumbum mais duro” ou em “como perder a barriga em 3 dias para o Verão”.

Você pode ser essa pessoa também, você pode ser quem você quiser, aliás, mas não precisa ser. Vai treinar roller derby, jogar futebol americano, entrar para dança flamenca, sapateado, escalada, ciclismo. Aventure-se. E permita-se encontrar algo que faça seus momentos junto ao seu corpo serem prazerosos, e não sofridos. O pessoal fitness vive dizendo que nosso corpo é nosso templo, que você é aquilo que come e que “no pain, no gain”, mas se isso não se enquadra em absolutamente nada que você acredita, vai buscar sua própria filosofia. Eu? Malho para comer pizza e conseguir encostar os dedos da mão nos do meu pé.

A vida é realmente muito curta para sermos infelizes por pelo menos meia hora, duas vezes por semana. Né?


Esse texto foi escrito baseado na minha experiência com o Gympass, por meio da empresa onde trabalho, a Avon. Criado em 2012, o Gympass acredita que todas as pessoas podem ter uma vida mais saudável. Por meio de uma única mensalidade, consumidores individuais e membros de planos corporativos podem frequentar mais de 10 mil academias em todo o Brasil como se estivessem matriculados em todas elas, permitindo o acesso a centenas de modalidades diferentes como circo, cross combat, escalada e outras.


Ana Luísa de Moraes Braido, 27 anos. Gerente de Marketing da categoria de Maquiagem da Avon, líder do segmento. Trabalha na empresa há 7 anos, onde entrou como estagiária em 2010.

Formada em Publicidade e Propaganda pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA- USP), atualmente cursando em MBA em Gestão de Negócios e Varejo pela Fundação Instituto de Administração (FIA).