Cadê minha vida de margarina?

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Eu deveria estar agora, estudando para um bom concurso. 36 anos, já no abismo dos 37, barbudo e barrigudo. Sentado em frente ao computador tentando de toda forma descobrir algum milagre, que eu possa chamar de “empreendedorismo”, e que me tire essa sensação terrível de não ter o que fazer, ao menos por hora. Talvez o melhor fosse estudar e não escrever.

Essa semana completo nove meses sem um emprego formal. De lá pra cá abri uma empresa de um homem só, para trabalhar com uma das coisas que mais amo: fotografia. Mas dezembro e janeiro não são os melhores meses para eventos, e as pessoas tendem a não se animar em investir em uma boa foto do perfil para o Linkedin quando surgem as primeiras quatro letras, IPTU, e principalmente quando lembram das outras quatro, IPVA, ou então quando percebem que já está na hora de comprar o temível material escolar. São meses nada bons para um empresa que se iniciou em meados de agosto passado. Mas ainda dá pra seguir em frente e, por enquanto, ainda tenho um tempo livre para empreender em outra coisa. Ao menos em algo que me dê dinheiro, não me tire dinheiro.

A máxima budista, ou espírita, ou de algum coach que diz que “quando você corre atrás do dinheiro, ele corre de você”, pode ser vivenciada na prática. Se quiser eu te explico como!

Não bastasse tudo dito acima, tenho um canal no Youtube, que recebe comentários diariamente, mas não tem mil inscritos, então não gera receita. Tenho o Medium, que tem um acesso aqui outro ali, e também não rende um centavo. As fotos…bom, dezembro e janeiro, né?

Em agosto, junto com a nova empresa de um homem só, veio a mudança de cidade e de uma realidade que já durava mais que uma década. E também um filho não planejado pra já, mas que estava ali. Felicidade e desespero caminham lado a lado.

Mas aí eu te pergunto, ou me pergunto, teria algum planejamento dado certo para alguém, em algum ponto da terra (porque acredito que ainda falamos de humanos) e que pudesse ser provado e comprovado de que só dependia daquilo que eu ainda desconheço e por isso aconteceu?

Não adianta me empanturrar de gurus do Youtube, vídeos do TED ou livros de autoajuda. Já conheço todos. Até filósofos modernos já não me passam confiança. Se for falar de religião te respondo com política e vamos ver quem ganha essa partida. Mas deve ter algum fio condutor que faça dar certo. Ou então o mundo foi só um feed de Instagram mesmo antes de existir a internet, e quem ganhava a vida boa era aquele que se limitava a 140 caracteres e não dava a cara tapa em um livro on-line.

Deve ter alguma explicação. Mas ainda não encontrei.

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Jornalista, pai e tenta ser youtuber! Trabalhos: linktr.ee/vancine

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