“Bloodline” — mais um bom seriado da Netflix

(Foto: divulgação)

Existe algo humano e curioso com essa série. De fato, o passado perturba a família Rayburn. E quando o presente reúne a família toda, a paz, definitivamente, não prevalecerá na pacata cidade litorânea — em Flórida Keys.

Ao nos depararmos com algumas imagens, e até mesmo com o trailer da série, leva-nos a acreditar que será mais uma enrolação sobre conflitos familiares. Porém, bastam alguns minutos para se dar conta que “Bloodline” é muito mais profundo e agitado que a tranquila cidade que a história se passa.

(Foto: Reuters — Ben Mendelsohn)

O roteiro pulsa com firmeza. O elenco, também. A atuação de Ben Mendelsohn, na pele de Danny, a ovelha negra, é primorosa. Como não sentir raiva desse sujeito? Aliás, os roteiristas — os mesmos criadores de Damages — retratam muito bem a maneira como as pessoas (família) se relacionam. Sentimentos, personalidades, fraquezas emocionais, manipulações, mentiras, segredos, etc., é o ponto forte da história. Tão depressa a gente se identifica com o comportamento de um e/ou de outro. A maneira como a mãe se relaciona e gosta de cada um dos filhos é outro aspecto notório e transmitido com maestria por Sally Rayburn (Sissy Spacek).

A segunda temporada é tão boa quanto a primeira. E aqui podemos inserir outra curiosidade: ao terminar a primeira temporada, é possível sugerir limites na continuação do enredo. Ledo engano. A herança do mau comportamento de Danny continuará perturbando a família, e o irmão mais velho, John (Kyle Chandler), vai ter que encontrar novas maneiras para sair dos problemas que também se meteu.

(Kyle Chandler e Sissy Spacek)

“Bloodline” não é genial. Mas, é mais um bom seriado da Netflix e merece a devida atenção. A terceira temporada já foi anunciada para 2017.

***

Trailer (primeira temporada):

trendr | vida para conteúdo relevante - TwitterFacebookMedium